Candidato do PSDB participou de encontro com empresários promovido pela Confederação Nacional da Indústria

O candidato do PSDB à Presidência, o senador Aécio Neves , voltou a evitar o tema do aeroporto construído em terras que pertenciam à sua família, em Cláudio (interior de Minas), durante coletiva após participar de encontro com empresários na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

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Aécio Neves dá coletiva na Confederação Nacional da Indústria
Alan Sampaio / iG Brasília
Aécio Neves dá coletiva na Confederação Nacional da Indústria

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Questionado sobre quantas vezes usou o aeroporto, Aécio disse já ter dado as explicações que tinha de dar sobre o assunto e limitou-se a reiterar que não houve irregularidade na obra. "Os investimentos foram feitos dentro da lei", afirmou.

Construído em um terreno que pertencia a um tio de Aécio, o aeroporto foi reformado com dinheiro público durante a gestão do tucano e a área, desapropriada. O aeroporto, no entanto, não é homologado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e, segundo informações obtidas pelo jornal Folha de S.Paulo na cidade, o acesso ao local ainda é controlado por parentes do candidato, que o usaria em suas visitas às propriedades da família na cidade.

Sabatina na CNI

Durante o Diálogo da Indústria com Candidatos à Presidência da República, Aécio Neves prometeu que, caso eleito, pretende elevar, até 2018, a taxa de investimento do País em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) dos atuais 18% para 24%.

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O tucano também afirmou que terá “como obsessão” a recuperação da competitividade da economia e proporá mudanças na relação com o Mercosul para facilitar a negociação de acordos brasileiros com a União Europeia e outros países.

Durante sabatina, o presidenciável prometeu reduzir e simplificar a carga tributária, ter “isonomia“ no tratamento dos vários setores da economia, além de adotar medidas para criação de um ambiente de negócio “seguro” e “claro”.

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“Quero estabelecer aqui o desafio para o próximo governo para que possamos, ao final do ano de 2018, saltar do patamar que estamos amarrados hoje de 18% do PIB, para alavancar 24% do PIB de investimentos, com o setor privado e a criação de um ambiente favorável de negócios”, disse.

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Segundo ele, a meta será fiscalizada por uma comissão formada por representantes do setor industrial, da iniciativa privada e do governo.

Para Aécio, o Brasil perdeu a capacidade de gerar expectativas positivas para a economia, e o pessimismo em relação ao Brasil tem crescido nos últimos meses. Por isso, o futuro presidente precisa trabalhar na recuperação da confiança dos mercados e dos investidores.

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O tucano criticou o atual modelo de negociação imposto pelo Mercosul e prometeu trabalhar para mudar regras do bloco. “O Mercosul vem nos amarando. Não é um desprezo, mas uma transição, uma transformação em região aduaneira para que possamos formatar acordos com outras regiões do mundo”, frisou, um dia após reunião de cúpula do bloco, em Caracas.

*Agência Brasil e Brasil Econômico

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