Com Marina, programa de TV do PSB terá homenagem a Campos e vítimas do acidente

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Em reunião que decidiu tom da campanha, Marina aceitou sair candidata e autorizou consulta formal a instâncias regionais

Preocupados em resolver o conteúdo do primeiro programa eleitoral, a ser exibido na próxima terça-feira (19), a alternativa encontrada pela campanha socialista, após a morte de Eduardo Campos, foi prestar uma homenagem ao ex-governador pernambucano e aos quatro assessores da campanha que morreram com ele no acidente aéreo ocorrido na última quarta-feira (13), em Santos, no litoral paulista.

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Parte do material que já havia sido gravado para a estreia do horário eleitoral será editada, para aproveitar o diálogo entre ele e a agora provável candidata ao Palácio do Planalto Marina Silva. Nas imagens, Marina apresenta o socialista ao eleitorado e vice-versa. O programa do PSB terá diariamente dois minutos e três segundos .

Alice Vergueiro/Futura Press
Marina Silva deve conduzir horário eleitoral socialista que terá homenagem a Eduardo Campos


Marina poderá ter que gravar, no final de semana, uma rápida fala sobre os dias de campanha ao lado de Campos e sobre a tragédia que interrompeu a corrida da dupla pela Presidência da República.

João Henrique, 20 anos: o sucessor político, e de sangue, de Eduardo Campos

O novo formato do programa eleitoral foi definido na sexta-feira (15), após a cúpula do partido se reunir para dar início às negociações para a recomposição da chapa. Na ocasião, Marina também autorizou uma consulta formal a instâncias regionais sobre sua candidatura.

A área de marketing estava apreensiva com a indefinição sobre a chapa, aliada ao prazo apertado para o início do horário eleitoral. Até o fim da tarde da quinta-feira (14), o marqueteiro da campanha, Diego Brandy, aguardava ansiosamente uma resposta do comando partidário. “Estou de mãos atadas”, disse Brandy ao iG, na ocasião. Internamente, algumas alas do partido chegaram a sugerir que ela gravasse o programa como candidata e o deixasse na gaveta, para o caso de a decisão ser formalizada antes da estreia na TV.

Veja momentos da trajetória política de Eduardo Campos: 

Dilma Rousseff e Eduardo Campos durante vistoria às obras do lote 13 e do canal de aproximação do Rio São Francisco. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Reunião com Campos e Fernando Coelho. Foto: Palácio do PlanaltoDilma Rousseff, Lula e Eduardo Campos, durante a campanha de 2012. Foto: DivulgaçãoCampos rompeu com o governo neste ano e foi oficializado candidato do PSB à Presidência em junho (28/6). Foto: Humberto PraderaEduardo Campo e Marina Silva registram candidatura à Presidência (3/7). Ele deixou o governo de Pernambuco em abril deste ano. Foto: Reprodução/Facebook oficial PSBMaterial de campanha de Eduardo Campos, candidato à Presidência. Marina Silva era a vice em sua chapa. Foto: Ueslei Marcelino/ReutersCampos comemora aniversário de 49 anos durante caminhada de campanha em Arapiraca- AL.   (8/8/2014). Foto: PSBEduardo Campos foi eleito governador de Pernambuco em 2006 e reeleito em 2010. Foto: Ana Carolina Dias, iG PernambucoO governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, veio a São Paulo para encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaEduardo Campos postou uma imagem ao lado do pai, Maximiano Campos, no dia dos pais. Foto: Facebook/Eduardo CamposEduardo Campos e a família durante missa. Ele deixa mulher e cinco filhos  (10/8). Foto: Facebook/Eduardo CamposEduardo postou na sua página no Facebook uma foto no nascimento de seu filho. Miguel nasceu com síndrome de down (29/1/2014). Foto: Facebook/Eduardo CamposEduardo Campos ao lado da família. Foto: ReproduçãoAo lado de Lula, Campos e a família velam o corpo de Miguel Arraes, avô do político, em Recife (14/8/2005). Foto: Ricardo Stuckert/PRCampos comemora com governadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) e com Lula a escolha do Brasil como sede da Copa (Zurique - 30/7/2007). Foto: Ricardo Stuckert/PRLula cumprimenta Eduardo Campos, que assume como ministro de Ciências e Tecnologia (23/1/2014). Foto: Ricardo Stuckert/PRCampos foi aliado de Lula durante seu governo e seguiu ao lado do PT até meados de 2013. Foto: Ricardo Stuckert/PREduardo Campos, ministro de Ciências e Tecnologia (2004), conversa com José Dirceu, ministro da Casa Civil na época. Foto: José Cruz/ABr Eduardo Campos, presidente do PSB e governador de Pernambuco (2006-2010), acompanha discurso do ministro da Educação Aloizio Mercadante. Foto: Antonio Cruz/ABrLula, na época Presidente, recebe governadores, entre eles Eduardo Campos, que comandou Pernambuco de 2006 a 2014. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

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Mas, de acordo com interlocutores do partido, a homenagem às vítimas na TV foi a solução encontrada para preencher o horário eleitoral, independentemente de uma definição formal sobre a montagem da nova chapa presidencial. Os dirigentes do PSB têm evitado falar publicamente sobre as perspectivas políticas e alegam que só após o enterro dos corpos os rumos políticos serão discutidos.

Com o primeiro programa já definido, o partido ganhou tempo para fazer o anúncio após o enterro das vítimas e antes do segundo programa, que vai ao ar na quinta-feira (21), que poderá trazer Marina já como candidata a presidente.

A definição política sobre a nova configuração só começou a ganhar corpo na tarde de sexta-feira com as consultas aos diretórios regionais do PSB sobre a aceitação do nome de Marina como cabeça de chapa e sobre o nome do partido que deverá assumir como vice.

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