Em sabatina no Estadão, candidato do PMDB ao governo de SP reitera, porém, que PT e PSDB não estarão em seu palanque

O candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf , indicou indiretamente nesta sexta-feira (8) que votará na presidente Dilma Rousseff , candidata do PT à reeleição, na eleição presidencial.

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Candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, mostra celular durante sabatina no jornal o Estado de S.Paulo
Futura Press
Candidato do PMDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, mostra celular durante sabatina no jornal o Estado de S.Paulo

Dia 30: Skaf rejeita apoio a Aécio e Campos, mas desconversa sobre palanque com Dilma 

Durante sabatina no auditório do jornal O Estado de S.Paulo, o presidente licenciado da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) evitou mencionar o nome da presidente quando questionado sobre qual candidato apoiará para a Presidência.

"Sempre reiteirei que PT e PSDB são meus adversários. Então eles não estarão no meu palanque", afirmou, acrescentando que votará em Michel Temer, vice na chapa da petista e também membro do PMDB: "Mas, por coerência, não há dúvida de que meu voto é o voto do meu partido", disse.

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Skaf negou ter sido enquadrado por Temer por causa de sua resistência a aceitar Dilma em seu palanque. "Não é perfil do vice-presidente enquadrar pessoas e não é meu perfil aceitar enquadramento", disse.

Durante a sabatina, Skaf também defendeu a aliança com o PP, dizendo que o apoio foi decidido pelo partido, e negou que tenha fugido de aparecer em uma foto com Paulo Maluf, presidente da sigla e investigado por suspeita de desvio de recursos públicos .
"A foto do Maluf [com o governador Geraldo Alckmin em 2010] ocorreu quando o Geraldo foi ao encontro do deputado [Maluf]. Eu não fui ao encontro do PP; foi o PP que me procurou."

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Em relação ao transporte público, o peemedebista prometeu que implementará o passe livre para estudantes. "Dentro do nosso programa de educação, nós vamos fazer o passe livre de estudante", afirmou Skaf. Em São Paulo, o governo é responsável pelas tarifas dos sistemas de metrô, trens e ônibus metropolitano. A promessa de passe livre não é nova na campanha de 2014. O candidato a presidente da República pelo PSB, Eduardo Campos , também a fez.

Veja imagens da campanha eleitoral de Paulo Skaf:

Transporte e educação

Sobre o valor do transporte público, cujo aumento para R$ 3,20 esteve na base dos protestos do ano passado , Skaf afirmou que fará "atualização monetária" da tarifa do metrô - hoje em R$ 3 -, o que significa corrigir os valores de acordo com a inflação passada. O candidato negou, porém, que pretende fazer aumento real (acima da inflação). "Aumentar preço? Não há nenhuma intenção de aumentar preço. Agora, uma atualização monetária.... se necessário, eu vou."

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Sobre medidas contra possíveis manifestações em seu eventual mandato, Skaf se esquivou de responder se utilizará balas de borracha para conter distúrbios - o artefato foi responsável por causar a perda de um olho de um fotógrafo que cobria um protesto em 2013 . O governo de Geraldo Alckmin passou o evitar o armamento. "Isso [uso de bala de borracha] vai ser de um coisa específica, dependendo de cada caso", disse Skaf.

O candidato do PMDB prometeu que, a partir de 2016, todos os alunos que ingressarem na 1ª série do ensino fundamental nas escolas estaduais estudariam em tempo integral e sem aprovação automática. O modelo seria estendido para uma série a cada ano, até a 9ª série. "Quem entrar na escola do Estado em 2016 na 1ª série do ensino fundamental entrará em tempo integral sem progressão continuada (nome da aprovação automática)", afirmou na sabatina.

No ensino médio, Skaf propôs que os alunos da 2ª e 3ª séries possam fazer cursos técnicos gratuitos nas unidades do sistema S - como Senai e Senac.

Penitenciárias

Na entrevista, o candidato do PMDB afirmou que pretende privatizar a gestão das penitenciárias e adotar o sistema de parcerias público-privadas para a construção de novas unidades. "Pode ser [gerido pela iniciativa privada]. Temos exemplos muito bons em Londres e em Madri de penitenciárias privadas que nós pretendemos fazer sim", afirmou.

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Skaf também não respondeu se implementaria o racionamento de água se eleito, afirmando que essa medida já está em vigor. "O governo não quer falar de racionamento, [mas] está existindo", disse em referência à redução da pressão da água durante a noite que tem sido adotada pela Sabesp. O governo do Estado nega que a medida se equipare a um racionamento. Na segunda, durante sua sabatina no Estadão, Alckmin caracterizou como 'equívoco' o uso político da crise hídrica .

O professor da USP Delfim Netto, deputado federal pelo Partido Progressista (PP) - que íntegra a coligação de Skaf -, acompanhou o debate da plateia. O parlamentar tem colaborado com o programa econômico da candidatura, segundo a equipe de Skaf.

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