Presidenciável chora ao lembrar do ex-candidato e finaliza com frase que é lema da campanha: 'Não vamos desistir do Brasil'

Em sua primeira aparição em um programa eleitoral como candidata oficial do PSB, a ex-ministra Marina Silva não apresentou propostas nesta quinta-feira (21) e usou o tempo de TV para homenagear o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos , que morreu em um trágico acidente de avião no dia 13 na cidade de Santos, em São Paulo.

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Marina usou fita preta para homenagear Eduardo Campos
Reprodução
Marina usou fita preta para homenagear Eduardo Campos

"Sem Eduardo, temos hoje aquilo que sempre nos uniu. Tudo aquilo que fizemos juntos. É o que faremos daqui para frente. O programa é, em si mesmo, o pacto selado, o acordo maior que nos une", disse ao reafirmar o compromisso que fez com o ex-governador. Uma ala do PSB chegou a rejeitar a candidata como presidenciável pela coligação após a morte de Campos por temer que, se eleita, ela deixe a legenda para criar a Rede Sustentabilidade, partido que não foi oficializado no ano passado por falta de número mínino de assinaturas.

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Em seu programa, a candidata apareceu ao lado do deputado federal Beto Albuquerque (PSB), vice na coligação, e chegou a chorar ao lembrar de Campos. "Agora é a sociedade brasileira em nós. Exorto a todos, que saímos do trauma da perda de Eduardo, dispostos a nos entender para levar adiante a nossa missão. Devemos isso a ele ao povo brasileiro."

Ela terminou o discurso com a frase que virou lema da campanha e que foi a última fala do ex-presidenciável em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, um dia antes do acidente fatal. " Não vamos desistir do Brasil ", finalizou.

Não vamos desistir do Brasil: Última frase de Campos na TV vira lema pró-Marina

Cortar ministérios

O candidato do PSDB, Aécio Neves , repetiu o primeiro programa de terça até a primeira metade do tempo. Nesta quinta, utlizou um formato de entrevista em pingue-pongue no restante do tempo para prometer cortar os ministérios pela metade caso seja eleito. Atualmente, o Brasil tem 39 ministérios sob a alçada do governo federal. 

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O tucano voltou a criticar, principalmente, a política econômica do atual governo e também aproveitou para se fimar como a "mudança" e repetiu a palavra diversas vezes ao longo da inserção. Ele também prometeu "tolerância zero" contra a inflação.

"O problema é a forma como o Brasil vem sendo governado e, quando o governo vira problema, tudo vira problema. A saúde vira problema, a segurança, o transporte, a educação. Todos viram problema. Por isso é que a grande maioria do brasileiros quer mudança. E o Brasil pode mudar, mas não é mudar por mudar. É mudar para melhorar".

O programa da presidente Dilma Rousseff (PT) focou nas obras que estão sendo realizadas na região nordeste, como o projeto de integração do rio São Francisco. Apesar de exaltar as obras do próprio governo, a petista não deixou de criticar governos anteriores ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva .

"Não é fácil tocar tudo isso e não é só por causa da grave crise internacional. É porque encontramos ainda hoje obstáculos daquele tempo em que o Brasil não se preocupava em planejar e executar. Mas, a cada dia, isso vai ficando no passado", disse.

Em sua participação, o principal cabo eleitoral da candidata criticou a imprensa, que, segundo ele, transformou-se no principal partido da oposição. "A verdade vai vencer a mentira", disse Lula.

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