Candidato do PMDB em SP se esquiva de reivindicações da categoria na sede da CERPM na zona norte da capital paulista

Candidato a governador de São Paulo, o empresário Paulo Skaf (PMDB) se declarou nesta quarta-feira (30) à Polícia Militar de São Paulo em evento com oficiais, mas evitou fazer promessas, embora tenha sido questionado a respeito e assistido a uma apresentação de meia hora com reivindicações que iam de reajuste salarial ao fim da Operação Delegada , conhecida como "bico oficial".

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Candidato do PMDB ao governo de São Paulo, o empresário Paulo Skaf (PMDB) participa de encontro com a Polícia Militar na zona norte
Wanderley Preite Sobrinho/iG
Candidato do PMDB ao governo de São Paulo, o empresário Paulo Skaf (PMDB) participa de encontro com a Polícia Militar na zona norte

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Ao lado do candidato ao Senado Gilberto Kassab (DEM), Skaf foi recebido pela Coordenadoria de Entidades Representativas dos Policiais Militares do Estado (CERPM) em sua sede na zona norte de São Paulo. Ele ouviu a comparação do salário médio do PM paulista (R$ 3,4 mil) com o do Distrito Federal (R$ 5,2 mil) e a dimensão de oficiais para cada habitante. Enquanto em São Paulo ela é de um PM para 700 habitantes, na capital federal essa proporção é de um policial para 189 pessoas.

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Durante uma apresentação de quase meia hora, Skaf ouviu críticas à Operação Delegada, que utiliza mão de obra de policiais em horário de folga. Segundo a CERPM, a elevada carga horária e a baixa remuneração comprometem o policial "física e psicologicamente". 

Depois dessa apresentação, Skaf foi convidado a falar. Apesar de ter sido perguntado duas vezes sobre suas propostas, ele preferiu não se comprometer com nenhuma demanda, apenas com a "valorização profissional".

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O candidato substituiu as promessas por uma declaração: "Se eu viesse com sonhos, sem realidade, seria uma enganação, mas podem contar que valorizo a PM e me orgulho muito dela", afirmou: Vocês não precisam me convencer de nada. A Polícia Militar mora aqui do lado esquerdo", completou, dando tapinhas sobre o peito.

Skaf também evitou criticar o governador e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), função que coube ao deputado estadual Conte Lopes. "Quem é o maior adver´sario da população, o PCC ou o Geraldo Alckmin? Ele não cumpre o que assina."

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