Em debate agressivo, Alckmin ataca Dilma e recebe ataques de Skaf e Padilha

Por iG São Paulo |

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Sete candidatos ao governo de São Paulo participaram do segundo debate da campanha pelo Palácio dos Bandeirantes

Na noite desta segunda-feira (25), sete candidatos participaram do segundo debate entre concorrentes ao governo de São Paulo, inclusive o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que esteve ausente do primeiro por estar internado com infecção intestinal. A discussão de ideias foi desta vez mais contundente, com uma postura agressiva dos concorrentes ao Palácio dos Bandeirantes.

Realizado pelo SBT, pela Folha de S. Paulo, pela Jovem Pan e pelo UOL, o debate teve cinco blocos e durou quase duas horas. Além de Alckmin, também participaram Paulo Skaf (PMDB), Alexandre Padilha (PT), Laércio Benko (PHS), Gilberto Natalini (PV), Walter Ciglioni (PRTB) e Gilberto Maringoni (PSOL).

Candidatos a governadores de São Paulo participam de segundo debate nesta segunda-feira. Foto: ReproduçãoCandidato Geraldo Alckmin (PSDB) participa pela primeira vez de debate com rivais; ele estava internado na semana passada. Foto: ReproduçãoAlexandre Padilha, candidato do PT, durante debate de concorrentes ao Palácio dos Bandeirantes. Foto: ReproduçãoEm um dos blocos, candidatos se enfrentam com perguntas. Padilha escolheu questionar Alckmin sobre a crise da água. Foto: ReproduçãoPaulo Skaf (PMDB), segundo nas pesquisas em SP, reforçou o coro contra o atual governador Alckmin. Foto: ReproduçãoLaércio Benko (PHS) aproveitou o novo debate para pressionar Skaf sobre seu voto a Michel Temer, presidente do seu partido. Foto: ReproduçãoGilberto Natalini (PV) também participou do segundo encontro dos concorrentes ao governo. Foto: ReproduçãoGilberto Maringoni (PSOL) estava entre os sete candidatos ao governo presentes no debate, realizado nos estúdios do SBT. Foto: ReproduçãoWalter Ciglioni, candidato do PRTB. Foto: Reprodução

Líder das pesquisas de intenção de voto, Alckmin fez ataques ao governo Dilma. Skaf e Padilha, por sua vez, escolheram como alvo o governador tucano, criticando suas ações nos setores de segurança, educação e também em relação a crise hídrica que toma o estado.

1º debate: Ausente, Alckmin é o principal alvo de candidatos ao governo de SP 

O primeiro momento de tensão do debate aconteceu logo no bloco inicial, quando Benko questionou Skaf por não deixar claro que o seu partido, o PMDB, apoia à candidatura de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). O candidato do PHS já havia feito a mesma pergunta no primeiro debate, realizado pela Band, no último sábado (23). O peemedebista mais uma vez evitou falar o nome Dilma e declarou seu apoio ao vice dela, Michel Temer.

"Colocar o número de Michel Temer na urna vai dar nulo", provocou Benko, que é vereador da capital da paulista. Demostrando irritação, Skaf disse que preferia falar de propostas e não do seu voto pessoal. "Eu voto com o meu partido. Eu sou um voto em 140 milhões", respondeu o peemedebista.

"Discordo do senhor. Todos aqui sabem em que vão votar. Só o senhor é uma incógnita", devolveu o candidato do PHS.

Alckmin lembra ligação de Skaf com Fleury

Recuperado do problema de saúde que o deixou de fora do primeiro debate, Alckmin foi o alvo preferencial dos ataques dos adversários. O governador também atacou, mas suas criticas foram mais centradas na presidente Dilma. O tucano disse que o “compromisso dele é com São Paulo, diferente do governo do PT”.

Leia também: Alckmin, Skaf e Padilha são contra o uso de máscaras em protestos

Ao ser questionado por Skaf sobre problemas do Estado em segurança, Alckmin rebateu lembrando que o peemedebista tem como coordenador de sua equipe o ex-governador Luiz Antonio Fleury.

“O candidato Skaf fala muito sobre segurança pública. É bom lembrar que assumimos o governo vindo de do partido dele. Na época do Fleury, a polícia não tinha dinheiro para gasolina", diz Alckmin.

Reprodução
Padilha e Alckmin trocaram ataques no debate

Skaf foca em segurança

O peemedebista elegeu a segurança como o tema principal de suas falas, criticando a performance de Alckmin no setor. "Durante estas duas horas de debate que nos estaremos aqui, três mulheres serão estupradas no Estado de São Paulo. Nem na guerra da Bósnia havia tantos estupros. Isto é só pelos dados oficiais. Fora os que não são registrados", declarou Skaf.

Padilha e seu partido também mereceram ataques de Skaf. O peemedebista disse que os candidatos petistas há 20 anos são rejeitados pelos eleitores paulistas. "Para mim ficam claras duas coisas: uma que o povo de São Paulo não quer o PT e a outra é que o atual governo do PSDB não consegue resolver os problemas", diz Skaf.

Padilha reforça ligação com Dilma e Lula

Em mais de uma oportunidade, o candidato petista reforçou sua ligação com os governos Lula e Dilma, dos quais foi ministro. “Quem quer um novo caminho na política tem que antes de mais nada assumir as posições que defende. Eu tenho muito orgulho de ser do PT. Tenho orgulho de ter mudado a vida de milhões de paulistas", disse Padilha para Skaf, quando o peemedebista afirmou que seu partido só perdia no Estado. 

Marqueteiro do PMDB: Decisão de falar sobre tesão em programa eleitoral foi de Skaf

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