Tentando 5° mandato consecutivo, senador quer mostrar que defende os interesses de SP e não só temas nacionais

Brasil Econômico

Em busca de seu quarto mandato consecutivo no Senado Federal, o petista Eduardo Suplicy se prepara para mostrar seu trabalho como forma de convencer o eleitorado paulista a elegê-lo mais uma vez. Nas campanhas anteriores, o parlamentar foi acusado de não “defender os interesses de São Paulo” e se preocupar em demasia com temas gerais. O plano de sua campanha é apresentá-lo como alguém que se dedica a temas de grande repercussão, como a sempre citada renda básica de cidadania, e até a questões bastante específicas, como a reabertura do Cine Belas Artes e a situação dos vendedores ambulantes autônomos do Parque do Ibirapuera. O desafio agora é maior do que das outras vezes, pois enfrenta José Serra (PSDB), que foi ministro, governador e prefeito da capital paulista.

Eduardo Suplicy participa de convenção do PT que confirmou sua candidatura ao Senado, em junho de 2014
Futura Press
Eduardo Suplicy participa de convenção do PT que confirmou sua candidatura ao Senado, em junho de 2014


Para integrantes da equipe do senador, Serra e o ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab (PSD), que também disputa a vaga, terão mais facilidade de mostrar suas obras, por conta da experiência no Executivo. Dos três, o pessedista conta com mais tempo de TV, mas está atrás nas intenções de voto e sofre com a maior rejeição. Suplicy vai mostrar a sua participação na criação dos programas de combate à pobreza: desde o Renda Mínima - lançado em 1994 pelo prefeito de Campinas, José Roberto Magalhães Teixeira (PSDB), baseado em suas ideias – até o Bolsa-Família de hoje. Mas o principal mote será mesmo a sua fama de um político “diferente” dos demais e honesto, que o acompanha durante toda sua trajetória política, desde 1978 ainda pelo MDB, quando se elegeu deputado estadual. “Honestamente, o melhor” e “Esse cara é do bem” serão os slogans para valorizar esta imagem.

Força nas ruas

A candidatura de Eduardo Suplicy estava ameaçada dentro do próprio PT até os protestos de junho do ano passado. O partido preferia entregar a vaga na chapa para algum aliado. A capacidade de diálogo do senador com os manifestantes fez o comando petista de São Paulo mudar de ideia e bancá-lo na disputa.

Campanha ao gosto do eleitor em Santa Catarina

Candidato do PSB ao Senado por Santa Catarina, o deputado Paulo Bornhausen planejou sua ajuda à campanha do presidenciável socialista Eduardo Campos e de sua vice, Marina Silva, líder da Rede. Nas regiões Norte e Sul do Estado, mais industrializadas, e na Grande Florianópolis, ele tem investido mais no nome da ex-ministra do Meio Ambiente. São regiões onde ela é mais conhecida e tem mais popularidade do que Campos. Ele, por outro lado, tem uma força maior com o eleitorado das regiões Oeste, Serrana e no Vale do Itajaí. Assim, tem conseguido que a chapa consiga no Estado praticamente o dobro da intenção de voto que tem no resto do País.

Leia mais: Equipe de Eduardo Suplicy se prepara para enfrentar José Serra

Desburocratização das pesquisas

Além da Lei Brasileira de Inclusão (antigo Estatuto da Pessoa com Deficiência), um dos temas que a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) tem discutido com o presidenciável de seu partido, Aécio Neves, é a desburocratização da importação de bens destinados às pesquisas científica e tecnológica. Relatora do projeto na Comissão de Seguridade Social e Família, ela teve seu parecer aprovado em março. Outras três comissões temáticas analisam o projeto antes de sua ida a plenário.

Problema é dificuldade de receber amostras

O autor da proposta é o deputado Romário (PSB-RJ). Segundo ele, 76% dos cientistas brasileiros já perderam material científico na alfândega, 99% resolveram mudar os rumos de suas pesquisas em virtude das dificuldades para importar os regentes necessários. Enquanto aqui são necessários 30 dias para o recebimento de um produto, em outros países entrega é feita em até 24 horas.

“A experiência, a minha especificamente, mas falo no sentido geral também, mostra que a tortura é como um câncer, que começa em uma cela, mas compromete toda a sociedade” 

Dilma Rousseff, presidente da República e torturada durante a ditadura, ao inaugurar Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura.

*Leonardo Fuhrmann (interino)

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