Campos ataca modelo de coalizão entre partidos e promete reforma tributária

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Candidato do PSB não poupa críticas a Renan, Sarney e Collor. Para ele, distribuição de ministérios é entrave à produtividade

Ao participar do diálogo com empresários na Confederação Nacional da Indústria (CNI), o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, disse nesta quarta-feira (30) que dará prioridade a uma “agenda de produtividade” para a indústria e aproveitou para criticar o modelo de coalizão entre partidos políticos que dá sustentação ao governo da presidente Dilma Rousseff.

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Alan Sampaio / iG Brasília
Candidato à Presidente Eduardo Campos durante sabatina promovida pela CNI, em Brasília

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Campos, que fazia parte do governo e que comandou a pasta de Ciência e Tecnologia durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que a produtividade da indústria é comprometida pela distribuição de ministérios entre aliados e aparelhamento das agências reguladoras. Adotando o discurso defendido por sua vice, Marina Silva, Campos considerou que o modelo de governança por coalizão é falido. “O padrão político esclerosou, faliu”, disse.

Ele não poupou críticas aos representantes da chamada “velha política” geralmente citada por sua vice, Marina Silva. Para o socialista, o país precisa se livrar da influência política dos ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor e do presidente do Senado Renan Calheiros.

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“O Brasil não pode continuar acompanhado de Sarney, de Collor e de Renan”, atacou Campos. “Com esta política que está aí nós não vamos melhorar nada. Respeito a presidente Dilma, não vim aqui para falar dela, conheço a trajetória de Aécio Neves, e sei que os dois estão comprometidos com o velho modelo”, disse Campos.

“A produtividade do setor público do Brasil é baixíssima e esta não vai chegar com a distribuição de ministérios e com loteamento das agências reguladoras”, criticou o candidato.

Tributos

Caso seja eleito, Campos também assumiu o compromisso de enviar, na primeira semana de governo, um projeto de reforma tributária para ser votado no Congresso sem aumento da carga de impostos.

Eduardo Campos morreu nesta quarta-feira (13/8) em um acidente de avião em Santos, no litoral de São Paulo . Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaCampos estava com mais seis pessoas na aeronave que vinha do Rio de Janeiro e seguia para o Guarujá. Todos morreram na queda. Foto: Futura PressUm dos últimos compromissos de Eduardo Campos foi a entrevista ao Jornal Nacional na noite de terça-feira (12/08). Foto: Globo/João CottaEduardo Campos concorria à Presidência com Marina Silva como vice em sua chapa. Foto: Alan Sampaio /iG BrasíliaEduardo Campos deixa um filho pequeno ainda bebê. A criança nasceu em janeiro deste ano. Foto: Facebook/Eduardo CamposEduardo postou na sua página no Facebook uma foto no nascimento de seu filho. Miguel nasceu com síndrome de down (29/1/2014). Foto: Facebook/Eduardo CamposEduardo Campos deixa cinco filhos. Foto: ReproduçãoNa Copa do Mundo, ele compartilhou nas redes sociais imagens ao lado da família vendo jogos do Brasil. Foto: Reprodução/Facebook oficial PSBEduardo Campos postou uma imagem ao lado do pai, Maximiano Campos, no dia dos pais. Foto: Facebook/Eduardo CamposEduardo Campos concorria à Presidência na chapa com Marina Silva como vice. Eles visitaram Dom Orani Tempesta, no Rio (12/8). Foto: PSBRelembre a campanha de Campos. Ao lado de Marina, candidato visita conjunto habitacional para idosos na Paraíba (9/8). Foto: DIVULGAção/PSBEduardo Campos participa de reunião com produtores rurais na cidade de Arapiraca, em Alagoas (8/8). Foto: PSB/DivulgaçãoEduardo Campos comemora aniversário com o número do partido no lugar da idade durante reunião com produtores rurais em Arapiraca (AL) (8/8). Foto: PSBEduardo Campos participa de encontro com a juventude no Pelourinho, em Salvador (7/8). Foto: PSBEduardo Campos e Marina Silva na Fundação Abrinq (7/8). Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGCandidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, participa de encontro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (6/8). Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaPresidenciável Eduardo Campos  participa de comício na cidade de Timbauba, no Pernambuco (3/8). Foto: PSB/DivulgaçãoEduardo Campos bebe chimarrão depois de apresentar propostas durante o 34º Congresso de Municípios, em Porto Alegre (31/7). Foto: Jefferson Bernardes/ Agência PreviewCandidata à vice-presidência do PSB, Marina Silva, é vista durante sabatina do seu companheiro de chapa, Eduardo Campos, na CNI (30/7). Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIACandidato à Presidente Eduardo Campos durante sabatina promovida pela CNI, em Brasília. Foto: José Paulo Lacerda/ CNICandidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, e sua vice, Marina Silva, chegam a auditório para encontro na CNI, em Brasília (30/7). Foto: José Paulo Lacerda/ CNIEduardo Campos e Marina Silva inauguram casa Campos-Marina em Osasco. Local será comitê eleitoral da campanha da dupla (28/7). Foto: Facebook/Eduardo CamposMarina Silva e Eduardo Campos durante coletivo para o lançamento da candidatura de dez aliados de Marina ao Legislativo (25/7). Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGEduardo Campos visita fábrica de doces em Marília, no interior de São Paulo (22/7). Foto: Divulgação/Site OficialCandidato à Presidência conversa com a população durante inauguração do comitê central Campos-Marina em São Paulo (21/7). Foto: Reprodução/Facebook Eduardo CamposEduardo Campos, candidato à Presidência pelo PSB, faz discurso na inauguração do comitê central da sua campanha, em São Paulo (21/7). Foto: Reprodução/Facebook oficial PSBEduardo Campos conta com a companhia de Marina Silva, candidata a vice na chapa presidencial (21/7). Foto: Reprodução/Facebook oficial PSBLuiza Erundina faz discurso inflamado e rouba os holofotes em inauguração do Comitê Central da campanha Campos/Marina (21/7) . Foto: DivulgaçãoEduardo Campos e Marina Silva visitam a Exposição Agropecuária do Crato, município do Ceará (20/7). Foto: Divulgação/Site OficialCandidato do PSB à Presidência faz caminhada por Taboão da Serra, Itapecerica e Embu das Artes, em São Paulo (18/7). Foto: Divulgação/Site OficialEm entrevista, Eduardo Campos afirma que enviará um projeto de reforma tributária ao Congresso no 1º semestre de 2015 (17/7). Foto: Reprodução/Facebook oficial PSBCandidato do PSB visita a cidade de Afogados da Ingazeira, em Pernambuco (13/7). Foto: Reprodução/Facebook Eduardo CamposEduardo Campos caminha pelas ruas de São Luís, no Maranhão (10/7). Foto: Reprodução/Facebook oficial PSBEduardo e Marina visitam o comércio da cidade de Águas Lindas, em Goiás (7/7). Foto: Reprodução/Facebook oficial PSBCandidatos a Presidente e vice também passam pela comunidade Sol Nascente, no Distrito Federal (6/7). Foto: Reprodução/Facebook oficial PSBEduardo e Marina vestem kimono nas cores para acompanhar a 17ª edição do Festival do Japão, em São Paulo (5/7). Foto: Reprodução/Facebook Eduardo CamposEduardo Campo e Marina Silva registram candidatura presidencial pelo partido PSB (3/7). Foto: Reprodução/Facebook oficial PSBPSB oficializa candidatura de Eduardo Campos e Marina Silva à presidência e vice-presidência da República em Brasília (28/6). Foto: Humberto PraderaEduardo Campos e Marina Silva discursam na convenção nacional do PSB que oficializou a candidatura da dupla (28/6). Foto: Reprodução/Facebook oficial PSB

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“Reforma tributária, a gente viu muitos brasileiros colocarem horas de trabalho para que a gente não tenha mais o sistema tributário arcaico que temos até hoje”, disse o candidato se referindo aos governos de Lula e de Fernando Henrique Cardoso. Para Campos, as mudanças na forma de arrecadação de impostos não ocorreram devido a conflitos de interesses entre unidades da federação.

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“Eu serei o presidente que vai enviar a reforma na primeira semana de governo, vou cuidar da articulação pessoalmente. Também serei o primeiro presidente da República do ciclo democrático que não vai aumentar a carga tributária neste país”, disse Campos, que lançou farpas aos ex-presidentes do período democrático. “Não venha aqui o sujo falar do mal lavado. Todos eles aumentaram impostos”, atacou.

Campos também criticou a pouca atuação da presidente Dilma na política externa com parceiros fora do eixo de cooperação entre países do Hemisfério Sul e da América Latina. “O Brasil precisa agir sem preconceito na política externa. Essas políticas não são excludentes”, criticou.

O candidato também se colocou como alternativa à polarização entre PT e PSDB cerificada nas disputas há pelo menos 20 anos. "O eleitor não precisará escolher entre o vermelho e azul”, enfatizou.

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