Conselho de Ética aprova pedido de cassação do mandato de André Vargas

Por Agência Brasil |

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Deputado Júlio Delgado havia recomendado no dia 5 a punição contra Vargas, investigado por manter relações com doleiro

Agência Brasil

Por unanimidade, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) o pedido de cassação do mandato de André Vargas (sem partido-PR).

Em plenário: Parecer sobre perda de mandato de André Vargas será votado em setembro

Alan Sampaio / iG Brasília
André Vargas (PT-PR)

Maio: PT pede mandato de André Vargas ao TSE por desfiliação partidária

O relatório do deputado Júlio Delgado (PSB-MG) foi apresentado no dia 5 recomendando a punição do parlamentar investigado por manter relações com o doleiro Alberto Youssef e por intermediar, com o Ministério da Saúde, contratos em favor do laboratório Labogen, de Youssef.

O doleiro foi preso em março pela Polícia Federal, na Operação Lava Jato, por participação em esquema de lavagem de dinheiro.

Delgado esperava ter aprovado o parecer no início do mês, mas o pedido de vista por quatro parlamentares adiou a a análise do caso por duas sessões do plenário. A expectativa era de que o parecer fosse votado somente em setembro. Com a decisão desta quarta, Vargas pode recorrer em cinco dias úteis à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com efeitos suspensivos.

O ex-deputado garantiu, no colegiado, que não houve quebra de decoro e antecipou, no início deste mês, que vai recorrer à Comissão de Constituição e Justiça e também ao Supremo Tribunal Federal (STF) por considerar que houve cerceamento de seu direito de defesa.

No início da tarde, para tentar ganhar tempo e formar o quórum mínimo de 11 parlamentares presentes, o colegiado inverteu a ordem da pauta e antecipou o depoimento do gerente da agência da Caixa Econômica Federal no Anexo 4 da Câmara dos Deputados, Douglas Alberto Bento.

Bento não pôde dar detalhes solicitados pelos parlamentares sobre as contas do deputado Luiz Argôlo (SDD-BA), que está sendo investigado pelo conselho, e de seu chefe de gabinete, Vanilton Bezerra. O gerente, que foi indicado como testemunha pela defesa de Argôlo, alegou sigilo bancário e negou manter relações pessoais com o parlamentar.

A falta de esclarecimentos desatou críticas e acusações de que a defesa do parlamentar investigado estaria protelando o caso. O relator do processo contra Argôlo, deputado Marcos Rogério (PDT-RO), decidiu convidar, pela última vez, as testemunhas de defesa que ainda não compareceram e marcou para o dia 2 de setembro a próxima reunião sobre o caso. A instrução seguirá até o dia 10 de setembro e, em seguida, será apresentado o relatório para que o colegiado vote.

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