Diretor diz que trabalho é muito complexo porque corpos estão muito fragmentados. Vítimas serão identificadas por DNA

Desde a chegada de três veículos do Instituto Médico Legal (IML) com restos mortais do candidato à Presidência Eduardo Campos e mais seis pessoas, mortos em acidente aéreo em Santos (SP) , ao menos 50 peritos de São Paulo trabalham na identificação dos corpos. Ainda assim, segundo o diretor do instituto Ivan Mizarra, não há prazo para a liberação dos corpos das vítimas. 

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Mizarra explicou ainda que os peritos buscam comparar os restos mortais por meio de combinações genéticas e que está sendo um trabalho muito complexo porque os corpos estão bastante fragmentados. Familiares das vítimas, do piloto Marcos Martins e do assessor Pedro Albuquerque Valadares Neto, foram pessoalmente ao IML fornecer material genético para acelerar o processo de identificação. Toda a estrutura do instituto foi direcionada para concluir o caso. 

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No caso de Campos, o dentista do político disponibilizou uma radiografia da arcada dentária. "O trabalho [de identificação] está sendo feito o mais rápido possível para que a dor da família não se prolongue por mais tempo", disse o diretor na porta do instituto aos jornalistas. De acordo com ele, 50 pessoas entre legistas, peritos e técnicos, com acompanhamento da Polícia Federal, participam do trabalho, iniciado ontem à noite.

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O deputado federal Beto Albuquerque, líder da bancada do PSB na Câmara dos Deputados, esteve pela manhã no IML e disse que recebeu informação de que "o prazo mais otimista" para concluir os trabalhos é sábado. O candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também esteve no local.

Ex-ministro Alexandre Padilha foi ao IML nesta manhã, em São Paulo
Ana Flávia Oliveira/ iG São Paulo
Ex-ministro Alexandre Padilha foi ao IML nesta manhã, em São Paulo

"Sempre tive muito contato com o Campos, na época em que eu era ministro do Lula e ele também. Quando o começou o governo de Pernambuco eu era o ministro responsavel por acompanhar as cidades. Campos é um irmão para mim, como se fosse um irmão mais velho", lamentou o político. 

O acidente

A colisão ocorreu na quarta-feira (13), em Santos, quando o avião refazia os procedimentos para pouso no município vizinho de Guarujá, após arremeter na primeira tentativa, por mau tempo. Além de Campos, morreram Pedro Valadares, assessor direto; Carlos Augusto Percol, assessor de imprensa; Marcelo Lira, cinegrafista; e Alexandre Severo, fotógrafo oficial, além dos pilotos da aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, Marcos Martins e Geraldo da Cunha.

*com Agência Brasil

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