PT é a causa de parte da rejeição a Haddad

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento* |

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Prefeito paulistano tem baixos índices de aprovação, mas não é principal problema para políticos do partido na Grande SP

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Os baixos índices de aprovação da gestão do prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), não devem atrapalhar os candidatos do PT nas eleições deste ano. Segundo a avaliação de um especialista em pesquisas eleitorais e outro em marketing político ouvidos por Mosaico Político, a baixa aprovação de Haddad já é reflexo de uma rejeição ao partido de parte dos paulistanos, mais do que uma reprovação à gestão e à figura do prefeito em si. Apesar de não ser um representante da política tradicional – Haddad disputou um cargo eletivo pela primeira vez em 2012 – a rejeição aos políticos é apontada como outra razão para a reprovação à sua administração. Ele jamais recuperou os índices anteriores às manifestações de junho passado.

Fábio Arantes / Secom
(06/08/14) Prefeito Fernando Haddad vistoria Centro de Educação Infantil (CEI) na zona leste de SP


Os dois especialistas apontam a falta de habilidade na hora de tratar a questão do reajuste na tarifa como o maior equívoco do prefeito no período. Em meio aos protestos, Haddad demorou a retirar o aumento de R$ 0,20 na tarifa de ônibus e aceitou anunciar o recuo junto com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), agora candidato à reeleição, que também se viu obrigado a fazer o mesmo em relação ao metrô e aos trens metropolitanos. O duplo anúncio foi feito no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, o que colocou Alckmin em uma posição de destaque na gestão da situação. Além disso, o prefeito tem demonstrado uma disposição para enfrentar assuntos polêmicos, como no caso da atualização das plantas para a cobrança do IPTU, o que aumentaria o valor pago em regiões mais valorizadas da cidade, e a construção de faixas e corredores de ônibus e ciclovias.

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Voto “Pimentécio” causa polêmica

O prefeito de Rio Acima (MG), Antonio César Júnior (PR), o Juninho, foi um dos participantes, em uma pizzaria de Belo Horizonte, de reunião de apoiadores de Fernando Pimentel (PT) ao governo de Minas, na qual se discutiu a retirada do nome da presidente Dilma de material de propaganda da campanha. Aliados miram o voto “Pimentécio” (Pimentel para o governo e Aécio para presidente). Avaliam que, em razão de Aécio ser forte no Estado, a exclusão de Dilma trará mais votos, em dobradinha informal com o tucano. O presidente do PT, Rui Falcão, cobrou Pimentel pela ausência do nome de Dilma. Ela e Pimentel militaram juntos na época da ditadura.

Veja mais: Campos e Aécio traçam planos opostos em Minas e Pernambuco

Candidato carente

O presidenciável Eduardo Campos (PSB) completou 49 anos ontem. O partido aproveitou a data e iniciou na semana passada uma campanha para as pessoas darem parabéns ao candidato pela internet e declarar apoio a ele nas eleições. A iniciativa usou perfis no Facebook e no Twitter.

Sem esperar pelo apoio popular

Integrantes do Judiciário e do Ministério Público se movimentam pela aprovação da PEC-63, que estabelece um subsídio para promotores e juízes por tempo de serviço. A medida abre a possibilidade de membros das duas carreiras receberem acima do teto constitucional do funcionalismo. Diferentemente do caso da PEC-37 (que tirava o poder de investigação dos promotores), o movimento não deve ir pra rua, pois teme a rejeição popular ao projeto.

Proposta ainda precisa ser votada no plenário

A emenda constitucional foi aprovada na CCJ, na forma de um substitutivo do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), e precisa ser votada em dois turnos no Senado antes de seguir para a Câmara. O autor é o senador Gim Argello (PTB-DF), cujo nome costuma circular nos meios judiciais, não exatamente na condição de advogado, juiz ou promotor.

“Eu não me colocaria à disposição se não estivesse profundamente incomodado, e eu estou”- Armínio Fraga, Ex-presidente do Banco Central, sobre seu apoio a Aécio Neves

*Com Leonardo Fuhrmann (interino)

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