Melhor desempenho nas pesquisas não ajuda caixa da campanha do peemedebista; governador levanta 46% a mais

Além de ser a primeira nas intenções de voto dos eleitores , a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo de São Paulo também tem conseguido conquistar mais doadores, quando comparada com a campanha de 2010. Seu principal adversário, Paulo Skaf (PMDB) , não tem tido a mesma sorte: ele está mais popular, mas mais pobre  do que há quatro anos.

Os candidatos devem apresentar até este sábado (2)  a primeira parcial de arrecadação à Justiça Eleitoral. Os valores finais serão conhecidos em novembro

Caixa eleitoral

Arrecadação dos candidatos ao governo de São Paulo até 2 de agosto

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Fonte: TSE, equipe de campanha de Alckmin e equipe de campanha de Skaf

Alckmin, que concorre à reeleição, vai declarar já ter conseguido juntar R$ 6  milhões, segundo sua equipe. O valor é 46% maior do que o registrado no mesmo período de 2010, quando declarou R$ 4,1 milhão, em valores atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA).

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A quantia supera os R$ 3,9 milhões que Skaf arrecadou, e que representam uma queda de 13% em relação aos R$ 4,4 milhões do início da campanha de 2010, de acordo com dados prestados por sua equipe e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O desempenho das contas de Skaf contraria a regra tácita das campanhas eleitorais de que, quanto mais popular, mais um candidato consegue arrecadar. Em julho de 2010, o candidato do PMDB tinha 2% das intenções de voto – menos de um quinto dos 11% que atingiu em 15 e 16 de julho deste ano, segundo o Datafolha.

Já Alckmin segue o padrão: há quatro anos, o governador liderava a campanha com 46% das intenções de voto, menos que os 54% de julho deste ano. Mais votos, mais dinheiro.

A equipe de Skaf considera que o desempenho da arrecadação está dentro do esperado. Uma fonte do PMDB, entretanto, reconhece que o cenário está mais complicado neste ano "para todo mundo".

A situação é particularmente mais grave para o candidato do PT, Alexandre Padilha . Os 4% de intenção de voto  têm dificultado o convencimento de doadores. Em 2010, o candidato petista na ocasião, Aloizio Mercadante, ostentava 16%. 

Ao jornal "Valor Econômico", o tesoureiro da campanha, Jorge Coelho, chegou a afirmar que conta com um "aporte significativo" da campanha da presidente Dilma Rouseff para "dividir despesas com material publicitário."

Procurada, a equipe de Padilha não quis adiantar o valor já arrecadado, e afirmou que vai apresentar os dados à Justiça Eleitoral neste sábado (2).

Candidatos preveem gastos 40%  maiores do que em 2010

Apesar das dificuldades, a candidatura petista é a que mais elevou o limite de gastos para a campanha de 2014, numa comparação com a de 2010. Há quatro anos, o PT estimou investir até R$ 25,7 milhões na campanha de Mercadante, segundo o TSE. Neste ano, o teto subiu para R$ 92 milhões, ou 57% a mais.

Paulo Skaf, que detém o maior limite de 2014 – R$ 95 milhões – havia previsto gastar R$ 63,6 milhões em 2010, quando concorreu pelo Partido Socialita Brasileiro(PSB), uma diferença de 49%.

Alckmin prevê gastar até R$ 90 milhões, 22% a mais que os R$ 74 milhões de 2010.

Veja momentos da campanha de Geraldo Alckmin, líder na corrida eleitoral: 


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