Para tucano, falar sobre aeroporto só interessa a adversários

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Para Marcus Pestana, presidente do PSDB de Minas, Aécio Neves deve continuar não respondendo sobre obra em Cláudio

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Presidente do PSDB de Minas, o deputado Marcus Pestana defende a decisão do presidenciável Aécio Neves de não responder perguntas sobre as obras do aeroporto de Cláudio, no interior do Estado. Construído em um terreno que pertencia a um tio de Aécio, o aeroporto foi reformado com dinheiro público durante a gestão do tucano e a área desapropriada.

O aeroporto, no entanto, não é homologado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e, segundo informações obtidas pelo jornal Folha de S.Paulo na cidade, o acesso ao local ainda é controlado por parentes do candidato, que o usaria em suas visitas às propriedades da família na cidade. Pestana considera que o assunto está encerrado depois das explicações do governo mineiro e sua exploração interessa apenas aos adversários.

Divulgação
Pestana defende a decisão de Aécio de não responder perguntas sobre polêmica em torno das obras do aeroporto de Cláudio, em Minas Gerais


O dirigente tucano afirma que o presidenciável não vai cair na “armadilha” de tornar o aeroporto um tema da eleição presidencial e deve insistir no debate do futuro e de temas nacionais. Ele destaca a decisão do Ministério Público do Estado de arquivar a investigação e os pareceres favoráveis de dois ex-ministros do STF. Lembra ainda que a obra, com um custo de R$ 13,4 milhões, fazia parte de um projeto do governo do Estado, o ProAero, do qual também fazem parte outras obras de estrutura aeroportuária regional.

Leia mais: Governo de MG construiu aeroporto em fazenda de parente de Aécio

“O objetivo estratégico é garantir que nenhum morador de Minas esteja a mais de 100 quilômetros de um aeródromo”, explica. A região onde fica Cláudio é servida por outros dois aeroportos, em Divinópolis (a 57 quilômetros) e Oliveira (46 quilômetros), ambos homologados pela Anac e com melhor estrutura para receber voos.

Reclamação de gasto

A polêmica com relação ao aeroporto provocou reações também na cidade, principalmente depois de a administração ser transferida por convênio para a Prefeitura. Vereadores alegam que o acordo gera gastos e não passou por consulta da Câmara Municipal. A ideia do governo mineiro de municipalizar a gestão teria sido rejeitada pelo prefeito anterior.

Em defesa do racionamento de água em SP

O MPF em São Paulo recomendou ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição, e à Sabesp a apresentação imediata de um projeto para implementação do racionamento de água na área atendida pelo Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de 45% da região metropolitana da capital paulista. Caso não seja respondido em dez dias, o MPF estuda tomar medidas judiciais. Os procuradores têm atribuição para atuar no caso porque os recursos hídricos são da União, concedidos à empresa. Eles lembram que na última renovação, em 2004, a Sabesp assumiu o compromisso de apresentar estudos para diminuir a dependência do Sistema Cantareira. Mas nada foi feito.

Blog do Kennedy: Aécio deve mais respostas sobre aeroporto em MG

Terceiro aeroporto deve ser privado

O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, defendeu na último domingo (27), para empresários, a necessidade de construção de um novo aeroporto de grande porte para atender a demanda da região metropolitana de São Paulo, onde estão os dois aeroportos de maior movimento do País: Cumbica e Congonhas. Ele também ressaltou a importância de alternativas aos aeroportos incrustados nos centros urbanos, muitos deles saturados, como Congonhas e Santos Dumont.

Construtoras contam com área já escolhida

Segundo o ministro, o novo aeroporto da Grande São Paulo deve ser totalmente privado. Uma das preocupações é garantir uma concorrência justa com os aeroportos já existentes. As construtoras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez têm um projeto para a construção do aeroporto em Caieiras e contam inclusive com uma opção de compra do terreno escolhido.

“Trocamos o tronco e os castigos físicos, além da exclusão social em razão da cor da pele, pelo encarceramento como forma de manter acesa a chama do apartheid social” - Siro Darlan, desembargador do TJ-RJ e coordenador da Associação de Juízes para a Democracia, em artigo contra a prisão de manifestantes no Rio

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