Diretor do Datafolha não crê em chances de Kassab

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento | - Atualizada às

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Para Paulino, tucano José Serra e petista Eduardo Suplicy são mais conhecidos e contam com grande empatia do eleitorado

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Apesar de ter o maior tempo de TV entre os candidatos ao Senado por São Paulo, o ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab (PSD) não terá vida fácil na eleição deste ano. Pelo menos na opinião do diretor do Datafolha, Mauro Paulino. Para ele, os dois principais rivais de Kassab na eleição, o tucano José Serra e o petista Eduardo Suplicy, são mais conhecidos e contam com uma grande empatia do eleitorado paulista. Além disso, ambos têm uma taxa de rejeição menor do que a do ex-prefeito. Paulino aposta em uma disputa acirrada entre o ex-governador e o senador, que completa 24 anos de mandatos consecutivos. Ele lembra também da alta volatilidade dos votos para o Senado, o que torna difícil fazer prognósticos para a disputa entre o tucano e o petista.

Junho: Kassab vai disputar Senado na chapa de Paulo Skaf, do PMDB

TIAGO CHIARAVALLOTI/FUTURA PRESS
Gilberto Kassab

Para Paulino, Suplicy tem a vantagem de estar acima das disputas partidárias. “Como a ex-ministra Marina Silva (criadora da Rede Sustentabilidade e candidata a vice na chapa do pessebista Eduardo Campos) ele é um dos poucos nomes que fogem da imagem de político tradicional”, analisa. Mesmo com um quadro difícil para a vitória, Kassab tem outras perspectivas para a eleição deste ano, a primeira nacional e estadual do PSD, partido do qual é presidente nacional. A principal é o fortalecimento da estrutura, com a eleição do maior número possível de deputados estaduais e federais. Mais conhecido na região metropolitana, Kassab tem investido desde a pré-campanha no interior, em ações com líderes regionais do partido, e até mesmo de nomes de expressão nacional, como o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles.

De volta

O prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), ressuscitou ontem sua conta na rede social twitter. Postou a entrevista que deu à edição brasileira do jornal El País. Antes dessa, a última publicação havia sido no dia 28 de outubro de 2012, quando agradeceu aos eleitores da cidade pela vitória nas urnas.

Com a PM

Candidato ao governo de São Paulo, o empresário Paulo Skaf (PMDB) se reúne hoje com dirigentes das associações de oficiais e de cabos e soldados da Polícia Militar. O presidente da segunda entidade, Cabo Wilson, é tenta uma vaga na Assembleia pelo PDT, partido da sua coligação.

Relação difícil

Se o relacionamento de Paulo Skaf com a Polícia Militar está bom, o mesmo não vale em relação à Civil. As críticas são por causa das presenças do ex-governador Luís Antônio Fleury Filho e o ex-secretário de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto na campanha. Por isso, sobram elogios ao atual secretário, Fernando Grella.

Petista começa a fazer sua campanha

De volta à disputa eleitoral por conta de uma decisão judicial, o deputado estadual Luiz Moura (PT-SP) tem publicado fotos nas redes sociais que mostram seu trabalho na busca pela reeleição. Nos últimos dias, se reuniu com líderes políticos e religiosos católicos do extremo leste da capital paulista e de cidades próximas da região, além de representantes de times de futebol de várzea e outros esportes amadores e dirigentes da torcida Gaviões da Fiel, do Corinthians.

Partido segue com sindicância contra deputado

O PT, no entanto, não desistiu da sindicância contra Moura. Amanhã, a sua situação será debatida pela executiva estadual. O petista foi convidado a ir para se defender. No dia seguinte, o diretório toma uma decisão. Ele é acusado de participar de uma reunião em uma cooperativa de transporte com a presença de integrantes de uma facção criminosa.

“Se dar dinheiro público para as empresas resolvesse o problema do emprego, os trabalhadores das montadoras teriam estabilidade no emprego pelo resto da vida” - Zé Maria, presidenciável do PSTU, sobre os incentivos públicos à indústria automobilística

*Leonardo Fuhrmann (interino)

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