Em entrevista à rádio da Bahia, candidata também afirma que pretende garantir um maior acesso a exames de laboratório

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira (31) que pretende incrementar o programa Mais Médicos incluindo especialistas para atender a população e também garantir um maior acesso a exames de laboratório.

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"Queremos partir para a criação também de um serviço que garanta agilidade no atendimento chamado médico especialista, o médico que vai cuidar, por exemplo, de um problema de glândula, o médico que vai cuidar de um problema do coração, aquele médico ortopedista", disse Dilma em entrevista à Rádio Sociedade, da Bahia. "E ao mesmo tempo garantir acesso aos exames laboratoriais", acrescentou a presidente, que busca a reeleição.

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Segundo a presidente, os médicos alocados na atenção básica do posto de saúde conseguem resolver 80% dos problemas, e os especialistas resolverão o restante. A presidente ressaltou que também lançará o Minha Casa, Minha Vida 3. “Nós iremos, no próximo período, caso eleitos, fazer o Minha Casa, Minha Vida 3, e aí serão mais 3 milhões de moradias.”

O programa Mais Médicos foi uma das respostas da presidente às grandes manifestações populares de junho de 2013, que reivindicavam, entre outras questões, melhorias nos serviços públicos.

Com o objetivo de alocar médicos em regiões com carência desses profissionais para melhorar o atendimento básico, o programa gerou muita polêmica, especialmente pelo envolvimento de um grande contingente de médicos cubanos.

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O Mais Médicos e o Minha Casa, Minha Vida são pilares da campanha de Dilma, que também deve valorizar o Pronatec, de ensino técnico.

Em relação às críticas sobre a situação do País, Dilma respondeu que o “mote” de sua campanha será “a verdade vai vencer o pessimismo”, e comparou o atual momento com o que aconteceu na eleição que elegeu, em 2002, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva . Depois da vitória, Lula cunhou o slogan “A esperança venceu o medo”.

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“O que vence o pessimismo é a verdade dos fatos”, disse Dilma. Para ela, há, de forma deliberada, um “processo de criação de expectativas negativas nocivo ao País”. A candidata voltou a negar a possibilidade de “tarifaço” depois das eleições de outubro e ressaltou que, diferentemente do que “os pessimistas” previam, não houve crise cambial no País nem racionamento energético, porque o Brasil fez “o dever de casa”. Segundo a presidente, a inflação também está sob controle. “A inflação está caindo e vai fechar direitinho na meta, dentro da banda.”

Na entrevista desta quinta, Dilma reforçou que está comprometida com a reforma política no país, que, segundo ela, precisa de uma “grande mobilização popular” para virar realidade. “Acredito que uma grande mobilização popular pode criar legitimidade e força para reforma polítical.”

*Com Reuters e Agência Brasil

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