Datafolha traz números ruins, mas melhora da aprovação é boa notícia para Dilma

Por Reuters |

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Crescimento da aprovação é 'ainda mais importante do que a intenção de voto neste estágio da campanha', afirma analista

Reuters

Apesar de uma nova pesquisa eleitoral mostrar que a presidente Dilma Rousseff (PT) repentinamente enfrenta uma estrada mais difícil de reeleição, ela também viu uma forte recuperação nos índices de aprovação de seu governo e apoio resiliente de eleitores no que deverá ser provavelmente o período mais emocional e volátil da campanha.

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A sondagem Datafolha, a primeira desde a trágica morte do presidenciável Eduardo Campos (PSB) em um acidente de avião na semana passada, foi divulgada na madrugada desta segunda-feira e mostra um empate técnico no caso de um segundo turno entre Dilma e a provável substituta de Campos, a ex-senadora e ambientalista Marina Silva.

Dilma Rousseff,  candidata à reeleição  pelo PT, durante dia de campanha em Ribeirão das Neves, em Minas Gerais (22/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff faz campanha em São Paulo ao lado dos petistas Alexandre Padilha, candidato ao governo, e Eduardo Suplicy, candidato ao Senado (20/9). Foto: Paulo Pinto/AnaliticaDilma faz campanha ao lado de Marcelo Crivella, candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PRB, em Duque de Caxias (19/9)
. Foto: Ichiro Guerra/PTDilma posa para fotos durante campanha em Campinas, em São Paulo (17/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma tem dia de campanha em Campinas, interior de São Paulo, com carreata e encontro com intelectuais (17/9). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma Rousseff, ao lado de Marina Silva e Aécio Neves, no debate na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, na cidade paulista de Aparecida (16/09). Foto: DIVULGAção/PSBEvento no Rio de Janeiro reúne artistas e intelectuais em apoio a Dilma Rousseff (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasCantora Alcione cumprimenta Dilma no evento 'artistas de coração valente' (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasAtor Chico Diaz também apoia a candidatura de Dilma Rousseff à reeleição (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasTeólogo Leonardo Boff, Dilma, Lula e a economista Maria da Conceição Tavares em ato de apoio à Presidente (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasDilma faz discurso diante de artistas em evento no Rio de Janeiro (15/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasLindberg Farias, candidato do PT ao governo do Rio, também participa de encontro com artistas a favor de Dilma (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasDilma vai ao lançamento do Livro “Um país chamado favela”, no Rio de Janeiro, e arrisca passos de funk com membros da comunidade (15/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma também acompanhou apresentação de capoeira na comunidade carioca (15/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff posa ao lado de jovens no lançamento do Livro “Um país chamado favela”, no Rio de Janeiro (15/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma tem encontro com juventude em Belo Horizonte, Minas Gerais (13/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff participa de ato Público com Movimentos Negros, em Nova Lima, em Minas Gerais (13/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff sai em carreata em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, ao lado de Lindgerb Farias, candidato ao governo do estado pelo PT (12/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasDilma Rousseff (PT) é entrevistada por Tales Faria, publisher e vice-presidente editoral do iG, e Amanda Klein, apresentadora do RedeTV! News (11/09). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma tratou das denúncias sobre um suposto esquema de pagamento de propina na Petrobras. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaPresidente atribuiu à adversária Marina Silva (PSB) problemas no andamento de usinas de Jirau e Santo Antonio . Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaCartazes para Dilma Rousseff são exibidos durante comício em Belém, no Pará (10/9). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaLula participa de comício de Dilma Rousseff em Belém, no Pará (10/9). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaDepois do desfile de 7 de setembro, Dilma se reúne com juventude no Palácio da Alvorada (7/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Presidente Dilma Rousseff chega para o início do desfile pelo dia 7 de Setembro no DF (7/9). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIADilma Rousseff posa para fotos visita o Residencial Cidade Jardim, construído pelo Minha Casa Minha Vida, em Fortaleza (6/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma ganha miniatura de taxi em encontro com taxistas em São Paulo (6/9). Foto: Ichiro Guerra/PTOs candidatos Dilma Rousseff e Alexandre Padilha participam de encontro com mulheres em São Paulo (6/9). Foto: Paulo Pinto/ AnalíticaLula coloca chapéu em Dilma durante comício no Recife (4/9). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaAo lado do ex-presidente Lula, a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) participou de carreata em São Bernardo do Campo, em São Paulo (02/09). Foto: Divulgação/PTAmbos com o chapéu do Corinthians, Dilma e Lula fazem carreata em São Bernardo do Campo, nesta terça-feira (02). Foto: Divulgação/PTDilma Rousseff participa de encontro com prefeitos paulistas em Jales, no interior de São Paulo (30/8). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma Rousseff visita a Casa de Cultura do Pelourinho, em Salvador, e se arrisca ao lado de ritmistas (29/8). Foto: Ichiro Guerra/PTCandidata do PT à reeleição para a Presidência da república, Dilma Rousseff, visita a escola Senai Simatec, em Salvador (29/8). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma Rousseff participa de encontro com trabalhadores da agricultura, em Brasília, nesta quinta-feira (28). Foto: Divulgação/PTDilma Rousseff chega para debate TV Band, o primeiro dos presidenciáveis nestas eleições (22/08). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressAo lado de Aécio Neves, Dilma cumprimenta Marina Silva no debate da TV Band (26/8). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressCandidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff visita vistoria obras da transposição do Rio São Francisco com ex-presidente Lula (21/08). Foto: Divulgação/PTDilma faz uma refeição durante visita à Usina Hidroelétrica Santo Antônio, em Porto Velho (19/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13No Palácio da Alvorada,  Dilma Rousseff é entrevistada por Willian Bonner e Patrícia Poeta para o Jornal Nacional (18/08). Foto:  Globo/ Gabriel SoutoPresidente Dilma Roussef, Lula e outros políticos vão ao velório de Eduardo Campos e vítimas de acidente aéreo (17/8). Foto: Ricardo Moraes/ReutersDilma Rousseff cumprimenta Marina Silva, que era candidata à vice na chapa de Eduardo Campos (17/8). Foto: Ricardo Moraes/ReutersDilma Rousseff cumprimenta o presidenciável pelo PSDB Aécio Neves no velório de Eduardo Campos e vítimas do acidente aéreo (17/8). Foto: Paulo Whitaker/ReutersPresidente Dilma Rousseff conforta filhos de Eduardo Campos durante velório na manhã deste domingo na sede do governo de Pernambuco (17/8). Foto: Ricardo Moraes/ReutersDilma Rousseff faz pronunciamento sobre a morte de Eduardo Campos em Brasília, nesta quarta-feira (13). Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil)Presidente e candidata à releição Dilma Rousseff visita trecho da Ferrovia Norte-Sul, na cidade goiana de Anápolis (11/08). Foto: Divulgação/PTDilma e Padilha, candidato ao governo de São Paulo, fazem encontro com juventude na capital paulista (11/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Presidente Dilma Rousseff durante entrevista para RBS (11/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff conversa com jornalistas em Brasília no Palácio da Alvorada (10/8). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIADilma faz carreata ao lado de Padilha, candidato ao governo de São Paulo, pelas ruas de Osasco e aproveita para comer um cachorro-quente (9/8). Foto: Ichiro Guerra/PTComitiva do PT em carreata por Osasco. Na foto aparecem Dilma, Padilha, Marta e Eduardo Suplicy (9/8). Foto: Paulo Pinto/AnaliticaDilma visita ferrovia em Iturama, Minas Gerais (8/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff participa de ato de sindicalistas em apoio a sua candidatura, em São Paulo (7/8). Foto: Futura PressDilma durante ato com sindicalistas da CUT, UGT, CTB, NCST, CSB e Força Sindical (7/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff participa de encontro e sabatina da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (6/8). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma Rousseff visita sas obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira (PA)em semana se campanha (5/8). Foto: Ichiro Guerra/Fotos PúblicasDilma almoça na Usina de Belo Monte (5/8). Foto: Ichiro Guerra/Fotos PúblicasEm campanha pela reeleição à Presidência, Dilma visita obra em Belo Monte e posa para fotos e as tradicionais selfies com operários (5/8). Foto: Ichiro Guerra/Fotos PúblicasPresidente Dilma Rousseff é vista durante visita à Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Jardim Jacy, em Guarulhos (4/8). Foto: Ichiro Guerra/PTPerfil de Dilma Rousseff no Instagram. Foto: Instagram/dilmarousseffDilma Rousseff usa suas contas em outras redes sociais, como o Facebook, para anunciar a entrada no Instragram (4/8). Foto: Facebook/Dilma RousseffAo lado de Lula, Dilma participa do lançamento da campanha de Josué Alencar, candidato ao Senado Federal pelo PT (1/8). Foto: Ichiro Guerra/PTPose para foto ao lado de eleitores no lançamento da campanha de Josué Alencar ao Senado. Foto: Ichiro Guerra/ PTCom candidato do PT em São Paulo, Alexandre Padilha (D), presidente Dilma Rousseff, participa da 14ª Plenária da CUT, em Guarulhos (31/7). Foto: Futura PressA presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, participa da 14ª Plenária Nacional da Central Única dos Trabalhadores (31/7). Foto: Futura PressPresidente Dilma Rousseff é vista em palco durante evento da CUT em Guarulhos (31/7). Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGPresidente Dilma Rousseff sorri durante encontro com empresários promovido pela CNI em Brasília (30/7). Foto: Ichiro Guerra/PTPresidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, participa de encontro com empresários na CNI (30/7)
. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma tem encontro com prefeitos em churrascaria em São João de Miriti, no Rio de Janeiro (24/7). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma presta homenagem a Neymar, que sofreu uma fratura na 3ª vértebra lombar e acabou fora da Copa do Mundo (7/7). Foto: Reprodução/InstagramAo lado de Lula, Dilma participa da convenção estadual do PT no Paraná. Evento lança a candidatura de Gleisi Hoffmann no Estado (3/7). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaDilma Rousseff discursa na convenção estadual do PT do Paraná, em Curitiba (3/7). Foto: Heinrich Aikawa / Instituto LulaPresidente e candidata à reeleição participa também da convenção estadual do PT da Bahia (27/6). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaDilma cumprimenta baiana em convenção do PT em Salvador (27/6). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaDilma e Lula participam do lançamento da candidatura de Rui Costa (esquerda) ao governo da Bahia (27/6). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaJorge Wagner, atual governador da Bahia, também sobe ao palanque ao lado de Rui Costa, Lula e Dilma (27/6). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaPROS (Partido Republicano da Ordem Social) anuncia apoio à candidatura a reeleição de Dilma (24/6). Foto: Alan Sampaio / iG Brasília94,5% dos filiados do partido decidem apoiar a reeleição de Dilma (24/6). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma Rousseff discursa na convenção nacional do PROS (24/6). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaPT realiza convenção que homologa a candidatura de Dilma à reeleição em Brasília (21/6). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaEx-presidente Lula participa da convenção do Partido dos Trabalhadores em Brasília (21/6). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaMichel Temer, candidato a vice na chapa de Dilma, também marca presença na convenção ao lado da presidente e de Lula (21/6). Foto: Cadu Gomes/DivulgaçãoFesta na convenção do PT que oficializou Dilma como candidata a reeleição para Presidência (21/6). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaLula faz questão de afirmar que não há divergências entre ele e a candidata. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaDilma Rousseff posa para fotos na convenção nacional do PT que oficializa a sua candidatura à reeleição (21/6). Foto: Cadu Gomes/Divulgação

Embora com cautela, os mercados financeiros no Brasil reagiram bem após a pesquisa aparentemente excluir qualquer chance de que Dilma possa evitar um segundo turno e vencer a eleição em 5 de outubro. Muitos investidores não gostam de Dilma e o mercado acionário local subiu nos últimos meses toda a vez que surgiu um novo sinal de que ela pode não ser reeleita.

No entanto, há vários sinais fortes em favor de Dilma na pesquisa Datafolha mais recente, e a moeda brasileira e a Bovespa reduziam o ímpeto inicial desta sessão, com investidores olhando mais atentamente para os números do levantamento.

Datafolha: Aprovação de governo Dilma sobe para 38%

O percentual de eleitores que dizem que o governo Dilma é "bom" ou "ótimo" subiu seis pontos em relação à pesquisa anterior do Datafolha em julho, para 38% agora. Quem disse que o atual governo é "ruim" ou "péssimo" diminuiu seis pontos, para 23%, enquanto aqueles classificando-o como "regular" continuaram em 38%.

"Pelo lado da Dilma, é óbvio ser ruim o fato de ter aumentado a chance de segundo turno. Mas a pesquisa mostra que, por incrível que pareça, a aprovação dela cresceu bem. E acreditamos que essa variável é ainda mais importante do que a intenção de voto neste estágio da campanha", disse à Reuters o diretor para a América Latina da consultoria de risco político Eurasia Group, João Augusto de Castro Neves.

"Depois de vários meses de noticiário negativo para ela, o fato de a popularidade ter aumentado é uma luz no fim do túnel. Foi uma boa notícia para ela", acrescentou. Os índices de aprovação do governo Dilma melhoraram durante um período em que a inflação caiu abruptamente.

Papo na redação: Datafolha mostra empate, mas potencial de Marina é incerto

Seu mandato tem sido marcado por um crescimento econômico fraco e os preços subindo em cerca de 6% ao ano, perto do teto de tolerância da meta do governo, que é de 4,5% com margem de dois pontos para mais ou para menos.

Os oponentes de Dilma têm consistentemente batido na tecla da inflação, mas em julho o IPCA surpreendeu e desacelerou para o menor patamar em quatro anos, com alta de 0,01% no mês. Contribuíram o alívio nos preços de hotéis e passagens aéreas com o fim da Copa do Mundo e a queda nos preços dos alimentos.

O Datafolha começou a fazer sua pesquisa mais recente na quinta-feira (14), um dia após a morte de Campos.

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Desde então, a imprensa local tem feito uma cobertura extensiva do acidente de Campos, ex-governador de Pernambuco que era bem visto por empresários e que aparecia em terceiro lugar na corrida presidencial, com cerca de 8% das intenções de voto. O socialista era amplamente visto como um dos mais brilhantes jovens políticos do Brasil e, provavelmente, habilitado a montar uma campanha forte para presidente em 2018.

Marina, que era vice na chapa encabeçada por Campos, é muito mais conhecida nacionalmente, graças ao seu perfil como uma ativista ambiental e um forte terceiro lugar como candidata presidencial na última eleição em 2010, quando ela obteve perto de 20 milhões de votos, ou quase 20% dos votos válidos.

Agência Brasil
Marina Silva chega à casa da família de Eduardo Campos em Recife (16/8)

Marina pode sustentar a força?

Alguns analistas já esperavam uma aparição forte de Marina nesta pesquisa Datafolha, diante da emoção com a morte Campos.

A ex-senadora aparece na sondagem com 21% dos votos, um ponto à frente do outro principal candidato da oposição, o senador Aécio Neves (PSDB), mas atrás de Dilma, com 36%. Surpreendentemente, Marina não tirou votos de Dilma nem de Aécio, que apareceram com os mesmos percentuais da pesquisa anterior feita pelo Datafolha.

Análise: Candidatura de Marina ameaça primeiro Aécio

Isso significa que o crescimento de Marina de 13% em relação a Campos veio de eleitores que anteriormente tinham dito que estavam indecisos ou votariam em branco ou nulo.

Em um segundo turno, que para analistas agora parece praticamente certo, o Datafolha mostrou Marina com uma vantagem de 47% sobre 43% de Dilma, um empate técnico no limite da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos para mais ou para menos.

Alguns analistas questionam se Marina será capaz de crescer muito nas pesquisas, considerando a relativamente fraca presença de sua coligação em âmbito nacional, fundos de campanha mais modestos e tempo menor para propaganda obrigatória na TV e no rádio, bem como por sua reputação passada de ser uma política de decisões imprevisíveis.

Alguns membros do PSB de Campos também duvidam do compromisso de Marina com a plataforma do partido, o que poderia provocar algumas tensões durante a campanha. A ex-senadora, que concorreu à Presidência como candidata do PV em 2010, tem procurado minimizar essas preocupações.

Desafio: Marina precisa conciliar atritos e cobranças dentro da coligação do PSB

Marina tentou fundar um novo partido no ano passado chamado Rede Sustentabilidade, mas não conseguiu registrar assinaturas suficientes a tempo para a eleição de 2014. Ela surpreendeu o mundo político brasileiro com a decisão de apoiar Campos, cuja plataforma do partido diferia muito do dela.

Aécio e o PSDB têm uma base nacional muito mais forte do que a coligação apoiando a candidatura de Marina. Mas a pesquisa divulgada nesta segunda-feira mostrou o apoio ao tucano diminuindo no caso de um segundo turno contra Dilma, quebrando uma sequência de pelo menos quatro sondagens em que ele reduzia a distância para a presidente.

Em um segundo turno entre Dilma e Aécio, a petista aparece com 47% contra 39% do tucano. O Datafolha ouviu 2.843 eleitores em 176 municípios em 14 e 15 de agosto.

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