Economia domina sabatina de Dilma, Aécio e Campos na CNI

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Candidatos à Presidência foram sabatinados por empresários na Confederação Nacional da Indústria, em Brasília

Diante de 700 dos mais importantes empresários brasileiros, os três líderes da corrida presidencial participaram nesta quarta-feira (30) de sabatinas na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Eduardo Campos (PSB) foi o primeiro a falar, seguido por Aécio Neves (PSDB). A presidente Dilma Roussef fechou o evento. Como era de se esperar, a situação atual da economia predominou como assunto principal nos debates. Mas o trio também falou sobre renovação política e reforma tributária.

Na sabatina, cada candidato centrou fogo nas suas áreas de interesse, tidas como atraidoras de votos dos eleitores. Campos procurou se mostrar como o fator novo desta eleição, uma alternativa à polarização entre PT e PSDB . Aécio criticou fortemente a política econômica. Dilma, por sua vez, defendeu a condução da economia de seu governo.

Candidato à Presidente Eduardo Campos durante sabatina promovida pela CNI, em Brasília. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaCandidato à Presidente Eduardo Campos durante sabatina promovida pela CNI, em Brasília. Foto: José Paulo Lacerda/ CNICandidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, e sua vice, Marina Silva, chegam a auditório para encontro na CNI, em Brasília (30/7). Foto: José Paulo Lacerda/ CNICandidata à vice-presidência do PSB, Marina Silva, é vista durante sabatina do seu companheiro de chapa, Eduardo Campos, na CNI. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAAécio Neves (PSDB) participa de diálogo com empresários na Confederação Nacional da Indústria(30/07). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaAécio Neves (PSDB) participa de diálogo com empresários na Confederação Nacional da Indústria. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaCandidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, participa de encontro com empresários. Foto: José Paulo Lacerda/ CNIAécio Neves dá coletiva na Confederação Nacional da Indústria
. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaPresidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, participa de encontro com empresários na CNI. Foto: José Paulo Lacerda/ CNIPresidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, participa de encontro com empresários na CNI (30/7)
. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaPresidente Dilma Rousseff sorri durante encontro com empresários promovido pela CNI em Brasília (30/7). Foto: Ichiro Guerra/PTVice-presidente, Michel Temer, assisti pronunciamento de presidente Dilma Rousseff durante sabatina na CNI. Foto: Alan Sampaio / iG Brasília

Eduardo Campos: “O padrão político esclerosou, faliu”

Com tem sido desde o início de sua candidatura, o candidato do PSB procurou se destacar na sabatina com uma terceira via, uma alternativa a polarização PSDB e PT, que dominou as últimas eleições nacionais. “O padrão político esclerosou, faliu”, criticou Eduardo Campos na sabatina, propondo ainda a aposentadoria de líderes políticos tradicionais.

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“O Brasil não pode continuar acompanhado de Sarney, de Collor e de Renan”, prosseguiu Campos, que atrelando Dilma e Aécio à chamada “velha política”. Falando sobre economia, o candidato prometeu enviar um projeto de reforma tributária na primeira semana de seu governo, caso seja eleito.

Aécio Neves: Governo vai deixar 7% de inflação e 1% de crescimento

Em sua fala aos empresários, Aécio Neves concentrou sua fala no desempenho da economia brasileira. “Se tivemos um cenário externo desfavorável, tivemos atitudes internas que nos levaram a um processo de estagflação, de crescimento pífio da economia. Preços represados em alguns setores, e, mesmo assim, a inflação estoura o teto da meta”, disse o tucano, direcionando seu ataque ao governo Dilma.

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Prometendo simplificar os impostos se for eleito, Aécio fez uma analogia com a desastrosa derrota do Brasil para a Alemanha na Copa do Mundo, em Belo Horizonte. “Lamento esse 7 a 1, principalmente por ter sido no meu Estado, mas este é o que menos me preocupa. O que me preocupa é o que o governo vai deixar aí 7% de inflação e 1% de crescimento.”

Dilma Rousseff: Nos protegemos da crise e preparamos as bases do crescimento

Última a falar, a presidente Dilma alfinetou os dois adversários, que têm feito reparos à política econômica de seu governo. A petista disse que a economia estaria numa situação bem pior se sua administração não tivesse adotado medidas anticíclicas de estímulo à produção que protegessem o Brasil da crise mundial.

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“É bom lembrar àqueles que criticam que não só nos protegemos da crise, mas preparamos as bases para o crescimento”, destacou a presidente. “Esse tipo de crítica parte dos mesmos que questionam as desonerações, as compras governamentais e combatem a política industrial”, completou Dilma.

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