Candidato do PSDB joga a maior parte das fichas na coligação montada em São Paulo pelo governador Geraldo Alckmin

O candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves , adiou para a segunda quinzena de agosto a agenda que cumpriria no nordeste, para concentrar os esforços de campanha na região sudeste, especialmente em São Paulo, maior colégio eleitoral do país com 32 milhões de votos.

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Aécio está convencido de que perderá no nordeste, mas acha que a compensação viria do sudeste. Ele joga a maior parte das fichas na coligação montada em São Paulo pelo governador Geraldo Alckmin , candidato à reeleição. Alckmin tem apoio de 15 partidos, entre eles o PSB do também presidenciável Eduardo Campos , que participa da chapa tucana com o candidato a vice, o deputado federal Márcio França.

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A estratégia do tucano é tentar melhorar o desempenho em Minas Gerais, seu principal reduto, Rio de Janeiro - onde tem o apoio do governador peemedebista Luiz Fernando Pezão - e no Espírito Santo. Em São Paulo, o objetivo do PSDB é também minar o crescimento de Campos, que poderia ser parceiro num eventual segundo turno.

Aécio deixará que, por enquanto, a campanha no nordeste seja tocada por parceiros como o senador Cássio Cunha Lima (Paraíba), o deputado Bruno Araújo (Pernambuco), o ex-governador Tasso Jereissati e o senador do PMDB e candidato ao governo Eunício Oliveira (Ceará), o governador Paulo Souto, o ex-ministro Gedel Vieira Lima e o deputado Antônio Imbassahy (Bahia).

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Aécio reforçará a campanha no nordeste no curso da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, que terá início em 19 de agosto. Até lá pretende explorar a baixa popularidade de sua principal concorrente, a presidente Dilma Roussef , candidata do PT, em São Paulo.

Os tucanos temem que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , de reconhecida popularidade no nordeste, decida também focar o sudeste como meta. Além disso, entre os nordestinos, Lula teria de disputar espaços com Campos.

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