Corpos foram mutilados com o impacto da queda. Polícias civil, federal e Aeronáutica instauraram inquéritos e apuram causas

Agência Brasil

À frente de uma das investigações da queda do avião em Santos , que levava o candidato e ex-governador Eduardo Campos, o delegado da Polícia Civil e diretor do Deinter-6 de Santos, Aldo Galeano, disse nesta quarta-feira (13) que será necessário exames de DNA para identificação das vítimas do acidente aéreo.

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De acordo com o delegado, além da Polícia Civil, a Polícia Federal e Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também instauraram inquéritos para apurar as causas do acidente, que ocorreu na manhã de hoje .

A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino a Guarujá, no litoral paulista. De lá, Campos e sua comitiva iriam para Santos para cumprir agenda de campanha. Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave. Além do político, seis pessoas morreram no acidente.

Segundo Galeano, grande parte dos destroços foi recolhida e enviada para análise em São Paulo e as turbinas da aeronave vão ser avaliadas em São José dos Campos (SP). As polícias federal e estadual irão acompanhar as análises, disse o delegado.

Profissional do IML busca restos mortais em casas atingidas pela aeronave, em Santos (13/08)
Nara Assunção/ Jornal Boqnews
Profissional do IML busca restos mortais em casas atingidas pela aeronave, em Santos (13/08)

“Ele [ avião ] arremeteu quando estava pousando na Base Aérea e veio para cima de Santos e acabou acontecendo este fato trágico. O que supomos é que o piloto achou uma área que tinha um quintal, um bambuzal, perto de uma piscina, uma área bastante aberta e tentou fazer o pouso, só que o avião explodiu”, disse, acrescentando que a dúvida é se a explosão ocorreu no ar ou no solo.

O delegado participou das investigações do acidente envolvendo o avião da TAM, em 2007. Galeano estima que a perícia deve durar de 30 a 40 dias. Já o capitão do Corpo de Bombeiros de São Paulo, Marcos Palumbo, disse que, por enquanto, a chuva não está atrapalhando o trabalho, pois a equipe está buscando material dentro das casas, prédio comerciais.

“O ponto de impacto e onde os destroços foram distribuídos é uma área muito grande e isso dificulta o trabalho, porque a gente precisa fazer a busca por peças que podem ajudar o Cenipa e também a localização dos corpos”.

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