“Ele estava seguindo os passos do avô”, declara Dilma sobre morte de Campos

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Presidente fez pronunciamento em Brasília e decretou luto oficial de três dias

Em Brasília, a presidente Dilma Rousseff (PT) fez um rápido pronunciamento na tarde desta quarta-feira (13) a respeito da morte do presidenciável Eduardo Campos (PSB), num acidente aéreo na cidade paulista de Santos.

“Gostaria de dar os mais profundos pêsames à família de Eduardo Campos, a mãe Ana Arraes, a mulher Renata e sua grande família. Eu quero dizer que o Brasil inteiro está sentindo a morte de um jovem político promissor. Essa morte entristeceu todo o Brasil”, falou a presidente em seu pronunciamento.

Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil)
Dilma Rousseff faz pronunciamento sobre a morte de Eduardo Campos em Brasília, nesta quarta-feira (13)

Dilma citou também o fato de Campos ser neto de Miguel Arraes, histórica liderança política brasileira e também ex-governador de Pernambuco, assim como o falecido candidato do PSB. “Ele estava seguindo os passos do avô”, declarou ela.

A presidente disse ainda que Campos tinha potencial para galgar os mais altos postos da política no Brasil.

Segundo Dilma, o fato de estarem em campos opostos na corrida presidencial não impediu que eles tivessem uma relação cordial.Lembrando que os dois foram ministros do governo Lula, Dilma contou que sempre foi bem recebida pela família de Campos quando esteve em Pernambuco.

Veja trajetória política de Eduardo Campos:

Dilma Rousseff e Eduardo Campos durante vistoria às obras do lote 13 e do canal de aproximação do Rio São Francisco. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Reunião com Campos e Fernando Coelho. Foto: Palácio do PlanaltoDilma Rousseff, Lula e Eduardo Campos, durante a campanha de 2012. Foto: DivulgaçãoCampos rompeu com o governo neste ano e foi oficializado candidato do PSB à Presidência em junho (28/6). Foto: Humberto PraderaEduardo Campo e Marina Silva registram candidatura à Presidência (3/7). Ele deixou o governo de Pernambuco em abril deste ano. Foto: Reprodução/Facebook oficial PSBMaterial de campanha de Eduardo Campos, candidato à Presidência. Marina Silva era a vice em sua chapa. Foto: Ueslei Marcelino/ReutersCampos comemora aniversário de 49 anos durante caminhada de campanha em Arapiraca- AL.   (8/8/2014). Foto: PSBEduardo Campos foi eleito governador de Pernambuco em 2006 e reeleito em 2010. Foto: Ana Carolina Dias, iG PernambucoO governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, veio a São Paulo para encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaEduardo Campos postou uma imagem ao lado do pai, Maximiano Campos, no dia dos pais. Foto: Facebook/Eduardo CamposEduardo Campos e a família durante missa. Ele deixa mulher e cinco filhos  (10/8). Foto: Facebook/Eduardo CamposEduardo postou na sua página no Facebook uma foto no nascimento de seu filho. Miguel nasceu com síndrome de down (29/1/2014). Foto: Facebook/Eduardo CamposEduardo Campos ao lado da família. Foto: ReproduçãoAo lado de Lula, Campos e a família velam o corpo de Miguel Arraes, avô do político, em Recife (14/8/2005). Foto: Ricardo Stuckert/PRCampos comemora com governadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) e com Lula a escolha do Brasil como sede da Copa (Zurique - 30/7/2007). Foto: Ricardo Stuckert/PRLula cumprimenta Eduardo Campos, que assume como ministro de Ciências e Tecnologia (23/1/2014). Foto: Ricardo Stuckert/PRCampos foi aliado de Lula durante seu governo e seguiu ao lado do PT até meados de 2013. Foto: Ricardo Stuckert/PREduardo Campos, ministro de Ciências e Tecnologia (2004), conversa com José Dirceu, ministro da Casa Civil na época. Foto: José Cruz/ABr Eduardo Campos, presidente do PSB e governador de Pernambuco (2006-2010), acompanha discurso do ministro da Educação Aloizio Mercadante. Foto: Antonio Cruz/ABrLula, na época Presidente, recebe governadores, entre eles Eduardo Campos, que comandou Pernambuco de 2006 a 2014. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

“Nós seres humanos somos afetados pela fragilidade da vida, mas também pelo exemplo que as pessoas deixam”, prosseguiu a presidente, que decretou luto oficial de três dias e cancelou toda a sua agenda de campanha neste período.  

A presidente ainda confirmou que vai participar do funeral, que deve ser realizado em Recife. “Sem sombra de dúvida. Assim que eu souber a data e a hora do velório, estarei lá”, confirmou Dilma. 

Ela se solidarizou  também com as famílias dos quatro assessores que acompanhavam Campos na viagem e dos dois pilotos que também morreram no acidente. 

Veja mais: 'A imagem que quero guardar de Campos é a da despedida', diz Marina Silva

Se mostrando abalada, Dilma procurou se referir a Campos e sua família com certa intimidade. Ela disse que tentou falar com a mãe dele, Ana Arraes, pelo telefone, mas não conseguiu porque a ministra do Tribunal de Contas da União estava em trânsito de Brasília para Recife.

“Fui recebida em sua família de forma muito calorosa”, disse Dilma que fez questão de informar que a última vez que esteve com Campos foi no velório do escritor Ariano Suassuna, tio-avô de Renata Campos, mulher do candidato.

“Para além das nossas divergências, mantivemos sempre uma forte relação de respeito mútuo. A última a vez que o vi, foi no funeral de Ariano Suassuna, a quem fui apresentada por Dona Renata. Queria dizer que mantivemos a reiterada relação afetuosa que construímos ao longo da vida”, contou Dilma.

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