Coordenador de Finanças, Henrique Costa, indica que não deve continuar no cargo. Cúpula do PSB tenta apaziguar os ânimos

Após a revolta do coordenador-geral da campanha do PSB, Carlos Siqueira, a campanha de Marina Silva poderá sofrer novas baixas. O coordenador de Finanças, Henrique Costa, homem de confiança de Eduardo Campos , afirmou nesta quinta-feira (21) que não é certo que ele permanecerá no cargo.

Após romper com Marina:  Carlos Siqueira deixa coordenação de campanha do PSB

Carlos Siqueira, que era coordenar da campanha da chapa presidencial do PSB (20/8)
Alan Sampaio / iG Brasília
Carlos Siqueira, que era coordenar da campanha da chapa presidencial do PSB (20/8)

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Segundo Costa, após a morte de Campos, ele não conversou com nenhum integrante da campanha sobre o assunto e se surpreendeu ao ver seu nome divulgado ainda como integrante da campanha. "Nada foi conversado. Estava em Recife até esta madrugada porque participei do enterro e da missa de sétimo dia de Campos. Fiquei surpreso ao ver meu nome divulgado como coordenador. Está errado dizer que eu permaneço na campanha."

Henrique foi chamado por Campos pelas relações pessoais que tinha com o candidato. Ele foi colega de faculdade e atuou durante toda sua vida profissional no mercado financeiro.

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Ao assumir a cabeça de chapa da campanha, Marina indicou para a área das Finanças Bazileu Margarido, integrante da Rede. Além disso, ela incumbiu o deputado Walter Feldman de dividir a coordenação-geral da campanha com Siqueira. Este, no entanto, disse que não gostou do tratamento que a candidata lhe dispensou, anunciando que abandonará a campanha.

"Antes era um candidato de minha inteira confiança. Agora, é outra candidata", disse Siqueira ao deixar na manhã desta quinta-feira a sede do PSB após se reunir com os partidos aliados que apoiam a candidatura.

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Marina reagiu à decisão de Siqueira afirmando que o PSB é que teria que explicar sua atitude e que o compromisso da Rede é continuar honrando os acordos fechados quando Campos ainda era candidato.

A cúpula do PSB está empenhada em apaziguar os ânimos. "Estamos trabalhando para isso. Até porque não vamos assinar um cheque em branco para a Rede. A tendência é que os ânimos fiquem apaziguados, porque Marina, no nosso entender, ganhará a eleição", disse o deputado Júlio Delgado, um dos mais próximos a Campos.

O presidente do PSB, Roberto Amaral, disse que conversará ainda nesta quinta-feira com o presidente do PSL, Luciano Bivar, que já manifestou publicamente descontentamento com a condução para a formação da nova chapa e não compareceu à reunião desta manhã.

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