Os arrecadadores das campanhas presidenciais

Por iG Brasília |

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Saiba quem são os principais nomes que comandam a estratégia de arrecadação na corrida ao Planalto

Campanha de Dilma Rousseff

Ichiro Guerra/PT
Lula: responsável pela interlocução com empresários e potenciais doadores de Dilma

Lula
O ex-presidente é quem repassa à campanha petista boa parte das demandas e impressões de empresários sobre o processo eleitoral. Aos mais próximos, ele costuma relatar as conversas ao telefone que mantém com representantes do setor corporativo e se encarrega de passar à campanha eventuais queixas sobre a condução do governo e mesmo sobre a presidente Dilma Rousseff. No começo do processo eleitoral, por exemplo, foi Lula quem orientou sua sucessora a intensificar a agenda com empresários e receber potenciais doadores no Planalto para discutir economia e agenda de governo.

Alesp
Edinho Silva: responsável pela parte operacional da arrecadação para Dilma

Edinho Silva
Ex-prefeito de Araraquara e ex-presidente do PT de São Paulo, transformou-se em um dos homens de confiança do comando partidário e da própria presidente Dilma. Com bom trânsito no setor industrial, é ele quem cuida de toda a parte operacional do processo de arrecadação, além de organizar a infraestrutura da campanha petista. Mantém bom trânsito com alguns nomes estratégicos do partido. Além de ter a simpatia do ex-presidente Lula, tem boa relação com o ex-ministro Antonio Palocci e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Na coordenação da campanha de Dilma, ocupa formalmente o cargo de tesoureiro e integra o chamado núcleo duro do time, ao lado de Rui Falcão, João Santana, Franklin Martins e Giles Azevedo.

Agência Brasil
Vaccari Neto: tesoureiro do PT conseguiu garantir um colchão no caixa partidário

João Vaccari
O secretário de Finanças do PT não participa ativamente da coordenação da campanha presidencial de Dilma, mas seu papel no partido é tido como estratégico para todo o processo eleitoral. Vaccari, nos últimos anos, conseguiu assegurar uma espécie de “colchão” no caixa partidário. Não só aumentou as doações de empresas para o diretório nacional, como também correu atrás de petistas que estavam inadimplentes com o dízimo da legenda. Com isso, o PT hoje tem condições de absorver eventuais dívidas que restem da campanha presidencial de Dilma, após a ida às urnas. Em anos anteriores, as campanhas do PT gastaram bem mais do que arrecadaram e o partido assumiu todos os débitos. O caixa partidário também vem sendo usado para dar um reforço eventual a campanhas consideradas estratégicas nos estados.

Antonio Cruz/Agência Brasil - 2.1.11
Palocci: participou na montagem da estratégia de arrecadação e a segue à distância

Antonio Palocci
Atualmente, o ex-ministro da Casa Civil mantém-se distante do dia-a-dia da campanha presidencial de Dilma. Embora parte dos petistas afirme que ele está excluído do processo eleitoral a pedido da própria presidente, outros admitem que ele acompanha à distância a arrecadação e é consultado informalmente de tempos em tempos. Logo no início dos preparativos da corrida, teve participação ativa na montagem da estratégia de arrecadação e aproximação com empresários. Ele chegou a participar de algumas reuniões com a própria Dilma e o ex-presidente Lula para tratar do assunto.

Campanha de Aécio Neves

Divulgação
Gregori: tesoureiro da campanha do PSDB à Presidência da República pela 3ª vez seguida

José Gregori

Ex-ministro da Justiça durante parte do segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Gregori, 83 anos, é o tesoureiro da campanha de Aécio Neves, responsável por centralizar as doações recebidas pelo PSDB. Já desempenhou o mesmo papel em campanhas passadas do partido (2006 com Geraldo Alckmin e 2010 com José Serra). Formado pela faculdade de Direito da USP (1950), Gregori foi secretário nacional de Direitos Humanos e coordenou o Programa Nacional de Direitos Humanos lançado pela presidência em 1996. Foi chefe de gabinete dos ministros da Reforma Agrária (1987), Previdência Social (1988) e Fazenda (1992).

Divulgação
Fraga: amigo pessoal de Aécio, colabora informalmente com a arrecadação

Armínio Fraga
Ex-presidente do Banco Central durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sócio-fundador da Gávea Investimentos, Armínio Fraga, 57 anos, é um dos economistas mais respeitados e influentes do Brasil. Tem relação próxima com Fernando Henrique e uma amizade pessoal com Aécio Neves. É apontado como provável Ministro da Fazenda caso Aécio seja eleito presidente. Atualmente participa do grupo responsável pela formulação do programa de governo do candidato tucano e colabora de maneira informal com a captação de recursos para a campanha nacional do PSDB.

Agência Câmara
FHC: na pré-campanha, usou prestígio para abrir as portas do empresariado a Aécio

Fernando Henrique Cardoso
Ex-presidente da República (1995-2003), Fernando Henrique Cardoso, 83 anos, foi responsável pela implantação do Plano Real em 1994, quando era ministro da Fazenda do ex-presidente Itamar Franco. Atualmente, tem uma atuação intensa nos bastidores do partido e foi o principal fomentador do nome de Aécio Neves como candidato do PSDB à Presidência da República em 2014. Ainda na pré-campanha, usou seu prestígio e seu bom trânsito para abrir as portas do empresariado paulista para o senador mineiro. Sociólogo, é um dos intelectuais mais respeitados no mundo, também ocupa um assento na Academia Brasileira de Letras.

Divulgação
Sérgio Silva de Freitas: um dos poucos arrecadadores oficiais do comitê de Aécio

Sérgio Silva de Freitas
Economista, foi vice-presidente do Banco Itaú,. Aos 71 anos, é um dos poucos arrecadadores oficiais do comitê de Aécio Neves em 2014. Desempenhou a mesma função na campanha de 2010, quando José Serra disputou a eleição presidencial. Atua preferencialmente no estado de São Paulo. Tem bom trânsito com empresários e é considerado dedicado e rígido. Apaixonado por xadrez, foi presidente da Confederação Brasileira de Xadrez. Foi braço direito de Olavo Setúbal.

Campanha de Eduardo Campos

Henrique Costa
O executivo Henrique Costa coordena a arrecadação da campanha do socialista Eduardo Campos. Ele é responsável pelo contato com os empresários para angariar recursos. Homem do mercado financeiro, Costa tem fama de discreto entre os integrantes da campanha. Ele não é filiado a nenhum partido político. É a primeira vez que ele participa de uma campanha política. Amigo pessoal de Campos desde a faculdade, Costa esteve non comando de grande bancos como o Banco de Boston, o holandês Rabobank e o extinto Banco do Estado de Pernambuco (Bandepe)

Arquivo pessoal
Neca (à esquerda), com Marina Silva: ligação da campanha de Campos com o empresariado

Neca Setúbal
Integrante da Rede, Maria Alice Setúbal é filha do falecido dono do Banco Itaú, Olavo Setúbal, parte de uma família com uma fortuna avaliada em R$ 5 bilhões. Embora não seja a responsável direta pela arrecadação, a presença de Neca como coordenadora do programa de governo de Eduardo Campos e Marina faz a ligação da campanha com o empresariado. Amiga de Marina, Neca financiou boa parte da campanha da ex-senadora em 2010, quando a então candidata verde ficou em terceiro lugar com 20 milhões de votos.

Divulgação
França: candidato a vice de Alckmin, colaborou na estratégia de arrecadação de Campos

Márcio França
Candidato a vice na chapa de reeleição do governador Geraldo Alckmin, em São Paulo, o deputado colaborou com a montagem da estratégia de arrecadação de Eduardo Campos, em especial na etapa da pré-campanha. Ele organizou jantares e encontros, com o intuito de aproximar o ex-governador de Pernambuco do empresariado paulista, tido como estratégico no projeto eleitoral do PSB.

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