Entidade destaca avanços na relação com os EUA no governo Dilma

Por Brasil Econômico I Gilberto Nascimento* |

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Câmera Americana de Comércio diz que relações entre os dois países nunca foram tão boas quanto nos últimos três anos

Brasil Econômico

Os principais presidenciáveis de oposição, o tucano Aécio Neves e o pessebista Eduardo Campos, têm defendido uma maior aproximação do Brasil com os Estados Unidos, principalmente na área econômica. O discurso, no entanto, não parece baseado na realidade.

Para a Câmera Americana de Comércio sediada em São Paulo, as relações entre os dois países nunca foram tão boas quanto nos últimos três anos, durante a gestão da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição. A entidade defende a importância de o País buscar acordos bilaterais com a União Europeia e os Estados Unidos, mas destaca a evolução das relações econômicas, apesar de alguns choques políticos que os dois países tiveram, principalmente por conta da revelação das ações da espionagem norte-americana no País.

Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff recebe cumprimentos do líder dos Estado Unidos, Barack Obama, após discurso na abertura da 67ª Assembleia-Geral das Nações Unidas (25/09/2013)


Entre os aspectos positivos, a Amcham destaca o Acordo de Troca de Informações Tributárias, ratificado pelo Congresso em 2013, e a implementação do programa piloto de Operador Econômico Autorizado (OEA). Este projeto deve começar a funcionar no mês que vem, com três empresas que vão ter suas operações de importação e exportação facilitadas quando forem feitas entre os aeroportos de Miami e Viracopos, no interior paulista. Cita ainda as parcerias na área do conhecimento. Atualmente, 7 mil alunos brasileiros estudam nos Estados Unidos graças ao programa Ciência sem Fronteiras, lançado pelo governo brasileiro em 2011. O Brasil também recebe alguns milhares de estudantes norte-americanos graças ao 100 Mil Unidos pelas Américas, equivalente do governo norte-americano, iniciado pelo presidente Barack Obama no ano seguinte.

EISA tenta retomar suas atividades

O Estaleiro da Ilha do Governador (EISA), na Zona Norte carioca, vai tentar aporte de R$ 200 milhões junto à Caixa Econômica Federal para reverter sua crise financeira. Cerca de 3 mil trabalhadores estão em férias coletivas e sem receber seus salários, e suas operações estão paralisadas desde o mês passado. A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) tem participado das negociações entre os trabalhadores e a empresa, do grupo Synergy. Ela deve participar de uma assembleia dos funcionários hoje: "O Governo do Rio foi omisso com o setor, que é um dos maiores PIBs do Estado", critica. A verba será aplicada para atender encomendas e pagar dois meses de vale-refeição atrasado.

PMs contra a PM

Uma pesquisa feita pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas indicou que 55,06% dos PMs do País são contrários à existência de uma polícia militar. A maioria dos agentes de segurança defendeu uma carreira policial única e de caráter civil.

Emenda para identificação de ossadas

O deputado Renato Simões (PT-SP) conseguiu o apoio da ministra Ideli Salvatti, da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, para a liberação de uma emenda parlamentar de sua autoria de R$ 300 mil. O valor deve ser aplicado na identificação de ossadas de desaparecidos políticos durante a ditadura, que foram enterrados em uma vala clandestina no cemitério de Perus, na capital paulista. A partir deste ano, graças a um convênio, a identificação esta a cargo da Unifesp.

Vala clandestina foi descoberta em 1990

A vala foi descoberta em 1990 e tem um total de 1.049 ossadas. Para movimentos de defesa dos direitos humanos há indícios de que pelo menos 20 delas pertençam a desaparecidos políticos. Segundo eles, no local estariam também vítimas de grupos de extermínio formados por policiais que atuaram na década de 1970. Em quase 24 anos, a identificação pouco avançou.

“Sou contra qualquer tipo homofobia. Acredito que homossexualismo não é doença, mas é pecado” - Marcelo Crivella, bispo da Igreja Universal e candidato ao governo do Rio pelo PRB, sobre o projeto que criminaliza a homofobia

*Leonardo Fuhrmann (interino)

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