Informações preliminares tendem a ser concluídas nos próximos dois meses, mas análise definitiva deve se prolongar

As investigações sobre as causas do acidente com a aeronave Cessna 560 XL em Santos, no litoral de São Paulo, na qual estava o ex-governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos (PSB), tendem a se estender por pelo menos um ano, conforme fontes ligadas ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) contatados pelo iG .

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O processo de apuração sobre as causas do acidente começaram na tarde desta quarta-feira e, segundo o Comando da Aeronáutica, a caixa preta do avião chegou à meia noite em Brasilia e já foi encaminhada para o Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (LABDATA) do Cenipa. Segundo a Aeronáutica, já foi iniciado o processo de “desmontagem para o acesso à memória interna e avaliação das condições de leitura dos dados.”

Além disso, os demais destroços da aeronave já estão sendo coletados para avaliação dos investigadores. Segundo a Aeronáutica, apenas durante as investigações será definido o destino das peças para análises e pesquisas. Técnicos do Cenipa ainda coletam destroços da aeronave.

Ao todo, vinte peritos estão em Santos no trabalho inicial de investigação. Oito técnicos do Cenipa e outros 12 da Polícia Federal (PF). Os peritos do Cenipa se concentram na análise técnica do acidente e os membros da PF buscam informações sobre as responsabilidades criminais do acidente.

A expectativa inicial é que o relatório preliminar seja divulgado nos próximos dois meses. Mas o relatório final deve demorar no mínimo um ano para ser concluído pelas estimativas mais otimistas de fontes ligadas ao Cenipa. A tendência é que a investigação dure em torno de dois anos.

Historicamente, a investigação de acidentes aéreos é um processo considerado longo e penoso. As investigações sobre o acidente com o vôo 3054 da TAM em Congonhas, em 2007 e que resultou na morte de 199 pessoas, por exemplo, demorou um ano e dez meses. O relatório final do acidente com o voo 1907 da Gol, ocorrido em 2006 com 154 mortos, demorou dois anos e meio para ser divulgado.

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