Núcleo gay tucano pede providências ao PSDB contra candidato do "kit macho"

Por Vitor Sorano - iG São Paulo |

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Para presidente do Diversidade Tucana, candidato que trata homossexualidade como doença vai contra história do PSDB

O Diversidade Tucana, núcleo LGTB do PSDB, pediu providências à Executiva Nacional contra Matheus Sathler, que tenta concorrer a uma vaga de deputado federal pelo partido com campanha contra a homossexualidade.

O candidato, que ainda não teve o registro aprovado pela Justiça Eleitoral, também relaciona a homossexualidade à pedofilia.

Sathler gravou um vídeo de sua promessa na frente do 2º Cartório de Registro Civil do DF. Foto: ReproduçãoO candidato prometeu doar 50% do seu salário de deputado, caso seja eleito, para 'crianças vítimas do estupro homossexual'. Foto: Reprodução/FacebookEm seu perfil no Facebook, Matheus aparece em fotos ao lado do deputado  Jair Bolsonaro (PP-RJ), notório inimigo da comunidade gay.  . Foto: Reprodução/FacebookPerfil de Matheus Sathler no eleicoes2014.com.br, que registra candidaturas das Eleições 2014. Foto: ReproduçãoCartaz do candidato a deputado pelo PSDB de Brasília . Foto: Reprodução

"O que a gente pede é que a Executiva tome conhecimento de que isso está acontecendo, porque é uma plataforma que não condiz com a história e o estatuto do partido", diz ao iG Wagner Tronolone, presidente do Diversidade Tucana.

Leia também: Candidato do PSDB propõe criação do "kit macho" e chama Dilma de presidanta

O pedido de providências foi feito por uma carta enviada à Executiva nesta quinta-feira (24). O conteúdo foi divulgado no blog da Diversidade Tucana e acusa Satlher de ser homofóbico.

Tronolone afirma que o objetivo do núcleo não é cassação do registro de Satlher junto ao partido, mas argumenta que "o lugar desse [tipo de] candidato não é o PSDB". Desde 2013, o estatuto da agremiação estabelece como objetivo programático o respeito "às diferentes orientações sexuais e identidades de gênero."

"É o nosso primeiro processo eleitoral [após a mudança do estatuto]. Para gente, como grupo, é importante presrvar na prática o que conquistamos [no papel]."

Em vídeo publicado na internet, Sathler, advogado de Brasíla, trata a homossexualidade como doença, ao dizer que "prevenir o homossexualismo é melhor do que remediar" e promete implantar, nas escolas,  o"kit macho" e "kit fêmea" para ensinar que "dois homens e duas mulheres não são família".

A Organizações da Nações Unidas (ONU) condena o tratamento da homossexualidade como doença, e rechaça mesmo o termo homossexualismo.

Ao iG, Satlher argumenta que o Diversidade Tucana não é reconhecido pela Executiva Nacional do PSDB. "Eu fui o organizador, para contrapor isso, de 16 blogs ligados à família tucana, ao empreendedorismo tucano, aos conservadores tucanos, que são o nosso grupo majoritário dentro do partido."


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