Restos mortais de ex-governador e equipe foram recebidos em SP. Exames de DNA serão realizados durante toda madrugada

Ao menos dez peritos do Instituto Médico Legal (IML), de São Paulo, já começaram a trabalhar na identificação dos corpos das sete vítimas do acidente aéreo de Santos, entre elas o candidato à Presidência Eduardo Campos, quatro assessores e os pilotos, nesta quarta-feira (13) à noite. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o IML recebeu parte dos restos mortais às 20h. 

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Veículo que transportou restos mortais de Eduardo Campos deixa na noite desta quarta-feira (13) o Instituto Médico Legal Central, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo
Taba Benedicto/Futura Press
Veículo que transportou restos mortais de Eduardo Campos deixa na noite desta quarta-feira (13) o Instituto Médico Legal Central, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo

O jato particular do candidato caiu no bairro Boquerão, no litoral paulista, nesta manhã. Quatro peritos da Polícia Federal estão dando apoio aos trabalhos de identificação, explicou em nota o órgão de segurança. Durante toda a madrugada, serão realizados exames de DNA pelos dez peritos criminais do Instituto de Criminalística (IC), especialistas em genética forense. 

Investigação

À frente de uma das investigações da queda do avião em Santos, que levava o candidato Eduardo Campos, o delegado da Polícia Civil e diretor do Deinter-6 de Santos, Aldo Galeano, disse hoje (13) que será necessário exames de DNA para identificação das vítimas do acidente aéreo.

Segundo Galeano, grande parte dos destroços foi recolhida e enviada para análise em São Paulo e as turbinas da aeronave vão ser avaliadas em São José dos Campos (SP). As polícias Federal e Estadual irão acompanhar as análises, disse o delegado.

“Ele [ avião ] arremeteu quando estava pousando na Base Aérea e veio para cima de Santos e acabou acontecendo este fato trágico. O que supomos é que o piloto achou uma área que tinha um quintal, um bambuzal, perto de uma piscina, uma área bastante aberta e tentou fazer o pouso, só que o avião explodiu”, disse, acrescentando que a dúvida é se a explosão ocorreu no ar ou no solo.

O delegado participou das investigações do acidente envolvendo o avião da TAM, em 2007. Galeano estima que a perícia deve durar de 30 a 40 dias.

*com Agência Brasil


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