No pequeno estado do Norte, presença dela não é tratada como prioridade pelo comando do partido, aliado do PT

Brasil Econômico

A presença da presidenciável Marina Silva (PSB) no palanque do governador Camilo Capiberibe, que tenta seguir no cargo, não é uma das prioridades do PSB no Amapá. O partido é aliado do PT na região e a família Capiberibe – da qual também fazem parte o senador João e a deputada federal Janete, pais do governador – é grata à presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, pelo apoio a diversos projetos desenvolvidos no Estado. Oficialmente, o palanque está aberto para os candidatos nacionais dos dois partidos, mas com a morte de Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, diminui o incômodo dos socialistas do Amapá a mostrar sua simpatia pela petista. Apesar de ser filiada, Marina não é vista como alguém do partido, e sim como uma militante da Rede, que está hoje no PSB.

Mais: Marina assume candidatura do PSB e coloca homens de sua confiança na campanha

A reunião da última quarta-feira (20) com os partidos aliados foi mais complicada do que esperavam os líderes do PSB. Eles já haviam anunciado anteontem a confirmação da chapa com o deputado gaúcho Beto Albuquerque, líder do PSB na Câmara, como vice de Marina. O principal problema é justamente com a resistência da candidata a cumprir com alguns dos compromissos regionais que haviam sido assumidos por Campos, morto em um acidente aéreo na semana passada.

Veja momentos da campanha de Marina Silva e Eduardo Campos: 

São Paulo e Paraná, onde os partidos de sua chapa apoiam candidatos ao governo do PSDB, são exemplos de palanques onde a ex-ministra não quer subir. Os pessebistas acenam com a possibilidade de Albuquerque representá-la nessas regiões. A ideia já havia sido aprovada pelos líderes do partido, mas sofre oposição dos outros partidos que apoiam a candidatura dela. Dirigentes do PHS chegaram a expor o incômodo pela maneira que a sucessão foi conduzida: primeiro dentro do PSB e depois com os aliados.

Mudança no Rio

Antes da morte de Eduardo Campos, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) dizia que o candidato à presidência Pastor Everaldo (PSC) teria mais votos no Rio do que o presidenciável do PSB. Na frente, estariam Dilma e Aécio. Cunha é evangélico, como Everaldo e Marina. O quadro deve mudar.

“O tempo bom que passamos juntos”

O bispo Sérgio Von Helde, que chutou a imagem de Nossa Senhora e voltou ao Brasil depois de 20 anos disposto a reeditar a polêmica com a Igreja Católica, evita falar de seu antigo líder Edir Macedo, da Universal. “Nunca mais falei com ele depois que saí. Mas eu era bastante próximo. Não tenho nada para falar dele. Só de lembrar o tempo bom que passamos juntos”, diz. Ele acaba de lançar o livro “Um chute na idolatria”. Diz que saiu da igreja por sua própria vontade. “Foi por questões doutrinárias. Mas não gostaria de falar. Agradeço à igreja por tudo o que ela fez. Fiz também por ela e não me arrependo”.

Skaf aposta na solução com “tesão”

Presidente licenciado da Fiesp, o candidato do PMDB ao Palácio dos Bandeirantes, Paulo Skaf, abriu sua campanha eleitoral com críticas ao atual governador, Geraldo Alckmin (PSDB), que busca a reeleição. Mas o momento que chamou mais a atenção na sua propaganda foi quando Skaf defendeu que o governador precisa se empenhar na solução dos problemas do Estado com “tesão”. O uso do termo chamou a atenção das pessoas que convivem com o empresário, geralmente mais comedido com as palavras.

Duda Mendonça mostra suas marcas na campanha

O uso de uma figura que aparentemente destoa do discurso natural do candidato é uma marca do estilo das campanhas do publicitário Duda Mendonça, marqueteiro de Skaf. Assim, ele repete com humor clichês desse tipo de campanha. Quando falou da família do candidato, o programa de TV destacou o longevo casamento com Luzia, os cinco filhos e três netos, além dos seis cachorros da família.

“Sou um peixe miúdo, não indiquei ninguém no governo, nem sou intermediário de negócios entre a Petrobras e empresas” – Luiz Argôlo, deputado federal (SDD-BA), sobre sua relação com o doleiro Alberto Youssef

*Com Leonardo Fuhrmann

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