Usar a Petrobras como embate eleitoral é imaturo, diz Dilma Rousseff

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Ela ainda usou apagão elétrico de 2001 para criticar a proposta de redução de pastas feita pelo candidato tucano Aécio Neves

A presidente Dilma Rousseff disse neste domingo (10) que envolver a Petrobras em “factoides” com vistas à eleição demonstra um comportamento imaturo e que pode ser perigoso para o país. De acordo com a presidente, é preciso preservar a Petrobras longe do embate eleitoral.

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ALAN SAMPAIO/iG BRASILIA
Dilma Rousseff conversa com jornalistas no Palácio da Alvorada, residência oficial do governo


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“É preciso preservar o que tem sentido de Estado, que é não misturar eleição com a maior empresa de petróleo do país. Isso não é correto. Não mostra maturidade. Utilizar qualquer factoide político para comprometer uma grande empresa e sua direção é muito perigoso”, disse Dilma em uma conversa com jornalistas no Palácio da Alvorada, residência oficial do governo.

Dilma evitou falar sobre possível aumento no preço da gasolina, alegando não ter competência para isso. Ela disse ainda acredita que a Petrobras esteja investindo no aumento da produção isso deverá reverter os resultados da empresa, cujo lucro caiu 25% no primeiro semestre.

Ministérios

A presidente ainda rebateu as propostas de redução de ministérios feitas pelo seu adversário, Aécio Neves (PSDB-MG) e disse que a tendência é que sua estrutura de governo permaneça a mesma em um eventual governo. Para a presidente, a existência de 39 ministérios atende ao “momento histórico” que o país vive hoje.

“Se o momento histórico mudar eu mudo”, disse Dilma que criticou a postura tucana de considerar na conta das pastas, estruturas que são secretarias da presidência da República e que, no entanto, só têm status de ministério, como as secretarias de Direitos Humanos, Igualdade Racial e de políticas para Mulheres. “Esse status, é uma tremenda cegueira tecnocrática não percebê-lo”, atacou.

Dilma conversou com a imprensa sobre campanha eleitoral . Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIADilma Rousseff conversa com jornalistas no Palácio da Alvorada, residência oficial do governo. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAA presidente evitou falar sobre possível aumento no preço da gasolina durante conversa em Brasília. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIADilma ainda rebateu proposta de redução de ministérios feita por Aécio Neves . Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIA

Apagão

Dilma ainda lembrou o apagão elétrico ocorrido durante o governo tucano para criticar a fusão proposta por Aécio entre os ministérios de Minas e Energia, Transportes e Comunicações.

“Eu entendo essa história de minas e energia. Eu fui a primeira ministra depois do governo de Fernando henrique Cardoso, fui ministra do governo Lula. Cheguei no ministério e eles (os tucanos) estavam fazendo um processo de tornar aquele ministério mínimo. Ao que levou isso: ao maior racionamento da história deste país que ocorreu em 2001”, lembrou a presidente.

“Eles fizeram barbaridade na área de energia”, atacou Dilma.

“O ministério tinha 25 ou 26 motoristas era algo assim, e três engenheiros. Acabar com o ministério de minas e energia eles já quiseram fazer”, disse a presidente, que procurou comparar números dizendo que, em quatro anos, seu governo fez mais em termos de geração de energia do que foi realizado durante os oito anos do governo de FHC.

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