Petista Agnelo Queiroz vira alvo coletivo em debate no Distrito Federal

Por Wilson Lima - iG Brasília |

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Questionamentos sobre impugnação de Arruda (PR) ficaram em 2º plano. Adversários disseram que o DF vive 'apagão de gestão'

Em um debate morno, o governador do Distrito Federal (DF), Agnelo Queiroz (PT), foi o alvo preferencial dos adversários durante o debate entre os candidatos ao Palácio do Buriti, realizado na noite desta terça-feira, pela TV Bandeirantes. Participaram do debate, além do governador do DF, o ex-governador José Roberto Arruda (PR), o senador Rodrigo Rollemberg (PSB), o deputado federal Luiz Pitman (PSDB) e o servidor público Toninho do Psol (PSOL).

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Agência Brasil
O governador do Distrito Federal (DF), Agnelo Queiroz (PT)

Inicialmente, esperava-se que os ataques da noite fossem dirigidos ao ex-governador Arruda, que teve sua candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do DF por conta da sua condenação na 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federa (TJDFT) por envolvimento no escândalo conhecido como “Mensalão do DEM”. Após essa condenação, Arruda foi considerado ficha suja pelos desembargadores do TRE-DF.

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No entanto, quatro candidatos ao governo do DF dirigiram ataques diretos a Agnelo e classificaram o governo petista no Distrito Federal como um “apagão de gestão”. As menções à impugnação de Arruda ficaram em segundo plano, ao contrário do que vinha ocorrendo em outros debates. Em apenas dois momentos, em quase duas horas de debate, houve citações à Operação Caixa de Pandora, desbaratada pela Polícia Federal em 2009, que resultou na descoberta do “Mensalão do DEM” e na prisão de Arruda em 2010, ou ao indeferimento da candidatura do ex-governador.

Logo no início do debate, Rollemberg, Arruda e Pitman criticaram a estrutura governamental petista, considerada por eles como “inflada demais”. Hoje, o governo do DF tem aproximadamente 40 secretarias. Rollemberg, Arruda e Pitman querem reduzir o número de secretarias para em torno de 20. “Precisamos de um choque de gestão. É impossível trabalharmos com 38 secretarias. Temos de diminuir para a metade essas secretarias”, disse o tucano.

Agnelo também foi criticado nas áreas da segurança pública, na área da educação e também da mobilidade urbana. Apesar de o governador ter anunciado o prolongamento do metrô do Distrito Federal para regiões como a Asa Norte e a cidade satélite de Samambaia, seus adversários classificaram o anuncio como “tardio”. “Esse é um exemplo do apagão de gestão. Foram necessários quatro anos para ter apenas o projeto”, criticou Rollemberg.

Até mesmo a destruição de uma praça de skate na cidade satélite de Taguatinga foi alvo de críticas dos adversários. No início de agosto, o governo do DF derrubou uma praça em Ceilândia sob a justificativa de reduzir a criminalidade no local. “O que o governo fez foi como a história do jumento com piolho. Ou você mata o jumento ou você mata o piolho. O governo matou o jumento”, ironizou Pitmann.

Antes alvo preferencial dos adversários, o ex-governador Arruda não teve muitas dificuldades em dar explicações sobre a operação “Caixa de Pandora”. No início do debate, ele foi incitado a explicar as acusações de envolvimento no escândalo do “Mensalão do DEM” e classificou as acusações como “mentirosas”, afirmando que tem explicado tudo em um blog lançado há aproximadamente um mês chamado “golpe de 2009”. E a segunda menção ao “Mensalão do DEM” no debate foi durante uma intervenção do governador do DF quando ele afirmou que não existia mais no DF as “práticas já conhecidas e reveladas pela Operação Caixa de Pandora”.

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