Seis mitos sobre fraudes na urna eletrônica

Por Marcel Frota I iG Brasília |

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Principais fantasias que circulam na internet sobre sistema brasileiro de votação desmistificadas pelo TSE

1 - Impressão do voto
Crítica: Ao não imprimir o voto, a urna eletrônica elimina a possibilidade de confirmação do mesmo por meio alternativo ao software de votação e não permitiria ao eleitor confirmar se seu voto foi computado corretamente, bem como eliminaria a possibilidade de auditoria.
O que diz o TSE: A impressão do voto seria um passo para trás na trajetória que o TSE escolheu para gerenciar o processo de votação no país. A Justiça alega que o processo de votação manual tinha muita intervenção humana. Ao mitigar a intervenção do homem por meio da tecnologia diminui a possibilidade de alteração, adulteração e erro.

Divulgação/Nelson Jr./ ASICS/TSE
Criação brasileira, a urna eletrônica é cercada de mitos sobre seu funcionamento


2 - Transparência

Crítica: Existe pouca transparência no processo de totalização dos votos ou mesmo do registro deles pela urna. O TSE não abre os códigos do software de votação para que todos possam conhecer e contribuir com o desenvolvimento da urna.
O que diz o TSE: O TSE admite que pode abrir mais espaço para a participação da comunidade acadêmica no futuro, mas argumenta que atualmente qualquer um pode conhecer o software ao visitar a sede do tribunal. Diz ainda que o processo de lacração da urna é acompanhado por representantes dos partidos, OAB e Ministério Público.

3 - Transmissão dos votos
Crítica: Fraudes no processo de votação poderiam ocorrer durante a transmissão dos dados da urna eletrônica para o TSE.
O que diz o TSE: A urna não é ligada a nenhum dispositivo de rede. Os dados são gravados em mídia digital, assinados digitalmente e criptografados por um algoritmo de alta complexidade. Quando chega aos TREs, esse arquivo passa por um checklist com 10 itens de verificação que atestam se o boletim é oriundo de uma urna verdadeira. Somente o TSE pode ler a criptografia dos boletins.

Veja mais: Justiça Eleitoral rebate ‘histórias fantasiosas’ sobre urna eletrônica

4 - A urna brasileira é obsoleta
Crítica: A urna eletrônica brasileira está ultrapassada e seu conceito de votação vincula o voto ao software e caso ele seja de alguma forma comprometido, os votos também serão. É preciso evoluir para urnas que tenham métodos de verificação de forma independente do software, como a impressão ou emissão de certificado de votação para comprovação.
O que diz o TSE: O conceito de urna de segunda e terceira gerações é uma terminologia de mercado. A urna do TSE não é de mercado, é uma solução totalmente desenvolvida pelo tribunal. Seus resultados podem ser verificados por meio do boletim da urna, impresso ao final da votação.

5 - Hacker do Rio de Janeiro fraudou eleição
Crítica: Um jovem estudante do Rio de Janeiro teria conseguido invadir a rede privativa do TSE, furtou um boletim de urna, espécie de planilha em que ficam gravados os votos, e adulterado o resultado das eleições em troca de acordos com candidatos a deputado estadual que pagariam caro pela fraude.
O que diz o TSE: A manobra do suposto hacker é inviável. Quando a urna é encerrada o resultado é de conhecimento público então tudo que acontece daí para frente é totalmente verificável. Se houvesse alguma alteração certamente ela seria percebida. O boletim de urna é criptografado com algoritmo a alta complexidade e ainda assinado com um certificado digital e outros 9 passos de verificação para que um boletim de urna seja aceito pelo sistema do TSE.

6 - Nenhum país quer a urna brasileira
Crítica: Representantes de outros países teriam ficado horrorizados com as possibilidades de fraude possíveis por causa de vulnerabilidades da urna brasileira e o equipamento jamais foi usado por outros países.
O que diz o TSE: Não existe a recusa de nenhum país com a solução brasileira. A urna brasileira se adequa e serve para às características e realidade nacionais.

O TSE não tem intenção de vender essa solução para outros países e nem tão pouco fornecer equipamentos. O TSE fornece apoio a outros países por meio de consultoria.

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