Arruda afirma que vai recorrer de decisão do TSE e continuar em campanha

Por Wilson Lima - iG Brasília |

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Ex-governador do Distrito Federal teve candidatura indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral na noite de terça-feira

Falando a uma plateia de aproximadamente 200 cabos eleitorais, o candidato ao governo do Distrito Federal (GDF), José Roberto Arruda, confirmou na tarde desta quarta-feira (27) que irá recorrer, no Supremo Tribunal Federal (STF), da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que barrou a sua candidatura ao Palácio do Buriti. Além disso, Arruda afirmou que manterá suas atividades de campanha normalmente nas próximas semanas e que “a vitória vai ser a vitória do povo sobre a covardia”.

O caso: TSE barra candidatura de José Arruda no DF

Valter Campanato/ Agência Brasil
José Roberto Arruda (PR) teve sua candidatura ao governo do Distrito Federal cassada, mas pretende recorrer no TSE

Arruda teve seu pedido de candidatura negado pelo TSE na noite desta terça-feira por aplicação da Lei da Ficha Limpa. Arruda foi impedido de se candidatar após a 2ª Câmara Criminal do Distrito Federal confirmar sua condenação pelo crime de improbidade administrativa. O ex-governador foi condenado por envolvimento no mensalão do DEM, esquema de corrupção desarticulado pela Polícia Federal em 2009, durante a Operação Caixa de Pandora. Na época, o iG antecipou os principais momentos da operação.

Durante o julgamento no TSE, os ministros refutaram a tese da defesa de Arruda segundo a qual não seria possível se impugnar uma candidatura por aplicação da Lei da Ficha Limpa após ela ter sido registrada no TRE. Agora, Arruda vai impetrar dois recursos distintos. Um embargo de declaração no TSE, para sanar eventuais obscuridades do julgamento do TSE e outro no Supremo Tribunal Federal (STF), um recurso extraordinário, questionado a inconstitucionalidade da decisão dos ministros do TSE. Nesse recurso no Supremo, a defesa de Arruda vai alegar que existe uma jurisprudência consolidada que foi alterada apenas no caso do ex-governador.

Para Arruda, a decisão do TSE foi “equivocada”. “Com todo o respeito que nós temos pelos excelentíssimos ministros daquela Corte nós, no exercício do entendimento do nosso, consideramos que a decisão, mais uma vez, foi equivocada”. Depois questionado se estava sendo alvo de uma perseguição política, Arruda disse que somente poderia classificar a decisão do TSE como “equivocada”.

Leia também: Henrique Neves será o novo relator de recurso de Arruda no TSE

Durante o pronunciamento aos militantes, Arruda admitiu que a situação é difícil e que chegou a chorar durante o julgamento no TSE. “Vocês sabem, ninguém é Super-Homem. Tem hora que mesmo calejado, as chibatadas doem. Eu confesso que há momentos em que me recolho com a minha esposa, no escondido da nossa casa e a gente chora. A gente às vezes, não raras vezes, se emociona. Por mais que a gente sofra, a gente ainda fica perplexo com o tamanho da maldade humana”, disse Arruda.

Arruda admitiu que almoçou, nesta quarta-feira, com correligionários do PTB, PMN, PRTB, PR, DEM, partidos que integram a aliança pró-Arruda, para definir os rumos da campanha. Após reunião com os líderes, eles decidiram manter o nome de Arruda na disputa. “Ouvi todos e depois de ter a análise jurídica e a análise política tentei deixar a emoção de lado para tomar uma decisão que não influenciará apenas a mim. Mas que pode definir o futuro de Brasília”, analisou.

“Se fosse covarde ou se fosse frouxo eu não tinha chegado até aqui. Só não há jeito pra morte. Enquanto termos chance de recursos, por mais difícil que seja, eu me mantenho na luta”, declarou o ex-governador do Distrito Federal.

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