Senador do PT teve página pessoal promovida por link patrocinado, que é proibida pela lei eleitoral

Eduardo Suplicy  (PT) admitiu nesta sexta-feira (01) que um colaborador de sua campanha pagou para promover a página do senador, candidato a reeleição, no Facebook. A prática é ilegal e o material já foi retirado do ar, diz ele.

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A promoção foi feita por meio de um link patrocinado, ferramenta pela qual o Facebook aumenta a exposição de um determinado conteúdo, mediante pagamento.

Captura de tela obtida pelo iG mostra link patrocinado de Suplicy: prática é vetada
Reprodução
Captura de tela obtida pelo iG mostra link patrocinado de Suplicy: prática é vetada

Segundo Suplicy, o colaborador – um voluntário – pagou cerca de R$ 200 para que o Facebook expusesse a foto em que o senador aparece carregando Alexandre Padilha (PT), candidato ao governo do Estado, nos ombros, e que se tornou popular na rede social nesta semana.

No link patrocinado, a foto surge acompanhada do texto "a caminhada no centro de Carapicuíba foi animada. Mais de mil pessoas se aglomeravam para o Padilha falar. Como ninguém conseguia enxergar, decidi carregá-lo nos ombros. Felizmente estou em boa forma."

Procurado na manhã desta sexta-feira (1º), Suplicy iniciamente negou a existência do link patrocinado. À tarde, procurou a reportagem para informar que havia se inteirado do assunto e determinado a retirada do material.

"Um colaborador resolveu impulsionar [ a página ] e pagou R$ 200 e poucos. Na hora que eu detectei, determinei que fosse retirada a postagem", explicou Suplicy ao iG . "Então foi algo involuntário. Uma pessoa que, sem saber da legislação, resolveu fazer esse impulsionamento."

Links patrocinados opõem Skaf e Alckmin

A lei impede propaganda eleitoral paga na internet e os links patrocinados do Facebook estão no centro de uma disputa entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Paulo Skaf (PMDB) , também candidatos ao governo do Estado.

Skaf acusa Alckmin de turbinar o número de seguidores de sua página por meio de links patrocinados publicados antes de 6 de julho, quando teve início a propaganda eleitoral. O juiz Marcelo Coutinho Gordo, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, determinou que o Facebook informe quem pagou pelos supostos links.

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As redes sociais têm grande importância para os candidatos. Um dos motivos é que, por ali, é possível atingir milhares de pessoas antes mesmo do início do horário eleitoral gratuito, em 19 de agosto.

*Uma versão anterior desta reportagem informava incorretamente a a data de início da campanha na TV. A data correta é 19 de agosto


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