Gripado, ex-presidente reivindica Assembleia Constituinte para aprovar reforma política durante evento com centrais sindicais

Em seu primeiro evento de campanha ao lado da presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff , um debilitado ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva roubou a cena com um discurso em que pediu uma Assembleia Constituinte para aprovar a reforma política e afirmou que o futuro pregado pelos candidatos da oposição já começou quando ele foi eleito, em 2002.

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Dilma e Lula, durante ato com sindicalistas da CUT, UGT, CTB, NCST, CSB e Força Sindical
Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
Dilma e Lula, durante ato com sindicalistas da CUT, UGT, CTB, NCST, CSB e Força Sindical

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Lula e Dilma subiram ao palco montado no Ginásio da Portuguesa, na zona norte de São Paulo, com uma hora de atraso: às 19 horas. Na ocasião, sindicalistas de seis centrais declararam apoio à reeleição da presidente. A formalidade, no entanto, foi o pretexto para que o ex-presidente fizesse seu primeiro discurso de campanha ao lado de Dilma na capital paulista.

Assim que foi anunciado pelo mestre de cerimônias, os trabalhadores levantaram de seus lugares e entoaram "oiê, oiê, olá, Lula, Lula". Ele interrompeu a ovação com uma voz falha. "Vocês me viram tomando muita água. Estou com uma gripe violenta. Tinha preparado um discurso de 40 minutos, mas vou reduzir para 35 minutos", brincou, ganhando o público, que não parou de aplaudir.

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O ex-presidente dividiu seu pronunciamento em dois. A primeira e maior parte serviu para se apropriar do discurso dos candidatos da oposição de que é preciso derrotar o PT - há 12 anos no Planalto - para garantir o futuro do País.

De acordo com Lula, o futuro também começou com o Bolsa Família, com a política de valorização do salário mínimo, entre outros projetos assinados pelo PT, como Fies, Prouni e Pronatec. "Eles não sabem que o futuro chegou quando o filho de uma doméstica está estudando engenharia."

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Quando assumiu a palavra, Dilma continuou de onde Lula havia parado ao afirmar que, ao votar nela, "avançamos continuamente em direção ao futuro ou voltamos ao retrocesso e nos dirigimos ao passado". E reafirmou que representa a continuidade "de um projeto que ajudamos com a vitória de Lula em 2002" e que "deu ao Brasil presente e futuro".

O restante de seu pronunciamento foi usado para dizer que, se os trabalhadores ali presentes não pensavam em perder direitos, a solução seria reelegê-la. Segundo Dilma, a oposição pretende regular a economia "acabando com a política de salário mínimo" e reduzindo o nível de emprego por temer perder espaço e poder com a valorização do trabalhador.

Reforma Política

Lula e Dilma voltaram a defender a reforma política. O recado da presidente se resumiu a dizer que é preciso "avançar em todas as reformas", principalmente na política, para "garantir transparência e melhor representação".

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Lula foi mais direto. Ele pediu atenção para o que chamou de "protesto" ao pedir a eleição de uma Assembleia Constituinte exclusiva para a reforma. "Temos de ter uma Constituinte exclusiva para a reforma política. Quem fizer parte dela não pode ser candidato a deputado por pelo menos um mandato. É importante pegarmos as assinaturas para fazer, no ano que vem, o grande trabalho de moralizar a política brasileira. Sem essa medida, não haverá nenhuma reforma neste País."

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