Entoando orações e hinos religiosos, homens, mulheres e crianças esperam chegada de corpo à sede do governo estadual

Aproximadamente 300 pessoas fazem vigília em frente ao Palácio Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, no Recife. Pernambucanos de todo o Estado aguardam a chegada dos restos mortais do ex-governador Eduardo Campos e de dois membros de sua campanha presidencial - Carlos Percol e Alexandre Severo -, mortos em um acidente de avião na cidade e Santos, litoral de São Paulo, na quarta-feira (13).

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Entoando orações e hinos religiosos, homens, mulheres e crianças se apoiam na grade que separa a Praça da República da entrada do palácio, onde está tudo pronto para o velório, que será realizado durante a madrugada.

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O vendedor Hamilton Araújo, 56, é um deles. Ele saiu às 4h30 da manhã da cidade de Exu, a 750 quilômetros do Recife, para acompanhar a chegada do corpo do ex-governador. Depois de oito horas de viagem, instalou-se em frente ao palácio, de onde não pretende "arredar pé". "Vou fazer vigília até ele ser enterrado. Aí vou-me embora."

Determinação semelhante tem a aposentada Elisabeth Sousa, de 65 anos. "Fã número um" de Campos, entrou em um ônibus no bairro de Boa Viagem e chegou às 19h30 para a vigília. Uma hora depois apareceu o filho com uma blusa e um banco. Mais bem instalada, pretende ficar até o fim da madrugada, quando planeja voltar para casa para descansar antes de retornar para o enterro, previsto para as 17h. "Tomei um choque quando soube de sua morte. É como se ele fosse parte da minha família."

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A estudante Raíssa Suelen, 21, levou os pais e a irmã para a vigília. Chegou às 21h, vai passar toda a madrugada e depois voltar para o enterro. "Acho que ele não vencia nesta eleição, mas era esperança para a próxima."

Enquanto os eleitores alternam orações com o hino nacional, alguns vendedores aproveitam para comercializar bolo, café e camisetas com a imagem de Campos.

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Mas quem chamava mesmo a atenção era o sósia do ex-presidente Lula, Felisberto Beto (56). Cabeleireiro de profissão, tingiu os cabelos e a barba de branco e, imitando os trejeitos e a voz do petista, tentava vender seus CDs (R$ 5) e DVDs (R$ 10). "Também sou cantor. Um dia Campos me viu cantar e disse que eu tinha um gogó de aço."

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