Após denúncia, Suplicy retira propaganda paga e irregular no Facebook

Por Vitor Sorano - iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Senador do PT teve página pessoal promovida por link patrocinado, que é proibida pela lei eleitoral

Eduardo Suplicy  (PT) admitiu nesta sexta-feira (01) que um colaborador de sua campanha pagou para promover a página do senador, candidato a reeleição, no Facebook. A prática é ilegal e o material já foi retirado do ar, diz ele.

Leia também: Páginas de candidatos na web são abastecidas por auxiliares

A promoção foi feita por meio de um link patrocinado, ferramenta pela qual o Facebook aumenta a exposição de um determinado conteúdo, mediante pagamento.

Reprodução
Captura de tela obtida pelo iG mostra link patrocinado de Suplicy: prática é vetada

Segundo Suplicy, o colaborador – um voluntário – pagou cerca de R$ 200 para que o Facebook expusesse a foto em que o senador aparece carregando Alexandre Padilha (PT), candidato ao governo do Estado, nos ombros, e que se tornou popular na rede social nesta semana.

No link patrocinado, a foto surge acompanhada do texto "a caminhada no centro de Carapicuíba foi animada. Mais de mil pessoas se aglomeravam para o Padilha falar. Como ninguém conseguia enxergar, decidi carregá-lo nos ombros. Felizmente estou em boa forma."

Procurado na manhã desta sexta-feira (1º), Suplicy iniciamente negou a existência do link patrocinado. À tarde, procurou a reportagem para informar que havia se inteirado do assunto e determinado a retirada do material.

"Um colaborador resolveu impulsionar [a página] e pagou R$ 200 e poucos. Na hora que eu detectei, determinei que fosse retirada a postagem", explicou Suplicy ao iG. "Então foi algo involuntário. Uma pessoa que, sem saber da legislação, resolveu fazer esse impulsionamento."

Links patrocinados opõem Skaf e Alckmin

A lei impede propaganda eleitoral paga na internet e os links patrocinados do Facebook estão no centro de uma disputa entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Paulo Skaf (PMDB), também candidatos ao governo do Estado.

Skaf acusa Alckmin de turbinar o número de seguidores de sua página por meio de links patrocinados publicados antes de 6 de julho, quando teve início a propaganda eleitoral. O juiz Marcelo Coutinho Gordo, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, determinou que o Facebook informe quem pagou pelos supostos links.

Leia também: Facebook faz novo pedido de prazo para entregar dados sobre Alckmin

As redes sociais têm grande importância para os candidatos. Um dos motivos é que, por ali, é possível atingir milhares de pessoas antes mesmo do início do horário eleitoral gratuito, em 19 de agosto.

*Uma versão anterior desta reportagem informava incorretamente a a data de início da campanha na TV. A data correta é 19 de agosto

Suposto link patrocinado com foto de Alckmin com Pelé teria garantido 5 mil seguidores à página do governador, acusa campanha de Skaf. Foto: Reprodução - 23.7.14Outro suposto link patrocinado de Alckmin no Facebook, denunciado pela campanha de Skaf. Foto: Reprodução - 23.7.14Segundo denúncia de Skaf, Alckmin levou 4 anos para conquistar 100 mil seguidores e seis meses levar número a 320 mil. Foto: Reprodução - 23.7.14Skaf, por sua vez, usou pegadinha com promessa de publicação de foto de macacão e chuquinha para atrair seguidores. Foto: Reprodução - 21.7.14


Leia tudo sobre: eduardo suplicyptsenadoeleições 2014eleições 2014 sp

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas