Irmãos Tatto investem em mudança de imagem

Por Brasil Econômico I Gilberto Nascimento * |

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Família se firmou dentro do PT paulista pela força e também pelas críticas a seus métodos dentro do próprio partido

Brasil Econômico

A família Tatto se firmou dentro do PT paulista pela sua força eleitoral e também pelas críticas a seus métodos dentro do próprio partido. Da disputa interna transbordaram termos como Tattolândia, para se referir à Capela do Socorro, bairro da periferia da zona sul paulistana que é seu principal reduto eleitoral. Com uma presença concentrada no bairro, em 2012, dois irmãos se elegeram para a Câmara Municipal, o novato Jair e o veterano Arselino. A família já tinha um deputado estadual, Enio, e outro federal, Jilmar Tatto. Licenciado da Câmara dos Deputados, Jilmar, que já foi pré-candidato a prefeito, comanda a Secretaria de Transportes da capital do Estado e deixou de concorrer à reeleição para seguir na gestão do prefeito Fernando Haddad (PT).

César Ogata/ Secom
Licenciado da Câmara dos Deputados, Jilmar Tatto (à dir.) comanda a Secretaria de Transportes da cidade de São Paulo


Na pasta, tem implantado uma série de ciclovias, o que melhora a sua avaliação pela sociedade civil e setores do PT normalmente críticos aos Tatto. Mas a principal mudança está na escolha de quem deles disputa uma vaga na Câmara dos Deputados. Nilto Tatto começou sua vida pública nas Comunidades Eclesiais de Base, assim como os irmãos, mas depois passou a atuar em entidades como o antigo Cedi (Centro Ecumênico de Documentação de Informação) – do qual também participavam o hoje ministro Aloizio Mercadante e Anivaldo Padilha, pai de Alexandre Padilha, candidato do petista ao governo do Estado – e o Instituto Socioambiental (ISA). Nilto assessorou o Conselho Nacional dos Seringueiros na época de Chico Mendes (assassinado em 1988) e a União Nacional dos Indígenas, além de ter trabalhado com causas ambientais e comunidades tradicionais no Brasil e Angola.

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Estudo sobre impacto de livre comércio

A Fundação Getúlio Vargas, em parceria com a Câmara Americana (Amcham), deve concluir até o fim do ano um estudo sobre os possíveis impactos econômicos para o Brasil de acordos de livre comércio com outros países e regiões. Os dados preliminares mostram que os Estados Unidos compram mais manufaturados e semifaturados do que a União Europeia e outros parceiros importantes, como a Rússia e a China, que adquirem mais produtos agrícolas e matérias-primas. A legislação do Mercosul obriga o Brasil a negociar com outros blocos econômicos apenas em conjunto com os demais integrantes do grupo, o que tem atrasado as conversas sobre acordos bilaterais, principalmente por conta da posição da Argentina.

Em negociação

Mas existe um otimismo no avanço das parcerias mesmo com o Mercosul. Um sinal seria a conversa com os integrantes da Aliança do Pacífico para antecipar a “tarifa zero” entre os membros dos dois blocos. Chile, Colômbia e Peru são os representantes da América do Sul na Aliança, da qual também fazer parte o México e a Costa Rica.

Ex-secretário ataca governo Alckmin

Candidato a deputado federal e agora ligado à campanha de Paulo Skaf (PMDB) a governador, o ex-secretário de Segurança Pública Antônio Ferreira Pinto começou a atacar a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB), da qual fez parte. O primeiro alvo foi a delegacia especializada em pessoas com deficiência. Além de criticar a centralização do atendimento, no décimo andar do prédio da Secretaria de Segurança Pública, destaca que o local tem expediente reduzido e acessibilidade apenas pela garagem.

E recebe apoio de candidato do PSDB

A mudança de lado de Ferreira Pinto não incomoda pelo menos um tucano: o vereador paulistano e candidato a deputado estadual Coronel Telhada, ex-comandante da Rota, tropa de choque da PM paulista. Apesar de os dois estarem em chapas diferentes, o parlamentar tucano gravou um vídeo em que declara voto no ex-secretário. “É nosso amigo e merece nosso apoio”.

“O governo calcula que haverá água para abastecer a cidade de São Paulo até março do ano que vem. Aposta-se que vai chover, mas aposta-se. Não se sabe se vai chover ou não” – Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente (PSDB), sobre a crise hídrica na região metropolitana da capital paulista

*Leonardo Fuhrmann (interino)

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