Presidente fez pronunciamento em Brasília e decretou luto oficial de três dias

Em Brasília, a presidente Dilma Rousseff (PT) fez um rápido pronunciamento na tarde desta quarta-feira (13) a respeito da morte do presidenciável Eduardo Campos (PSB), num acidente aéreo na cidade paulista de Santos.

“Gostaria de dar os mais profundos pêsames à família de Eduardo Campos, a mãe Ana Arraes, a mulher Renata e sua grande família. Eu quero dizer que o Brasil inteiro está sentindo a morte de um jovem político promissor. Essa morte entristeceu todo o Brasil”, falou a presidente em seu pronunciamento.

Dilma Rousseff faz pronunciamento sobre a morte de Eduardo Campos em Brasília, nesta quarta-feira (13)
Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil)
Dilma Rousseff faz pronunciamento sobre a morte de Eduardo Campos em Brasília, nesta quarta-feira (13)

Dilma citou também o fato de Campos ser neto de Miguel Arraes, histórica liderança política brasileira e também ex-governador de Pernambuco, assim como o falecido candidato do PSB. “Ele estava seguindo os passos do avô”, declarou ela.

A presidente disse ainda que Campos tinha potencial para galgar os mais altos postos da política no Brasil.

Segundo Dilma, o fato de estarem em campos opostos na corrida presidencial não impediu que eles tivessem uma relação cordial.Lembrando que os dois foram ministros do governo Lula, Dilma contou que sempre foi bem recebida pela família de Campos quando esteve em Pernambuco.

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“Nós seres humanos somos afetados pela fragilidade da vida, mas também pelo exemplo que as pessoas deixam”, prosseguiu a presidente, que decretou luto oficial de três dias e cancelou toda a sua agenda de campanha neste período.  

A presidente ainda confirmou que vai participar do funeral, que deve ser realizado em Recife. “Sem sombra de dúvida. Assim que eu souber a data e a hora do velório, estarei lá”, confirmou Dilma. 

Ela se solidarizou  também com as famílias dos quatro assessores que acompanhavam Campos na viagem e dos dois pilotos que também morreram no acidente. 

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Se mostrando abalada, Dilma procurou se referir a Campos e sua família com certa intimidade. Ela disse que tentou falar com a mãe dele, Ana Arraes, pelo telefone, mas não conseguiu porque a ministra do Tribunal de Contas da União estava em trânsito de Brasília para Recife.

“Fui recebida em sua família de forma muito calorosa”, disse Dilma que fez questão de informar que a última vez que esteve com Campos foi no velório do escritor Ariano Suassuna, tio-avô de Renata Campos, mulher do candidato.

“Para além das nossas divergências, mantivemos sempre uma forte relação de respeito mútuo. A última a vez que o vi, foi no funeral de Ariano Suassuna, a quem fui apresentada por Dona Renata. Queria dizer que mantivemos a reiterada relação afetuosa que construímos ao longo da vida”, contou Dilma.

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