Lira Neto: "Quem diz que todo político é ladrão propõe, sem saber, a ditadura"

Por Vasconcelo Quadros , iG São Paulo |

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Autor da trilogia sobre Getúlio compara discurso atual de insatisfação com ações que levaram país à ditadura Vargas

Autor de “Getúlio (1945-1954), Da volta pela consagração popular ao suicídio”, terceiro e último livro da trilogia sobre a vida do ex-presidente Getúlio Vargas, o jornalista e escritor Lira Neto diz ao iG que uma das grandes lições do período é a importância da participação política como antídoto contra golpes e ditaduras. Ele cita o discurso atual de que "todo político é ladrão" e faz um paralelo com a postura do ex-presidente, que assumiu o poder em 1930 decretando "a morte da política" e governou como ditador. O livro será lançado no próximo dia 18.

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Mais sobre o autor: Os vários ‘Getúlios’ de Lira Neto

Volume dois: Livro conecta episódios da ditadura Vargas

O Getúlio Vargas descoberto por Lira Neto tem fraquezas e contradições que a propaganda oficial escondeu. Além de maior personalidade política do século 20, o ex-presidente foi também um homem amargurado, atormentado por fantasmas interiores, melancólico e ensimesmado pela solidão do poder.

Documentos inéditos realçam o papel da filha do presidente, Alzira Vargas. Segundo o escritor, ela se tornou uma figura tão central na vida política e pessoal do pai, que se preparou e chegou a assumir a linha de frente para uma resistência armada contra os golpistas nos momentos que antecederam a tragédia.

Assista à entrevista com Lira Neto:


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