Em Dourados, Aécio Neves diz que agronegócio será prioridade

Por Agência Brasil |

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Setor deve ser visto como alavanca para o País e precisa estar aliado a obras de infraestrutura estratégicas, afirma candidato

Agência Brasil

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, teve atos de campanha nesta terça-feira (19) em Dourados (MS). Acompanhado de candidatos do partido, como Reinaldo Azambuja, que disputa o governo de Mato Grosso do Sul, Aécio disse a produtores e empresários locais que priorizará o agronegócio caso seja eleito. Segundo ele, o setor deve ser visto como uma alavanca para o País e precisa estar aliado a obras de infraestrutura estratégicas.

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“Ou nós valorizamos o agronegócio brasileiro ou o Brasil começará a colher resultados negativos”, disse. Segundo o candidato, o problema do produtor ocorre “da porteira para fora”, com falta planejamento e estrutura como estradas, ferrrovias e portos. “O Brasil virou um grande cemitério de obras inacabadas”, disse, ao criticar o atual governo.

Na CNA: Aécio Neves promete 'superministério da Agricultura'

O tucano, que tem defendido um enxugamento da máquina administrativa federal, prometeu uma redução do número de ministérios pela metade. Ele não apontou quais pastas seriam cortadas, mas confirmou que vai criar uma espécie de superministério da Agricultura. “Um ministério que atuará no mesmo nível do Ministério da Fazenda, que terá interlocução com o Ministério da Infraestrutura na definição dos investimentos em logística e infraestrutura, que será ocupado por pessoas representativas do setor e não estará mais sujeito a esse loteamento político a que vem sendo submetido ao longo dos últimos anos.”

Aécio também defendeu maior autonomia para Estados e municípios. “Os municípios não conseguirão atender suas demandas mínimas se nós não votarmos rapidamente a agenda da federalização. Ao longo dos últimos anos, vemos uma concentração cada vez maior de receitas nas mãos da União, criando essa dependência.”

Ainda em Dourados, o candidato disse que o Ministério da Justiça seria transformado em Ministério da Segurança Pública e Justiça, “com proibição de contingenciamento de recursos, com política de parceria com Estados e uma modernização do Código Penal e Código de Processo Penal para que a impunidade não continue sendo estímulo para criminalidade”.

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