Na CNI, Dilma diz que governo barrou crise com medidas anticíclicas

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Em sabatina, Dilma afirma que as críticas à política econômica partem dos mesmos que desaprovam as desonerações

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira (30) a uma plateia de empresários que a situação da indústria no País seria bem pior caso o governo não tivesse adotado medidas anticíclicas de estímulo à produção que protegessem o Brasil da crise mundial.

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José Paulo Lacerda/ CNI
Presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, participa de encontro com empresários na CNI

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Em sabatina realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Dilma afirmou que as críticas à política econômica partem dos mesmos que desaprovam as desonerações adotadas pelo governo em alguns momentos mais críticos e são contrários às compras governamentais como forma de incentivo a indústria.

“Como teria sido se não tivéssemos adotado medidas anticíclicas de estímulos à produção?”, questionou Dilma. “É bom lembrar àqueles que criticam que não só nos protegemos da crise, mas preparamos as bases para o crescimento”, destacou a presidente. “Esse tipo de crítica parte dos mesmos que questionam as desonerações, as compras governamentais e combatem a política industrial”, atacou a presidente.

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Dilma participa da sabatina acompanhada de seis ministros de seu governo, além dos presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine.

A presidente lembrou os investimentos na exploração de petróleo da camada pré-sal e os avanços da indústria naval que, de acordo com as perspectivas do governo, vai contratar até 2020 cerca de US$ 100 bilhões.

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A presidente disse também que seu eventual próximo governo dará prioridade à reforma tributária seguindo princípios da simplificação dos impostos, a desburocratização da arrecadação e sem sobrepor tributos. Ela aproveitou para alfinetar indiretamente a oposição que, para o governo, não contribuiu para o avanço das propostas nesse sentido que estão no Congresso. Entre essas proposta, Dilma citou as que promovem mudanças no ICMS, PIS e Cofins.

Dilma Rousseff,  candidata à reeleição  pelo PT, durante dia de campanha em Ribeirão das Neves, em Minas Gerais (22/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff faz campanha em São Paulo ao lado dos petistas Alexandre Padilha, candidato ao governo, e Eduardo Suplicy, candidato ao Senado (20/9). Foto: Paulo Pinto/AnaliticaDilma faz campanha ao lado de Marcelo Crivella, candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PRB, em Duque de Caxias (19/9)
. Foto: Ichiro Guerra/PTDilma posa para fotos durante campanha em Campinas, em São Paulo (17/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma tem dia de campanha em Campinas, interior de São Paulo, com carreata e encontro com intelectuais (17/9). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma Rousseff, ao lado de Marina Silva e Aécio Neves, no debate na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, na cidade paulista de Aparecida (16/09). Foto: DIVULGAção/PSBEvento no Rio de Janeiro reúne artistas e intelectuais em apoio a Dilma Rousseff (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasCantora Alcione cumprimenta Dilma no evento 'artistas de coração valente' (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasAtor Chico Diaz também apoia a candidatura de Dilma Rousseff à reeleição (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasTeólogo Leonardo Boff, Dilma, Lula e a economista Maria da Conceição Tavares em ato de apoio à Presidente (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasDilma faz discurso diante de artistas em evento no Rio de Janeiro (15/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasLindberg Farias, candidato do PT ao governo do Rio, também participa de encontro com artistas a favor de Dilma (16/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasDilma vai ao lançamento do Livro “Um país chamado favela”, no Rio de Janeiro, e arrisca passos de funk com membros da comunidade (15/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma também acompanhou apresentação de capoeira na comunidade carioca (15/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff posa ao lado de jovens no lançamento do Livro “Um país chamado favela”, no Rio de Janeiro (15/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma tem encontro com juventude em Belo Horizonte, Minas Gerais (13/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff participa de ato Público com Movimentos Negros, em Nova Lima, em Minas Gerais (13/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff sai em carreata em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, ao lado de Lindgerb Farias, candidato ao governo do estado pelo PT (12/9). Foto: Tasso Marcelo/Fotos PúblicasDilma Rousseff (PT) é entrevistada por Tales Faria, publisher e vice-presidente editoral do iG, e Amanda Klein, apresentadora do RedeTV! News (11/09). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma tratou das denúncias sobre um suposto esquema de pagamento de propina na Petrobras. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaPresidente atribuiu à adversária Marina Silva (PSB) problemas no andamento de usinas de Jirau e Santo Antonio . Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaCartazes para Dilma Rousseff são exibidos durante comício em Belém, no Pará (10/9). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaLula participa de comício de Dilma Rousseff em Belém, no Pará (10/9). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaDepois do desfile de 7 de setembro, Dilma se reúne com juventude no Palácio da Alvorada (7/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Presidente Dilma Rousseff chega para o início do desfile pelo dia 7 de Setembro no DF (7/9). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIADilma Rousseff posa para fotos visita o Residencial Cidade Jardim, construído pelo Minha Casa Minha Vida, em Fortaleza (6/9). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma ganha miniatura de taxi em encontro com taxistas em São Paulo (6/9). Foto: Ichiro Guerra/PTOs candidatos Dilma Rousseff e Alexandre Padilha participam de encontro com mulheres em São Paulo (6/9). Foto: Paulo Pinto/ AnalíticaLula coloca chapéu em Dilma durante comício no Recife (4/9). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaAo lado do ex-presidente Lula, a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) participou de carreata em São Bernardo do Campo, em São Paulo (02/09). Foto: Divulgação/PTAmbos com o chapéu do Corinthians, Dilma e Lula fazem carreata em São Bernardo do Campo, nesta terça-feira (02). Foto: Divulgação/PTDilma Rousseff participa de encontro com prefeitos paulistas em Jales, no interior de São Paulo (30/8). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma Rousseff visita a Casa de Cultura do Pelourinho, em Salvador, e se arrisca ao lado de ritmistas (29/8). Foto: Ichiro Guerra/PTCandidata do PT à reeleição para a Presidência da república, Dilma Rousseff, visita a escola Senai Simatec, em Salvador (29/8). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma Rousseff participa de encontro com trabalhadores da agricultura, em Brasília, nesta quinta-feira (28). Foto: Divulgação/PTDilma Rousseff chega para debate TV Band, o primeiro dos presidenciáveis nestas eleições (22/08). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressAo lado de Aécio Neves, Dilma cumprimenta Marina Silva no debate da TV Band (26/8). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressCandidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff visita vistoria obras da transposição do Rio São Francisco com ex-presidente Lula (21/08). Foto: Divulgação/PTDilma faz uma refeição durante visita à Usina Hidroelétrica Santo Antônio, em Porto Velho (19/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13No Palácio da Alvorada,  Dilma Rousseff é entrevistada por Willian Bonner e Patrícia Poeta para o Jornal Nacional (18/08). Foto:  Globo/ Gabriel SoutoPresidente Dilma Roussef, Lula e outros políticos vão ao velório de Eduardo Campos e vítimas de acidente aéreo (17/8). Foto: Ricardo Moraes/ReutersDilma Rousseff cumprimenta Marina Silva, que era candidata à vice na chapa de Eduardo Campos (17/8). Foto: Ricardo Moraes/ReutersDilma Rousseff cumprimenta o presidenciável pelo PSDB Aécio Neves no velório de Eduardo Campos e vítimas do acidente aéreo (17/8). Foto: Paulo Whitaker/ReutersPresidente Dilma Rousseff conforta filhos de Eduardo Campos durante velório na manhã deste domingo na sede do governo de Pernambuco (17/8). Foto: Ricardo Moraes/ReutersDilma Rousseff faz pronunciamento sobre a morte de Eduardo Campos em Brasília, nesta quarta-feira (13). Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil)Presidente e candidata à releição Dilma Rousseff visita trecho da Ferrovia Norte-Sul, na cidade goiana de Anápolis (11/08). Foto: Divulgação/PTDilma e Padilha, candidato ao governo de São Paulo, fazem encontro com juventude na capital paulista (11/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Presidente Dilma Rousseff durante entrevista para RBS (11/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff conversa com jornalistas em Brasília no Palácio da Alvorada (10/8). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIADilma faz carreata ao lado de Padilha, candidato ao governo de São Paulo, pelas ruas de Osasco e aproveita para comer um cachorro-quente (9/8). Foto: Ichiro Guerra/PTComitiva do PT em carreata por Osasco. Na foto aparecem Dilma, Padilha, Marta e Eduardo Suplicy (9/8). Foto: Paulo Pinto/AnaliticaDilma visita ferrovia em Iturama, Minas Gerais (8/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff participa de ato de sindicalistas em apoio a sua candidatura, em São Paulo (7/8). Foto: Futura PressDilma durante ato com sindicalistas da CUT, UGT, CTB, NCST, CSB e Força Sindical (7/8). Foto: Ichiro Guerra/ Dilma 13Dilma Rousseff participa de encontro e sabatina da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (6/8). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma Rousseff visita sas obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira (PA)em semana se campanha (5/8). Foto: Ichiro Guerra/Fotos PúblicasDilma almoça na Usina de Belo Monte (5/8). Foto: Ichiro Guerra/Fotos PúblicasEm campanha pela reeleição à Presidência, Dilma visita obra em Belo Monte e posa para fotos e as tradicionais selfies com operários (5/8). Foto: Ichiro Guerra/Fotos PúblicasPresidente Dilma Rousseff é vista durante visita à Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Jardim Jacy, em Guarulhos (4/8). Foto: Ichiro Guerra/PTPerfil de Dilma Rousseff no Instagram. Foto: Instagram/dilmarousseffDilma Rousseff usa suas contas em outras redes sociais, como o Facebook, para anunciar a entrada no Instragram (4/8). Foto: Facebook/Dilma RousseffAo lado de Lula, Dilma participa do lançamento da campanha de Josué Alencar, candidato ao Senado Federal pelo PT (1/8). Foto: Ichiro Guerra/PTPose para foto ao lado de eleitores no lançamento da campanha de Josué Alencar ao Senado. Foto: Ichiro Guerra/ PTCom candidato do PT em São Paulo, Alexandre Padilha (D), presidente Dilma Rousseff, participa da 14ª Plenária da CUT, em Guarulhos (31/7). Foto: Futura PressA presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, participa da 14ª Plenária Nacional da Central Única dos Trabalhadores (31/7). Foto: Futura PressPresidente Dilma Rousseff é vista em palco durante evento da CUT em Guarulhos (31/7). Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGPresidente Dilma Rousseff sorri durante encontro com empresários promovido pela CNI em Brasília (30/7). Foto: Ichiro Guerra/PTPresidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, participa de encontro com empresários na CNI (30/7)
. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma tem encontro com prefeitos em churrascaria em São João de Miriti, no Rio de Janeiro (24/7). Foto: Ichiro Guerra/PTDilma presta homenagem a Neymar, que sofreu uma fratura na 3ª vértebra lombar e acabou fora da Copa do Mundo (7/7). Foto: Reprodução/InstagramAo lado de Lula, Dilma participa da convenção estadual do PT no Paraná. Evento lança a candidatura de Gleisi Hoffmann no Estado (3/7). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaDilma Rousseff discursa na convenção estadual do PT do Paraná, em Curitiba (3/7). Foto: Heinrich Aikawa / Instituto LulaPresidente e candidata à reeleição participa também da convenção estadual do PT da Bahia (27/6). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaDilma cumprimenta baiana em convenção do PT em Salvador (27/6). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaDilma e Lula participam do lançamento da candidatura de Rui Costa (esquerda) ao governo da Bahia (27/6). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaJorge Wagner, atual governador da Bahia, também sobe ao palanque ao lado de Rui Costa, Lula e Dilma (27/6). Foto: Heinrich Aikawa/Instituto LulaPROS (Partido Republicano da Ordem Social) anuncia apoio à candidatura a reeleição de Dilma (24/6). Foto: Alan Sampaio / iG Brasília94,5% dos filiados do partido decidem apoiar a reeleição de Dilma (24/6). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma Rousseff discursa na convenção nacional do PROS (24/6). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaPT realiza convenção que homologa a candidatura de Dilma à reeleição em Brasília (21/6). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaEx-presidente Lula participa da convenção do Partido dos Trabalhadores em Brasília (21/6). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaMichel Temer, candidato a vice na chapa de Dilma, também marca presença na convenção ao lado da presidente e de Lula (21/6). Foto: Cadu Gomes/DivulgaçãoFesta na convenção do PT que oficializou Dilma como candidata a reeleição para Presidência (21/6). Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaLula faz questão de afirmar que não há divergências entre ele e a candidata. Foto: Ricardo Stuckert/Instituto LulaDilma Rousseff posa para fotos na convenção nacional do PT que oficializa a sua candidatura à reeleição (21/6). Foto: Cadu Gomes/Divulgação

“Não adianta prometer. Há que se dar os votos para que possamos fazer essas mudanças. Até porque todos vocês sabem que essa proposta já esteve bem próxima da aprovação”, atacou Dilma.

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Ao ser interrompida pela mediadora da sabatina, devido ao esgotamento do tempo, Dilma demonstrou irritação. “Eu tenho que dizer o que eu fiz. Se eu fiz, eu tenho condições de fazer”, retrucou a presidente que seguiu falando mesmo com o tempo vencido.

Ao final da fala da presidente, a mediadora, por sua vez, explicou que a orientação de tratamento equânime dos candidatos é do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), independentemente da condição do candidato.

A presidente respondeu também sobre os esforços do governo para fazer obras públicas com mais agilidade e lembrou que seu governo tentou implantar o regime diferenciado de contratação, conhecido como RDC, que simplificava processos licitatórios. No entanto, as regras propostas pelo governo para projetos específicos não foram aprovadas pelo Congresso.

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“Nós tentamos vários mecanismos para fazer obra pública com mais rapidez. O regime diferenciado de contratação era para isso. Durante esse período, vocês se lembram da quantidade de críticas que recebemos. Diziam que, ao fazermos isso, estávamos abrindo mão dos controles e da fiscalização, o que é uma tolice”, retrucou a presidente.

Alan Sampaio / iG Brasília
Vice-presidente, Michel Temer, assisti pronunciamento de presidente Dilma Rousseff durante sabatina na CNI

Além disso, Dilma disse que o crédito em longo prazo no Brasil só passou a existir após o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Antes disso, crédito em longo prazo era de cinco a sete anos. Quero ver fazer hidrelétrica em cinco e sete anos”, desafiou.

A presidente disse que fazer a reforma política, com plebiscito, será uma prioridade de seu eventual segundo mandato. “Não tenho dúvida de que o Brasil precisa de uma reforma política e só faremos efetivamente essa reforma se tivermos participação popular. Vocês se lembram que eu mandei para o Congresso uma proposta de consulta como base dessa reforma política”, destacou.

Dilma posicionou-se de forma contrária a qualquer reforma nas leis trabalhistas que não seja resultante de um diálogo das empresas, empregados e Congresso Nacional. Segundo a presidente, a exclusão dos trabalhadores da discussão da reforma só provocará um ambiente de atrito.

“Acredito que não se fará reforma trabalhista sem diálogo muito próximo entre empresários trabalhadores e Congresso Nacional. Tem de haver um processo negocial com o objetivo de atualizar toda nossa estrutura para as condições atuais. Sem esse diálogo, cria-se um padrão de desconfiança entre as partes, que passam a não respeitar mais”, disse Dilma.

A presidente foi clara ao se posicionar contrária ao fim do 13º salário e do pagamento das horas. “Do ponto de vista do governo, não queremos fazer não”, disse Dilma.

A presidente também insistiu na ideia de que há um clima de pessimismo que não deve ser estimulado em relação ao desempenho econômico. “As condições que enfrentamos a crise agora e no passado são bem diferentes”, disse Dilma comparando o período de gestão petista com os dois governos tucanos. “Se eles desempregaram 60 milhões, nós contratamos 11,5 milhões. Enfrentamos a crise sem desempregar”, disse a presidente.

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