Skaf: Índices dão impressão de que Alckmin vive em um Estado e eleitor em outro

Por Ana Flávia Oliveira - iG São Paulo | - Atualizada às

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Candidato do PMDB direcionou críticas ao atual governador que está internado em São Paulo e não participou do debate

Apesar de ausente, o governador Geraldo Alckmin, que está internado por problemas gastrointestinais, foi constantemente mencionado por seus opositores durante debate da TV Bandeirantes, realizado neste sábado. Ao deixar os estúdios da emissora, Paulo Skaf (PMDB) continuou oferecendo ataques ao atual governador em coletiva com jornalistas.  

Mais: 'PT não estará no meu palanque', diz Skaf em primeiro debate com concorrentes

Para o candidato, que evitou confronto com outros políticos, a população não está satisfeita com as questões do Estado, como educação e segurança pública. "O governador [Alckmin] anuncia índices de melhorias da segurança que dão a impressão de que está em um Estado e a população em outro", atacou. 

Primeiro debate entre candidatos ao governo de São Paulo foi realizado neste sábado na TV Band. Foto: Paulo Pinto/ Fotos PúblicasCandidatos da esquerda para direita: Laércio Benko (PHS), Gilberto Natalini (PV) e Walter Ciglioni (PRTB). Foto: Paulo Pinto/ Fotos PúblicasCandidatos da esquerda para direita: Alexandre Padilha (PT), Paulo Skaf (PMDB) e Gilberto Maringoni (PSOL). Foto: Paulo Pinto/ Fotos PúblicasSegundo colocado nas pesquisas de intenções de voto, Paulo Skaf afirmou que PT não estará no seu palanque, mas... Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas...confessou que irá apoiar o presidente do seu partido PMDB, Michel Temer, que é vice da presidente Dilma Rousseff. Foto: Paulo Pinto/ Fotos PúblicasO candidato do PT chegou aos estúdios da TV Band exibindo um CD que teria todas as falsas promessas do atual governador. Foto: Paulo Pinto/ Fotos PúblicasDurante quase todo o debate, Padilha reforçou o apoio que tem do ex-presidente Lula e da atual Dilma Rousseff. Foto: Paulo Pinto/ Fotos PúblicasLaércio Benko (PHS) durante o debate dos concorrentes aos governo de São Paulo. Foto: Paulo Pinto/ Fotos PúblicasGilberto Natalini (PV) lamentou a ausência de Geraldo Alckmin no debate. 'Desejo melhoras ao governador e o esperamos no próximo debate'. Foto: Paulo Pinto/ Fotos PúblicasO candidato Maringoni (PSOL) durante o debate rivais ao governo de São Paulo. Foto: Paulo Pinto/ Fotos PúblicasCiglioni (PRTB) foi o único candidato que não lamentou a ausência de Geraldo Alckmin neste debate. 'Nós entendemos a ausência dele'. Foto: Paulo Pinto/ Fotos PúblicasO primeiro debate entre candidatos ao governo de São Paulo foi mediado pelo jornalista Boris Casoy. Foto: Paulo Pinto/ Fotos PúblicasPaulo Skaf chega aos estúdios da Band neste sábado para o primeiro debate ao governo de SP. Foto: Marcos Bezerra/Futura Press

Questionado por jornalistas se teria evitado oferecer perguntas a Alexandre Padilha (PT), Skaf confessou que não estava ali para criticar os concorrentes. "Eu não fui na direção das críticas das propostas dos candidatos. Prefiri ser mais propositivo, ser menos crítico e citar mais as minhas ideias e propostas".

O ponto mais tenso do debate para Skaf ocorreu após uma pergunta do representante do PHS, Laércio Benko. Ele questionou um possível apoio ao PT de Dilma Rousseff e Michel Temer, presidente do PMDB. "Reinteradamente tenho dito que, em São Paulo, o PT e o PSDB são meus adversários. Mas, deixei claro meu voto pessoal. O voto é secreto, a Constituição me reserva o direito de ter o voto secreto, mas eu já declarei que o meu voto é para o presidente do meu partido", defendeu.

Mais sobre o debate: 

- 'Aonde o PSDB só levou presídio, vou levar escola', ataca Padilha
- Candidatos ao governo de São Paulo lamentam ausência de Alckmin em debate
- Skaf sobre crise hídrica em SP: "Faltou investimento e acabar com desperdício”

Para Benko, esse debate vai mostrar "quem é quem, quem está ao lado de quem, quem são as alianças". Segundo o candidato, a postura do representante do PMDB pode ser considerada uma afronta ao eleitor. "O Skaf, por exemplo, acha que está no tempo do João Goulart, quando se votava só para vice-presidente. Nós temos eleições só para presidente da República e ele não respondeu".

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