Skaf renega Dilma de olho em voto tucano

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

compartilhe

Tamanho do texto

Candidato do PMDB usa pesquisas qualitativas para descobrir a melhor maneira de atrair os eleitores do governador Alckmin

Brasil Econômico

A insistência quase cômica do empresário Paulo Skaf (PMDB), candidato ao governo paulista, em não admitir o voto em Dilma Rousseff (PT) tem razão de ser: o candidato aposta em atrair eleitores que hoje votam no governador Geraldo Alckmin (PSDB), que busca a reeleição e é líder isolado nas pesquisas de intenção de voto. E a avaliação de sua equipe é que esse eleitorado é radicalmente contrário ao PT.

Mais: Bem nas pesquisas, Marina Silva tem de superar conflitos no PSB

Para alcançar esse público, a campanha de Skaf chegou a fazer uma pesquisa qualitativa com os eleitores do tucano para saber o que mais rejeitavam nele e em seu mandato. A suposta falta de empenho de Alckmin é apontada como o que mais irrita seu próprio eleitor. Por isso, Skaf mostra uma personalidade diferente, embora com propostas semelhantes.

Marcos Bezerra/Futura Press
Paulo Skaf (PMDB) neste sábado pouco antes do primeiro debate dos candidatos ao governo de SP

Com base nos dados, o peemedebista insiste em tentar marcar uma pretensa diferença: teria mais “garra” do que o atual titular do cargo. A estratégia não agrada o PT nacional, obviamente. No entanto, é boa para os petistas na disputa estadual. Para garantir o segundo turno no Estado, o partido precisa de alguém para dividir os votos do tucano, além de garantir que o ex-ministro Alexandre Padilha alcance a média histórica de votação de outros candidatos petistas ao comando do Estado.

Nas eleições passadas, o hoje ministro Aloizio Mercadante teve mais de 30% dos votos, mas não conseguiu garantir o segundo turno. Se publicamente a relação entre petistas e peemedebistas não é próxima, a relação pessoal tem sido boa. Skaf brincou com Padilha quando chegou ao debate. Na saída, o petista abraçou a ex-ministra da Comunicação Social Helena Chagas e o marqueteiro Duda Mendonça, ambos da equipe de Skaf.

Alerta de ironia

O candidato do Psol ao governo de São Paulo, Gilberto Maringoni, usou de ironia ontem, no debate do SBT, ao se referir ao “assalto dos pedágios” nas rodovias do Estado em uma pergunta ao vereador Laércio Benko, candidato do PHS. Após a resposta de Benko sobre segurança, Maringoni teve de explicar a expressão.

Desarme do SBT

O candidato do nanico PRTB, Walter Ciglioni, abriu o debate do SBT, ontem, com pergunta ao governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), que busca a reeleição. Nela, atacou o governo federal e a prefeitura da capital, ambos geridos pelo PT. Alckmin tentou repetir a linha de passe, mas a regra do debate impediu.

Confusão no slogan

O presidenciável do PRTB, Levy Fidelix, ficou conhecido nas campanhas pela defesa da implantação do aerotrem. O governo paulista instalou o monotrilho. O candidato do PRTB ao Palácio dos Bandeirantes, Walter Ciglioni, confundiu tudo: no debate da Rede Bandeirantes falou sobre o monotrem e o aerotrilho.

Crivella, Pezão e Lindberg empatados

Além de mostrar Dilma na dianteira e Marina bem à frente de Aécio no Rio de Janeiro, pesquisas internas do PT também davam Marcelo Crivella (PRB), Pezão (PMDB) e o candidato petista Lindberg Farias praticamente empatados na eleição ao governo do Estado. À frente, continuava Garotinho (PR). Segundo essas amostragens, Pezão teria perdido votos após o início do horário gratuito. O problema seria as aparições do ex-governador Sérgio Cabral.

Disputa para saber quem ataca primeiro

Petistas e tucanos não disputam só o voto. Os aliados da presidente Dilma Rousseff (PT) lembram da possibilidade de Aécio Neves (PSDB) ficar fora do segundo turno. Os de Aécio, falam sobre a dificuldade maior que a presidente terá, caso tenha de enfrentar Marina Silva (PSB). Nesse quesito, os três lados concordam em um ponto: a ex-ministra está na alça de mira dos dois lados.

“A política e as pesquisas são como o mar, as ondas vêm” – Aécio Neves, presidenciável (PSDB), sobre a ascensão da adversária Marina Silva (PSB) nas intenções de voto

*com Leonardo Fuhrmann

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas