Tesoureiro do PSDB pagou para promover Alckmin no Facebook

Por Vitor Sorano - iG São Paulo | - Atualizada às

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Felipe Sigollo, que também é diretor de estatal paulista, gastou R$ 17 mil em links patrocinados, segundo equipe de Skaf

O tesoureiro do diretório do PSDB em São Paulo, Felipe Sigollo, pagou para promover a página do governador Geraldo Alckmin no Facebook. Sigollo também é diretor de serviços numa empresa estatal paulista.

Além de tesoureiro do PSDB, Sigollo ocupa o cargo de diretor de serviços na Companhia Estatal Paulista de Obras e Serviços (PSDB) e alega ter sido assessor de Alckmin de 2004 a 2006, quando o tucano já ocupava o Palácio dos Bandeirantes.

Em nota, o PSDB diz que os pagamentos estão dentro da lei.

Mais sobre o caso: Facebook não entrega dados sobre Alckmin e pagará multa de R$ 100 mil por dia

Suposto link patrocinado com foto de Alckmin com Pelé teria garantido 5 mil seguidores à página do governador, acusa campanha de Skaf. Foto: Reprodução - 23.7.14Outro suposto link patrocinado de Alckmin no Facebook, denunciado pela campanha de Skaf. Foto: Reprodução - 23.7.14Segundo denúncia de Skaf, Alckmin levou 4 anos para conquistar 100 mil seguidores e seis meses levar número a 320 mil. Foto: Reprodução - 23.7.14Skaf, por sua vez, usou pegadinha com promessa de publicação de foto de macacão e chuquinha para atrair seguidores. Foto: Reprodução - 21.7.14


Especial: Páginas pessoais de candidatos na web são abastecidas por auxiliares

As informações foram reveladas após o principal adversário de Alckmin na disputa pelo governo do Estado, Paulo Skaf (PMDB), acionar a campanha do tucano na Justiça Eleitoral.

Segundo a equipe de Skaf (PMDB), Sigollo gastou cerca de R$ 17 mil para comprar links patrocinados – uma ferramenta pela qual o Facebook aumenta a exibição de determinados conteúdos aos usuários, mediante pagamento – que ajudaram Alckmin a ampliar sua base de seguidores na rede.

O tucano tem 324 mil seguidores, três vezes mais que o pemedebista (107 mil) e, segundo a denúncia, apenas um dos links patrocinados garantiu a Alckmin 5 mil seguidores em duas semanas.

Para a equipe de Skaf, a compra de links patrocinados é irregular pois a lei proíbe propaganda eleitoral paga na internet. O PSDB alega, entretanto, que como o pagamento ocorreu antes de 5 julho – quando começa o período eleitoral –, não houve irregularidade.

Além de uma punição à candidatura de Alckmin, a candidatura de Skaf quer que Facebook retire, do total de seguidores tucano, aqueles obtidos por meio dos links patrocinados.

O diretório do PSDB alega que Sigollo fez os pagamentos em "caráter pessoal" e que eles foram pulverizados ao longo de um ano e antes de 5 de julho.

"O anúncios foram feitos dentro da legalidade e direcionados a filiados e simpatizantes do partido", diz a nota.

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