Candidato ao governo de SP pelo PMDB, presidente licenciado da Fiesp, Paulo Skaf, tem resistido a palanque com petista

Brasil Econômico

A utilização do palanque do peemedebista de São Paulo para a campanha da reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) vai depender em muito da pressão do vice-presidente Michel Temer (PMDB). Candidato ao governo do Estado pelo partido, o presidente licenciado da Fiesp, Paulo Skaf , tem resistido à ideia.

O argumento é matemático, ele calcula que mais perde do que ganha votos ao ligar seu nome ao da petista. Não quer ficar com o ônus e deixar o bônus da ligação com a petista para o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT), adversário dele na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Nas pesquisas de intenção de voto divulgadas até agora, a maioria dos eleitores de Skaf prefere o presidenciável Eduardo Campos (PSB). Os dois só quase se aliaram no Estado.

Junho: Kassab vai disputar Senado na chapa de Paulo Skaf, do PMDB

A articulação havia sido feita pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) e incluiria os apoios do PSB, da Rede e do PPS a Skaf. Kassab aderiu a Skaf depois e se tornou candidato ao Senado, mas o PSB e o PPS permaneceram ao lado da reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB).

Com apoio tímido de Skaf, Dilma precisa de crescimento de Padilha em SP

Insatisfeita com a aliança com os tucanos, a Rede se afastou da disputa majoritária no Estado. A ideia só não prosperou por causa de Michel Temer, que temia perder espaço na chapa petista à reeleição se o PMDB optasse por outro candidato que não a petista no maior colégio eleitoral do País, onde também fica a base eleitoral dele. Skaf tem dito que o palanque de Dilma em São Paulo é o de Padilha, mas reafirma seguidamente a sua fidelidade ao vice-presidente, que tem marcado presença nos principais atos de sua campanha. Resta saber como vai reagir às pressões daqui para diante.

Vale lembrar

Nos anos 50 e 60, os votos para presidente e vice eram separados. Foi assim que Jango venceu duas vezes a disputa para ser o segundo da República. Agora, a legislação é outra. Para permanecer no Palácio do Jaburu, como pretende, Temer depende da vitória de Dilma. A fidelidade de Skaf será testada.

Franceses investem 40 milhões de euros

A francesa Air Liquide anunciou na quinta-feira (24) um investimento de 40 milhões de euros no Brasil. O recurso será aplicado na construção de uma Unidade Separadora de Ar para a nova fábrica de papel da Klabin, em Ortigueira, município de menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Paraná. O produto também será usado pela unidade da empresa em Telêmaco Borba (PR) e terá a função de processar e branquear a celulose de maneira mais eficiente e sustentável. Apesar da preferência para a empresa, o excedente poderá ser negociado para outros clientes da indústria e saúde. Nos últimos três anos, a multinacional já investiu 250 milhões de euros no País.

Transferência de dívida é negociada

Em crise, a Santa Casa de São Paulo teve uma reunião com a direção do BNDES há 15 dias. O hospital, cujo atendimento de pronto-socorro foi suspenso por 30 horas nesta semana, tem uma dívida na casa dos R$ 400 milhões, parte expressiva com bancos. A solução que está sendo discutida é a transferência da dívida para o banco estatal, que tem taxas de juros mais amigáveis. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, e o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) colaboram nas negociações.

União para superar a crise financeira

Além de ajudar com recursos, a meta é melhorar a gestão do hospital, pois a dívida mais do que quintuplicou nos últimos anos. Depois de dois mandatos, o advogado Kalil Rocha Abdalla venceu em abril uma eleição equilibrada e tensa contra o médico José Luiz Setúbal, um dos herdeiros do Itaú. Passada a eleição, ambos tentam se unir contra a crise.

*Leonardo Fuhrmann (interino)

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