Acusado de ligação com o PCC, deputado luta para seguir no PT

Por Brasil Econômico I Gilberto Nascimento |

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Em vias de ser expulso do partido, Luiz Moura vai recorrer da decisão ao diretório nacional e à Justiça para ficar

Brasil Econômico

O deputado estadual Luiz Moura (PT-SP), que deve ter sua expulsão do partido homologada nesta sexta-feira (01) pelo diretório paulista do partido, vai recorrer da decisão ao diretório nacional e à Justiça. Perueiro e ex-presidiário, ele é acusado de ser ligado a uma facção criminosa que age dentro e fora dos presídios do Estado. O presidente do PT de São Paulo, Emídio de Souza, afirma que Moura teve oportunidade de se defender, mas não o fez. O parlamentar alega que o dirigente partidário já havia anunciado a decisão final, pela expulsão, antes mesmo do início das investigações. Por isso, ele pede a suspeição da comissão que analisou seu caso. Moura havia tido sua filiação ao PT suspensa e só garantiu na Justiça o direito de concorrer à reeleição.

Divulgação/Alesp
Investigado por ligação com PCC, Luiz Moura reluta em deixar o PT


O deputado participou de uma reunião em uma cooperativa de transportes na qual estariam presentes, segundo a polícia, integrantes da facção. Agora, o Ministério Público pediu autorização para o Órgão Especial do Tribunal de Justiça para investigar denúncias que relacionam Moura à lavagem de dinheiro para o crime organizado. Como tem foro privilegiado, o caso só pode ser apurado após os desembargadores confirmarem a existência de indícios suficientes do crime.

Veja mais: Executiva do PT decide expulsar deputado suspeito de envolvimento com PCC

Moura afirma que sequer foi notificado pelo tribunal para apresentar sua defesa prévia. Ele nega qualquer ligação com a facção. O deputado confirma ter participado da reunião, na qual um homem que era foragido foi preso, mas alega que não sabia da presença de nenhuma pessoa envolvida com crimes no local. Segundo Moura, o objetivo do encontro era evitar paralisações no transporte.

Metrô 24 horas

A decisão do governo paulista de ampliar em meia hora o horário de funcionamento do Metrô nos dias de jogos na capital do Estado fez com que o deputado Luiz Claudio Marcolino (PT) retomasse a discussão do seu projeto que torna o serviço do Metrô 24 horas. A proposta conta com o apoio do sindicato da categoria.

Quem tem razão?

O Ministério Público Federal em São Paulo instaurou um procedimento para apurar os repasses feitos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para a Santa Casa paulistana. A suposta retenção de parte do repasse pelo governo paulista gerou um bate-boca entre autoridades estaduais (tucanas) e federais (petistas).

Conjuntura do País

Vice-presidente do Insper, o economista Marcos Lisboa vai inaugurar no próximo dia 13 um ciclo de almoços-palestras da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria em São Paulo. Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda entre 2003 e 2005, ele deve falar sobre o panorama político do Brasil hoje.

Situação do EISA será discutida em Brasília

A crise no Estaleiro Ilha do Governador (EISA) vai ter desdobramentos em Brasília. Depois de reunião junto à Casa Civil e Ministério do Trabalho, o Sindicato dos Metalúrgicos do Rio e a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e outros parlamentares do Rio irão, na próxima semana, à presidência da Caixa Econômica Federal para articular o aporte de R$ 200 milhões à empresa. A tentativa é para pagar os salários atrasados dos 3 mil operários.

Promessa de pagamento até o próximo dia 7

Ontem, os trabalhadores receberam a notícia de que a empresa depositou o valor que devia em vales-refeição. O Eisa se comprometeu a regular a situação do plano de saúde e pagar os salários atrasados até o próximo dia 7, quando os profissionais devem retornar ao trabalho, depois de mais de um mês de paralisação. O sindicato deve fazer uma nova assembleia no dia.

O deputado não contestou em momento nenhum o conteúdo das gravações e está em situação muito vulnerável” - Átila Lins (PSD-AM), corregedor da Câmara dos Deputados, sobre as suspeitas de que o deputado Rodrigo Bethlem (PMDB-RJ) teria recebido propinas

*Por Leonardo Fuhrmann, interino 

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