Candidato do PMDB direcionou críticas ao atual governador que está internado em São Paulo e não participou do debate

Apesar de ausente, o governador Geraldo Alckmin, que está internado por problemas gastrointestinais, foi constantemente mencionado por seus opositores durante debate da TV Bandeirantes, realizado neste sábado. Ao deixar os estúdios da emissora, Paulo Skaf (PMDB) continuou oferecendo ataques ao atual governador em coletiva com jornalistas.  

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Para o candidato, que evitou confronto com outros políticos, a população não está satisfeita com as questões do Estado, como educação e segurança pública. "O governador [Alckmin] anuncia índices de melhorias da segurança que dão a impressão de que está em um Estado e a população em outro", atacou. 

Questionado por jornalistas se teria evitado oferecer perguntas a Alexandre Padilha (PT), Skaf confessou que não estava ali para criticar os concorrentes. "Eu não fui na direção das críticas das propostas dos candidatos. Prefiri ser mais propositivo, ser menos crítico e citar mais as minhas ideias e propostas".

O ponto mais tenso do debate para Skaf ocorreu após uma pergunta do representante do PHS, Laércio Benko. Ele questionou um possível apoio ao PT de Dilma Rousseff e Michel Temer, presidente do PMDB. "Reinteradamente tenho dito que, em São Paulo, o PT e o PSDB são meus adversários. Mas, deixei claro meu voto pessoal. O voto é secreto, a Constituição me reserva o direito de ter o voto secreto, mas eu já declarei que o meu voto é para o presidente do meu partido", defendeu.

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Para Benko, esse debate vai mostrar "quem é quem, quem está ao lado de quem, quem são as alianças". Segundo o candidato, a postura do representante do PMDB pode ser considerada uma afronta ao eleitor. "O Skaf, por exemplo, acha que está no tempo do João Goulart, quando se votava só para vice-presidente. Nós temos eleições só para presidente da República e ele não respondeu".

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