Não subestimem a força do PT em São Paulo, diz Padilha

Por Vitor Sorano - iG São Paulo | - Atualizada às

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Em sabatina no Estadão, candidato com 5% das intenções de voto afirma ter um projeto 'para incluir todo o Estado de SP'

Com 5% das intenções de voto, o candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, afirmou nesta quinta-feira (7) contar com seu partido para conseguir uma até agora improvável vitória eleitoral.

Pesquisa Ibope para governo SP: Alckmin tem 50%, Skaf, 11%, e Padilha, 5%

Paulo Pinto/ Analítica
Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo paulista, durante sabatina no jornal O Estado de S.Paulo

Quarta: Padilha arrecada R$ 188 mil no início de campanha, 3% do valor de Alckmin

"Não subestimem a força do Partido dos Trabalhadores em São Paulo. Nunca o PT esteve tão unido em torno de uma candidatura aqui. Há dois anos muita gente subestimou, e elegemos o [Fernando] Haddad, [prefeito de São Paulo]", afirmou durante uma entrevista no auditório do jornal O Estado de S.Paulo (conhecido como Estadão).

Padilha, entretanto, recusou-se a responder se teria um projeto de esquerda para o governo. "É um projeto para incluir todo o Estado de São Paulo. Fui ministro do governo Lula, ajudamos o Brasil em um momento histórico de crescimento econômico. Construímos um projeto para quem não tem dinheiro sair da zona de pobreza e quem quiser continuar prosperando também conseguir."

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Segundo dados divulgados na quarta-feira (6) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato do PT arrecadou apenas R$ 188,2 mil no início da campanha eleitoral, em dados computados até 31 de julho. O valor equivale a 3% dos R$ 5,7 milhões que o governo de Geraldo Alckmin, que concorre à reeleição pelo PSDB, conseguiu captar no período. Na sabatina, Padilha indicou que, para melhorar sua capacidade de arrecadação, conta com as doações da militância e que também abrirá para doações pela internet.

Questionado sobre os protestos que tomaram as ruas do Brasil principalmente em junho do ano passado e em menor medida antes da Copa do Mundo neste ano, Padilha indicou que é contrário ao uso de máscaras pelos manifestantes e acusou Alckmin, que lidera a disputa ao governo, de ser conivente com o vandalismo.

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Padilha usa megafone em dia de campanha em Jaú, no interior de São Paulo (22/9). Foto: Paulo Pinto/ AnalíticaPadilha vesta camisa a favor de Dilma e anda de bicicleta ao lado de Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, na capital paulista (21/9). Foto: Paulo Pinto/AnaliticaPadilha faz campanha em feira na zona norte de São Paulo (21/9). Foto: Paulo Pinto/AnaliticaDilma Rousseff faz campanha em São Paulo ao lado dos petistas Alexandre Padilha, candidato ao governo, e Eduardo Suplicy, candidato ao Senado (20/9). Foto: Paulo Pinto/AnaliticaPadilha faz campanha em Birigui, no interior de São Paulo, e conhece fábrica de sapatos (18/9). Foto: Paulo Pinto/Fotos PúblicasPadilha posa com crianças e adolescentes da Associação Capão Cidadão e Bloco do Beco, em Capão Redondo (18/9). Foto: Paulo Pinto/Fotos PúblicasAlexandre Padilha joga futebol durante visita à escola em caminhada em Araras, no interior de São Paulo (10/9). Foto: Paulo Pinto/AnaliticaPadilha e Lula em evento do diretório nacional do PT, em São Paulo. Ex-presidente também faz campanha com o candidato ao governo paulista (5/9). Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula Padilha faz campanha e caminhada com mulheres em São Paulo (13/9). Foto: Paulo Pinto/AnaliticaPrefeito Fernando Haddad, candidato ao governo Alexandre Padilha, ex-presidente Lula e candidato ao senado Eduardo Suplicy em carreata petista em SP (13/9). Foto: Paulo Pinto/AnaliticaEduardo Suplicy faz campanha em Parelheiros com Ministra Marta Suplicy e o candidato do PT ao governo São Paulo, Alexandre Padilha . Foto: Divulgação/PTPadilha é abraçado por eleitores durante caminhada Heliópolis, na periferia de São Paulo (30/8). Foto: Paulo Pinto/AnaliticaDilma e Padilha, candidato ao governo de São Paulo, fazem encontro com juventude na capital paulista (11/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Comitiva do PT em carreata por Osasco. Na foto aparecem Dilma, Padilha, Marta e Eduardo Suplicy (9/8). Foto: Paulo Pinto/AnaliticaCandidato do PT ao governo de São Paulo, ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, acompanha encontro de centrais sindicais com Dilma e Lula (7/8). Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGAlexandre Padilha, candidato do PT ao governo paulista, durante sabatina no jornal O Estado de S.Paulo (7/8). Foto: Paulo Pinto/ AnalíticaAlexandre Padilha, na companhia de Lula, acompanha troca de turno da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (5/8). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaEduardo Suplicy, candidato ao Senado por SP, e Alexandre Padilha, candidato ao governo do Estado pelo PT, são vistos antes de sabatina (7/8). Foto: Vitor SoranoAo lado do prefeito Fernando Haddad, Alexandre Padilha faz caminhada pelo Grajaú (3/8). Foto: Twitter/@PadilhandoMarta Suplicy ataca de fotógrafa durante caminha com Padilha em São Matheus (2/8). Foto: Twitter/@PadilhandoPadilha visita Mercado de Paranapiacaba durante Festival de Inverno (27/7). Foto: Twitter/@PadilhandoNa chuva, Padilha faz campanha pelas ruas de Franco da Rocha (24/7). Foto: Twitter/@PadilhandoPetista Alexandre Padilha faz discurso nas ruas de São Bernardo, região do Grande ABC (21/7). Foto: Twitter/@Padilha13SPPadilha se encontra com arquiteto Ruy Ohtake durante a Festa das Nações, em São Paulo (20/7). Foto: Twitter/@Padilha13SPPadilha tocou violão ao lado de Nivaldo Santana, seu vice, durante caminhadas pelos bairros M’Boi Mirim, Jardim Ângela e Piraporinha (19/7). Foto: Georgia BrancoMais um momento da caminhada de Alexandre Padilha por M’Boi Mirim, Jardim Ângela, Piraporinha (19/7). Foto: George BrancoAlexandre Padilha faz caminhada pelo centro de São Paulo para lançar sua candidatura ao governo. Lula marcou presença no evento (18/7). Foto: PAULO PINTOPadilha discursa para população na Praça da Sé, em São Paulo, ao lado de Emidio de Souza, presidente do PT em São Paulo. Foto: PAULO PINTOAlencar, deputado estadual do PT, e o senador Eduardo Suplicy também participaram da caminhada em São Paulo (18/7). Foto: Twitter/@Padilha13SPPadilha conversa com militantes do PT em auditório de faculdade em São Paulo (16/7). Foto: Georgia BrancoFernando Haddad, prefeito de São Paulo, apoia Alexandre Padilha em evento em São Paulo (16/7). Foto: Georgia BrancoMomento selfie de Padilha com militantes do PT em auditório de faculdade em São Paulo (16/7). Foto: Georgia BrancoAlexandre Padilha caminha pela represa Jaguarí, parte do Sistema Cantareira, em São Paulo. Represa está parcialmente seca (11/7). Foto: Emiliano CapozoliEncontro entre Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, e Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de São Paulo (10/7). Foto: Twitter/@PadilhandoPadilha vibra com classificação da seleção brasileira para a semifinal da Copa do Mundo em bar em São Paulo (4/7). Foto: Twitter/@PadilhandoPadilha recebe o título de cidadão de Carapicuíba (4/7). Foto: Twitter/@PadilhandoConvenção do PT oficializa Alexandre Padilha como candidato do partido ao governo de São Paulo (15/6). Foto: Futura PressPadilha, ex-ministro de Lula e de Dilma, carrega bandeira de São Paulo durante evento do PT na capital (15/6). Foto: Futura Press18º Encontro Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) de São Paulo, no Ginásio do Canindé, em São Paulo (15/6). Foto: Futura PressEleitores se reúnem para convenção do partido em São Paulo (15/6). Foto: Futura Press

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Em relação ao transporte público, Padilha não se comprometeu com a manutenção da tarifa de R$ 3 do metrô - o aumento para R$ 3,20 esteve na base dos protestos do ano passado - e prometeu implementar o bilhete único integrado metropolitano. "Hoje o trabalhador paga em média R$ 13. Com o bilhete único integrado metropolitano, a redução é de 25% desse custo."

Durante a sabatina, o petista também se declarou contrário à legalização da maconha.

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Assim como Paulo Skaf, que disputa o governo pelo PMDB, Padilha foi evasivo quando perguntado se decretaria o racionamento de água. "O governador de São Paulo tem de assumir o racionamento que já está fazendo", afirmou, em referência às reclamações de falta de água de moradores de São Paulo e às alegadas reduções de fornecimento em cidades como Campinas e Sorocaba.

Na segunda, durante sua sabatina no Estadão, Alckmin caracterizou como 'equívoco' o uso político da crise hídrica. O peemedebista Skaf será entrevistado pelo jornal na sexta-feira (8).

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