Presidente evita comentar ascensão de Marina após morte de Campos: 'Estou muito mais preocupada com minha campanha'

A presidente Dilma Rousseff rebateu neste domingo (24) as críticas feitas por sua adversária do PSB, Marina Silva , que, em discurso em Pernambuco, criticou Dilma dizendo que o Brasil não precisa de um “gerente” , mas de representantes estadistas como foram os ex-presidentes Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva .

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Dilma Rousseff fala a jornalistas no Palácio da Alvorada
Ichiro Guerra/ Dilma 13
Dilma Rousseff fala a jornalistas no Palácio da Alvorada

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Para Dilma, Marina confunde a função de presidente com a função de rei ou rainha de algum país parlamentarista. “Acho que o pessoal está confundindo o presidente da República com algum rei ou rainha de um país constitucional que, de fato, só tem a representação”, disse Dilma em entrevista neste domingo no Palácio da Alvorada.

As afirmações feitas por Marina, para Dilma, são de pessoas que nunca tiveram experiência administrativa e que “não sabem o que é fundamental para o País”. “Essa história de que o País não precisa ter um cuidado na execução de suas obras e uma obrigação de entregá-las é uma temeridade. Ou é de quem nunca teve experiência administrativa e, portanto, não sabe que é fundamental para um país com a complexidade do Brasil dar conta de tudo”, reagiu.

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“Nós, no presidencialismo, somos diferentes do parlamentarismo. O chefe do Poder Executivo tem obrigações claras feitas pela Constituição, não é uma questão de ser gerente ou não. Um presidente é executor também, não é, pura e simplesmente, um representante do poder", disse Dilma em tom professoral.

“É mais fácil ser só um representante do poder, eu tenho certeza: você anda para baixo e para cima só representando”, ironizou Dilma.

A presidente se esquivou de comentar o novo cenário da campanha que é a candidatura de Marina. Após a morte de Eduardo Campos , Marina se tornou potencial adversária no segundo turno. “Estou muito mais preocupada com minha campanha e seria estranho se eu não tivesse”, disse a presidente.

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Ela disse que tem encarado o horário eleitoral como uma prestação de contas de seu governo. “Inclusive porque eu tenho um período em que tenho acesso a mostrar na televisão todas as obras do governo. É como se eu tivesse fazendo uma prestação de contas. Tenho de me preocupar com essa prestação de contas que eu estou fazendo depois de três anos e oito meses”, disse Dilma.

Veja imagens da campanha eleitoral de Dilma Rousseff:

Delação

A presidente também evitou comentar a decisão do diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, preso por causa das denúncias de corrupção na estatal, de fazer a delação premiada. “Eu não tenho de comentar sobre a decisão de uma pessoa presa fazer ou não delação premiada. Enfim, isso não é objeto de interesse da Presidência da República”, disse Dilma.

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A presidente também aproveitou para tentar fazer uma defesa da Petrobras e buscou isolar atos que sejam próprios de funcionários da empresa. “Nós todos temos de aprender que pessoas cometeram erros, malfeitos, crimes, atos de corrupção. Isso não significa que as instituições tenham feito isso. Não se pode confundir as pessoas com as instituições. A Petrobras é muito maior que qualquer agente dela, seja diretor ou não”, disse Dilma.

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