A sindicalistas, presidente usa 'tática do medo' e, ao contrário de Lula, afirma que crise internacional é a maior em 85 anos

Em um microcomício para trabalhadores da Central Única dos Trabalhadores (CUT) nesta quinta-feira (31), a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff , comparou as críticas da oposição à estagnação econômica do País ao "pessimismo" dos mesmos adversários antes da realização da Copa do Mundo no Brasil. "Como na Copa, vamos dar uma goleada nos pessimistas", afirmou.

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Ao lado do candidato do PT ao governo de SP, Alexandre Padilha, presidente Dilma Rousseff participa da 14ª Plenária da CUT
Futura Press
Ao lado do candidato do PT ao governo de SP, Alexandre Padilha, presidente Dilma Rousseff participa da 14ª Plenária da CUT

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Ao lado do candidato ao governo paulista, Alexandre Padilha (PT), a presidente participou da 14ª Plenária da CUT, em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. Em razão de sua participação na inauguração da réplica do Templo de Salomão , da Igreja Universal do Reino de Deus, no início da noite, Dilma quebrou o protocolo e foi direto para o microfone, logo depois da fala do presidente da CUT, Wagner Freitas.

Ao contrário do antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva , para quem a crise econômica teve o efeito de "marola" no Brasil, Dilma não só admitiu a turbulência econômica, como afirmou se tratar da "maior em 85 anos". "A maior desde 1929, que atinge todos os países do mundo, os desenvolvidos e os em desenvolvimento."

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Logo que começou seu pronunciamento, a candidata lembrou que o mote de campanha de Lula em 2002 era que a esperança venceria o medo. Agora o lema teria de mudar: "A verdade tem de vencer o pessimismo", afirmou ao lembrar das críticas da oposição antes da abertura da Copa do Mundo. "Eles passaram mais de dois anos falando que não teria Copa do Mundo e que, se tivesse, daria errado. Não teria aeroporto, estádio, só haveria caos", disse. "Líderes da oposição diziam que a gente tinha de devolver a Copa para a Fifa. No fim, ela foi aquele sucesso."

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Dilma, então, usou o que a oposição chama de "tática do medo" ao insinuar que, se os adversários vencerem, o trabalhador é quem será punido. Para a presidente, a crise aqui se deve à irresponsabilidade internacional, "mas a culpa querem que seja do trabalhador". "Nosso projeto é superar a crise, garantindo renda, emprego e que todas as conquistas sejam mantidas."

De acordo com a candidata, o Brasil pulou de uma dívida internacional de R$ 37 bilhões para um saldo positivo de R$ 380 bilhões em suas reservas, e seria essa "mudança fantástica" que seus opositories torceriam contra. "Nossa campanha vai confrontar a verdade contra o pessimismo e de 'quanto pior, melhor'. Não. Quero melhor, mais futuro."

Tática do medo?

Dilma tomou a palavra logo depois do presidente da CUT, a quem coube "alertar" os sindicalistas sobre vitórias da oposição. Sem citar nomes, ele disse que "o outro candidato" vai acabar com a política de salário mínimo, o "outro" estaria dizendo que a valorização do mínima causa inflação, enquanto "outro está dizendo que tem de acabar com essa farra de manifestação".

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