Possibilidade foi aventada publicamente nesta semana pelo vice-presidente Michel Temer, principal expoente do PDMB

Paulo Skaf (PMDB) nunca negou abrir o palanque de sua candidatura ao governo de São Paulo para Dilma Rousseff (PT), diz uma fonte peemedebista do Estado, que considera, entretanto, que a discussão seja "estéril" e precipitada.

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A possibilidade foi aventada publicamente nesta semana pelo vice-presidente Michel Temer , principal expoente do PDMB e com base eleitoral em São Paulo, como forma de garantir mais força à candidatura de Dilma no maior colégio eleitoral do País.

A cobiça decorre do fato de o concorrente do PT no Estado, Alexandre Padilha , não ter conseguido decolar até agora e patinar nos 4% de intenções de voto. Skaf, do PMDB, tem 16%, segundo o Datafolha de 15 e 16 de julho.

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O presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), porém, tem tentado se descolar de Dilma, que tem elevada rejeição no Estado - Skaf recebeu, em sua página no Facebook, críticas em razão da suposta aproximação. Na quarta-feira (25), o pemedebista reiterou que sua candidatura é tanto contra o PSDB quanto contra o PT.

"Não enxergo palanque duplo. O palanque da presidente Dilma, como ela é do PT, é do candidato do PT”, disse na quarta-feira (23), segundo o jornal "Valor Econômico".  Para a fonte, essa afirmação não equivale a dizer que os dois nunca estariam juntos. A discussão, entretanto, seria prejudicial sobretudo a Padilha.

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