Afirmação é feita por Beto Albuquerque após ser questionado se chapa manterá alianças regionais costuradas por Campos

Reuters

Beto Albuquerque vai compor a chapa do PSB para Presidência ao lado de Marina Silva
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Beto Albuquerque vai compor a chapa do PSB para Presidência ao lado de Marina Silva

Após reuniões prévias, o PSB deu inicio nesta quarta-feira à reunião da sua Comissão Executiva para referendar formalmente a chapa da disputa presidencial com Marina Silva como candidata a presidente e o deputado Beto Albuquerque como vice.

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Ao chegar à reunião, Albuquerque foi questionado sobre a manutenção das alianças regionais e disse que ele e Marina seguirão o que já está determinado, sem impor vontades individuais. "Marina vai cumprir os acordos firmados pelo ex-governador Eduardo Campos. Marina e Beto não vão fazer o que querem. Vão fazer o que o Brasil exige, o que o Brasil precisa e o que está no nosso programa de governo", disse o deputado na sede do partido.

Durante o dia, houve reuniões com integrantes da cúpula do PSB e com representantes de algumas alianças estaduais de outros partidos, com e sem a presença de Marina.

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Nesses encontros, segundo fontes do partido ouvidas pela Reuters, Marina e Albuquerque ouviram relatos sobre as condições financeiras da campanha e definiram quais serão os próximos passos a partir de agora. Também foram discutidas alianças regionais.

Uma das fontes disse, sob condição de anonimato, que em alguns momentos as decisões foram tensas porque os representantes da Rede Sustentabilidade foram muito detalhistas e questionaram ponto a ponto o documento de compromissos da aliança, que deve ser divulgado após a reunião da Comissão Executiva.

Marina entrou no PSB depois que o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou a criação do partido Rede Sustentabilidade. Juntamente com Marina, também entraram no PSB membros do grupo que participou do projeto, de modo a poderem participar das eleições neste ano. A ideia inicial do grupo era deixar o PSB assim que a Rede se torne um partido legal.

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Essa fonte classificou a reunião como delicada, mas afirmou que ao final houve um clima de união. Numa das reuniões, segundo relato de outra fonte, o clima foi de comoção e muitos ainda choraram ao lembrar de comentários e momentos com Eduardo Campos, presidenciável do PSB que morreu em um acidente aéreo há uma semana.

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