Em evento com policiais militares, candidato do PMDB ao governo de SP se declarou como adversário do PT e do PSDB

Candidato do PMDB ao governo de São Paulo e oficialmente atrelado a campanha de reeleição de Dilma Rousseff (PT), Paulo Skaf negou nesta quarta-feira (30) a possibilidade de dar apoio às candidaturas de Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) . Por outro lado, ele evitou citar Dilma.

Apesar de o PMDB ser da base de Dilma, Skaf tem evitado declarar apoio à presidente
José Cruz/ Agência Brasil
Apesar de o PMDB ser da base de Dilma, Skaf tem evitado declarar apoio à presidente

“Não terá nenhum apoio meu (de candidatos do PMDB) a nenhuma candidatura, nem de Aécio, nem de Eduardo Campos”, declarou Skaf, durante encontro na Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo, na capital paulista.

Skaf deu a declaração em resposta a uma pergunta sobre candidatos do PMDB em São Paulo, que supostamente teriam buscado apoio de Aécio para obter material de campanha.

Mas ao ser questionado sobre a possibilidade de abrir o palanque a Dilma, Skaf saiu pela tangente. “Sabe que eu nunca falei sobre isso”, desconversou o peemedebista, em tom de brincadeira.

Leia mais: Skaf se declara à PM de São Paulo, mas evita fazer promessa a oficiais

O PMDB de Skaf é aliado do PT no Governo Federal, mas o candidato tem resistido em ligar seu nome a Dilma, em razão da rejeição da presidente no estado - segundo pesquisa Datafolha, entre os dia 15 e 16 de julho, ela é rejeitada por 47% dos paulistas.

 Mesmo evitando apoiar publicamente a candidatura do PT à Presidência da República, Skaf tem sido pressionado a mudar de ideia pelos caciques de seu partido.

Vice de Dilma e presidente do PMDB, Michel Temer afirmou recentemente que Skaf terá de embarcar na candidatura da petista. Mas o ex-presidente da Fiesp voltou a resistir e até chegou a ironizar o apoio ao PT num vídeo publicado em sua página no Facebook, sem falar diretamente de Dilma, entretanto.

'Sabe de nada, inocente': Skaf ironiza chance de apoio ao PT em SP

Nesta quarta, Skaf disse que sua relação com Temer é de “respeito, consideração e muita amizade”, mas ponderou que o cenário estadual é diferente do estadual. “Em São Paulo, da mesma forma que somos adversários do PT, somos adversários do PSDB”, explicou o peemedebista.

Mas como o iG mostrou, uma aliança Dilma e Skaf ainda é dada como possível , como já admitiu um cacique do PMDB.

Veja mais: Palanque Skaf-Dilma é possível, segundo fonte do PMDB paulista

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.