Candidato vê impulso ao agronegócio com governança, busca por liderança, infraestrutura e política comercial e de renda

O candidato do PSB à presidência da República, Eduardo Campos , fez nesta quarta-feira (6) críticas à gestão do governo federal na condução de políticas para o agronegócio. Falando para uma plateia de empresários do setor na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Campos prometeu estabelecer cinco eixos de desenvolvimento da atividade e fortalecer o Ministério da Agricultura, retirando-do que chamou de “balcão político”.

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Candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, participa de encontro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
Alan Sampaio / iG Brasília
Candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, participa de encontro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

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“Vamos Fortalecer o Ministério da Agricultura e tirá-lo do balcão político e colocá-lo na mão da competência”, disse Campos, sob aplausos da plateia. O candidato do PSB apontou um cronograma de 40 anos com cinco frentes para fomentar a atividade agrícola no País: governança de Estado para o agronegócio, infraestrutura para o setor,
política comercial e de renda para o campo e busca pela líderança global de produtividade.

Campos também fez críticas à forma do Brasil conduzir suas relações internacionais, em especial no que se refere ao comércio.”Não podemos ter uma política externa de partido, mas de Estado. Por meio dela, vamos destravar muito do que frustra hoje a expansão de nossa fronteira comercial”, disse Campos. “Nos últimos anos, estivemos
amarrados nos inssucesso do Mercosul e rodadas Doha e avançamos
pouco”, declarou.

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O candidato do PSB analisou também o quadro político nacional e fez mais críticas ao governo que integrou até 2013. “É fundamental melhorar a qualidade do padrão político. O padrão político esclerosou”, disse Campos. “O brasileiro se sente pagando um hotel de 5 estrelas e hospedado num hotel de meia estrela. É fundamental crer no planejamento e meritocracia. Ter objetivos definidos”, afirmou o socialista.

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